Recorte Bom, Recorte Ruim – Como Recortar  Retratos

Recorte Bom, Recorte Ruim – Como Recortar Retratos

Saber recortar um retrato é uma habilidade que pode trazer um resultado incrível para suas fotos, por isso, é muito importante desenvolvê-la estudando e treinando bastante, como qualquer outra habilidade fotográfica, com o tempo seu cérebro já estará apto a reproduzir isso sem precisar “pensar” muito.

Precisamos ficar atentos porque as convenções sobre o recorte de retratos vem mudando durante as últimas décadas, e como tantas outras tendências, essa é uma das regras que começa na indústria da moda. Se fizermos umas pesquisas rápidas sobre capas de revistas, podemos perceber que inúmeras irão aparecer com algum recorte na cabeça.

Revista Vogue Atuais

Revista Vogue Atuais

Coisa que era rara ou simplesmente não existia nas revistas nos anos 40 ao 60 mais ou menos.

Revista Vogue Antigas

Revista Vogue Antigas

Mas lembre-se de ficar atento, afinal regras podem ser quebradas!

 

Aprenda as regras como um profissional, para que você possa quebra-las como um artista.

Pablo Picasso

 

Hoje contamos com as dicas da fotógrafa Gina Milicia, fotógrafa há mais de 25 anos especialista em fotos de empresários, bilionários e celebridades.

Se você já leu meus outros artigos ou e-books, você saberá que eu também aprendi muitas lições em minha carreira na fotografia com erros, ou lapsos de julgamento. Foi através do aprendizado com o fracasso, e da tentativa e erro, que eu consegui descobrir o que funciona melhor para mim.

Quando se trata de como eu recorto meus retratos, há alguns estilos de recorte que eu tento evitar, porque, assim como comer algo que se detesta, eu aprendi o que funciona melhor para mim.

Como eu recorto meus retratos é tão importante para definir meu estilo, quanto as lentes que eu uso, a forma como eu ilumino, e como eu processo meus arquivos. Eu acredito que a forma como uma imagem é recortada pode mudar o visual de “chato e entediante” para “Incrível”.

© Gina Milicia

Eu sempre recorto uma foto abaixo do joelho, no meio das coxas, na cintura, ao longo do antebraço, ou no topo da cabeça. Se eu for recortar através da cintura de meu modelo, eu geralmente peço para ele, modelo, levantar os braços, para que eu não tenha que cortar os braços.

Eu evito cortar em qualquer articulação do corpo. Isto inclui dedos, cotovelos, joelhos e pulsos. Eu também acho que cortar no queixo do modelo fica estranho.

Foram necessários muitos anos de tentativa e erro, e estudando o trabalho de meus fotógrafos favoritos, para aprender que há algumas regras douradas do recorte que valem a pena seguir. Regras que fazem uma grande diferença no impacto visual que meus retratos causam, e como esses retratos podem ficar lisonjeiros para o retratado.

Assim como em todas as regras, sempre há exceções, e o mundo da arte implodiria se essas regras não fossem constantemente testadas e quebradas. Pablo Picasso, Vincent Van Gogh e Jackson Pollack são exemplos de artistas cujos estilos quebraram a regra no “livro de como pintar” e em seu tempo eles foram ridicularizados e zombados por outros artistas e críticos, porém, hoje suas pinturas são inestimáveis. Dito isso, todos eles estudaram as regras de pintura convencionais de sua época, e então eles quebraram essas regras, e criaram seus próprios estilos característicos.

Minhas fotos, iluminação, poses e estilo de pós-produção se desenvolveram e evoluíram ao longo dos anos, mas a forma como eu recorto minhas imagens se manteve a mesma.

Aqui estão minhas cinco melhores dicas para recortar retratos:

 

1. Recorte de preferência na Câmera

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Recortar na câmera basicamente significa que você compõe sua imagem exatamente como você quer que fique sua foto final quando estiver fotografando, ao invés de fotografar livremente e cortar a foto na pós-produção. Há dois motivos para isto:

  1. Primeiro, imagens recortadas na câmera ficam totalmente diferente das imagens que são recortadas na pós-produção. Preencher o enquadramento e recortar significa que você criará um desfoque que remove quaisquer distrações no plano de fundo e foca mais atenção para o seu modelo, o que é sempre algo bom.
  2. A outra vantagem de recortar na câmera é que o tamanho de seu arquivo não será afetado. Uma imagem recortada que foi fotografada livremente pode deixa-lo com apenas 10-15% do tamanho de seu arquivo, então um arquivo que possuía originalmente 30 Mb como uma imagem de tamanho completo, é reduzido para 3 Mb com um recorte grande. Imagens com menor resolução terão menos detalhes e não serão tão nítidas quanto imagens de tamanho completo.

2. Se isso se dobra, não corte

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Eu acho que cortar no meio das coxas fica visualmente mais agradável do que cortar no joelho. Ver apenas parte do joelho, onde o vestido acaba, também parece desalinhado.

Também há certas poses de modelos que são melhores para o corpo. Eu estou sempre procurando poses que alongam, ao invés de encurtar as partes do corpo. Eu tento enfatizar suas melhores características, e esconder ou diminuir aquelas que não são tão fortes.

Como regra geral, eu recorto de uma forma que alongue e melhore o corpo. Cortar nos joelhos, cintura, cotovelos, dedos, tornozelos ou pulsos, pode fazer parecer que seu modelo não possui essas partes. Cortar nos braços e pernas pode fazer seu modelo parecer quadrado ou maior do que realmente é.

3. Evite cortar no queixo e deixe os olhos no terço superior do enquadramento

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Manter os olhos no terço superior do enquadramento é visualmente melhor do que cortar no queixo de alguém, que ao meu ver parece que a pessoa não estava prestando muita atenção quando tirou a foto, e visualmente este recorte (acima à esquerda) parece estranho.

Eu acho que meus retratos parecem muito mais fortes visualmente quando os olhos estão posicionados no terço superior do enquadramento. Cortar no queixo é visualmente feio.

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Este é o enquadramento original de uma foto que eu tirei para a capa de meu livro dPS, Retratos – Acertando a Pose. Eu não tinha certeza de quanto da foto nós usaríamos, então eu deliberadamente fotografei mais amplamente, e deixei espaço à esquerda do meu enquadramento para colocar textos e outras imagens.

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A foto final para a capa foi muito recortada, porque eu achei que incluir as mãos deixaria um pouco bagunçado. Eu recortei esta imagem com os olhos no terço superior do enquadramento porque esta era visualmente a opção mais forte.

4. Dê opções a si mesmo

A explosão das mídias sociais mudou radicalmente como eu fotografo meus retratos. Quando um cliente agendava uma sessão comigo alguns anos atrás, eu fotografava a maioria de seus retratos como imagens verticais. Agora eu tiro fotos para websites e plataformas de mídias sociais que usam imagens verticais, quadradas e horizontais.

Eu geralmente começo com retratos enquadrados como imagens verticais e depois giro a minha câmera para fotografar alguns enquadramentos horizontais.

Eu geralmente posiciono meu modelo para preencher o terço esquerdo ou direito do enquadramento. Isto adiciona interesse ao retrato e o torna visualmente mais dinâmico. Dito isso, há vezes em que eu enquadro meu retrato no centro da foto, porque eu pessoalmente adoro esse visual.

Eu também adoro cortar na cabeça das pessoas, mas isso não é tão fácil, então eu sempre fotografo alguns enquadramentos com espaço acima da cabeça, por precaução.

Nunca se sabe onde a imagem final pode acabar em algumas semanas ou alguns anos, então eu acho que é uma boa ideia planejar com antecedência. São necessários apenas alguns minutos para fotografar de forma levemente mais ampla, na vertical e na horizontal no final de cada montagem.

5. Recorte como quer se expressar!

Use estas sugestões como um ponto inicial, e encontre um estilo que funcione para você. Comece com retratos de comprimento total e tente recortar usando as regras tradicionais, depois quebre as regras e veja de qual forma você gosta mais.

Cada pessoa, local e pose que você fotografa sempre será diferente, então não tenha medo de misturar um pouco e criar seu próprio estilo, A única pergunta que eu faço a mim mesma quando eu estou recortando minhas imagens é, “Este recorte parece criativo ou parece um erro?”

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Às vezes, seguir as regras do recorte ao pé da letra ainda deixará seus retratos visualmente atraentes. Um exemplo disso é se eu fotografar um modelo usando mangas ¾ e cortar em um ponto que é tecnicamente correto, deixando um pequeno pedaço do braço mostrando logo abaixo da manga. Isto parece um erro e ficaria melhor se eu cortasse um pouco acima, para remover a pele.

Quanto mais você fotografar, mais você começará a sentir o que parece certo para você. Se você não tiver certeza, faça duas versões e compare-as.

Você também poderá gostar de criar deliberadamente uma série de retratos que são visualmente atraentes porque eles invocam uma reação emocional.

Espero que essas dicas ajudem e torne sua jornada fotográfica mais segura, afinal, é um conjunto de vários conhecimentos que farão com que a gente alcance a nossa melhor performance como fotógrafo.

E você? Como você gosta de recortar seus retratos? Você gosta de recortar na câmera ou na pós-produção? Você acha que um recorte maior parece melhor, ou você gosta de deixar seus retratos com bastante espaço ao redor? Eu adoraria ouvir suas ideias. Por favor, sinta-se livre para compartilhar seu comentário abaixo.

Um grande abraço, bons recortes e até breve!

 

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Gina Milicia  é uma fotógrafa profissional há mais de 25 anos. Ela fotografou algumas das pessoas mais importantes do mundo, incluindo a realeza, bilionários e celebridades. Gina também faz oficinas de fotografia e sessões de tutorias particulares viajando pelo mundo. Você pode se inscrever para o seu ebook gratuito sobre “Portrait and Post Production Essentials” e ver mais seu trabalho aqui. Confira seu podcast “So you want to be a photographer” no iTunes.

 

Todas as fotos do artigo: © Gina Milicia
Imagem em destaque: Mulher de chapéu – via Shutterstock

Artigo Original

 

A Regra dos Terços

A Regra dos Terços

Considerar a regra dos terços talvez seja o modo mais popular (e com certeza o mais conhecido) de compor uma imagem, mas faz pouco tempo que eu percebi que nem todos estão familiarizados com esta Regra de Composição.

Mas está tudo bem. Afinal, o primeiro motivo pelo qual estamos aqui é para aprender 😀

O que é a Regra dos Terços?

Você deve ver a regra dos terços como a escolha de composição padrão para a maioria dos fotógrafos, a diretriz mais popular. Basicamente, ela afirma que, durante o processo de composição de uma fotografia, o enquadramento deve ser dividido em nove retângulos iguais por quatro linhas em intersecção, duas das quais cortam o enquadramento em terços verticalmente, e as outras duas horizontalmente. Um enquadramento popular como o 3:2 seria dividido assim:

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Como você pode imaginar, um enquadramento quadricular seria dividido em nove quadrados menores iguais. Os elementos de importância dentro de um enquadramento devem ser colocados nos pontos de intersecção dessas linhas, como mostrado no esquema acima, ou seguir junto a elas. Então, por exemplo, uma imagem de paisagem composta perfeitamente de acordo com a regra dos terços significaria que o horizonte ficaria colocado no terço inferior ou no terço superior (se o horizonte for um elemento chave da tal fotografia, é claro).

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Campo de trigo via Shutterstock

 

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Arco-íris  no Hawaii via Shutterstock

 

Aqui você pode assistir como usar melhor essa regra quando o assunto for justamente o horizonte:

 

É importante lembrar que a regra dos terços também pode ser seguida quando você estiver usando outros guias de composição, aliás, muitas regras se encaixam ou derivam de outras, ou uma única foto pode pertencer a mais de uma regra.

Por Que Ela é Tão Popular?

A regra dos terços é derivada de outra regra muito conhecida, proporção dourada, uma diretriz de composição e proporção baseada na sequência de Fibonacci. E, se você ficou surpreso ao descobrir que arte e matemática possuem algo em comum, saiba de uma coisa – a proporção dourada é conhecida há milhares de anos. Seja como for, a proporção dourada é utilizada por ser agradável e natural. Basicamente, ela é considerada como a definição da proporção perfeita e é encontrada não só entre objetos de arte, mas também na natureza.

Então, como a regra dos terços é derivada da proporção dourada, é fácil de entender por que nós a achamos tão agradável aos olhos. Mas esse não é o principal motivo para a sua popularidade…

Proporção Áurea

Proporção Áurea, Sequência de Fibonacci, Número de Ouro. Provavelmente você já escutou alguns desses termos ao longo de sua vida, talvez por ser um tema tão rico, tão misterioso e que, por isso, atrai tanta atenção.

Tudo começou com Leonardo Fibonacci, que foi o primeiro a entender que numa sucessão de números, tais que, definindo os dois primeiros números da sequência como 0 e 1, os números seguintes serão obtidos por meio da soma dos seus dois antecessores, portanto, os números são: 0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,144,233,377… Dessa sequência, ao se dividir qualquer número pelo anterior, extrai-se a razão que é uma constante transcendental conhecido como número de ouro. A partir desses estudos, foi construído o retângulo áureo e a espiral áurea, mas tem um vídeo protagonizado por nada mais, nada menos que o Pato Donald! E que tudo isso de forma bem mais interessante do que eu 😉

Há um outro vídeo, produzido por Cristóbal Vila com apoio da Etérea Studios trazendo informações sobre a dinâmica de organização dos objetos na natureza através da sequência de Fibonacci e do número Phi – 1,618. O resultado é incrível:

Como você viu, a proporção perfeita que eu mencionei é aproximadamente 1 para 1,618 e, ela não é fácil de pré-visualizar quando fazemos a composição de uma fotografia através do visor. É aí que entra a regra dos terços, com sua abordagem simples de dividir em três partes iguais. Ela é muito mais fácil de aplicar em campo, e ainda retém a maior parte do apelo estético da proporção dourada. É isso o que a torna tão acessível e útil para a maioria dos fotógrafos, e não apenas os iniciantes.

Conclusão

Certamente vale a pena aprender todas as regras de composição, e principalmente a regra dos terços. Sim, ela pode ser um excelente guia para a maioria dos fotógrafos – ela é fácil de aprender e é eficaz. Porém, se você deve sempre segui-la meticulosamente, aí é uma pergunta completamente diferente. Eu sugiro que você experimente e procure o que parecer ser a melhor composição para você em todas as fotografias que tirar e não fazer apenas a escolha padrão. Se aprender a regra dos terços é um passo na direção correta, saber quando não aplica-la pode ser grande salto!

     Boas fotos. E Até breve!

10 Perguntas Para Fazer Quando For Tirar Uma Foto

10 Perguntas Para Fazer Quando For Tirar Uma Foto

Quando você fotografa, no que você pensa? Quais os cuidados você tem para conseguir um bom resultado? Você se faz alguma pergunta conscientemente?

Este é o tema do artigo do Darren Rowse, e o que eu achei mais legal é que conforme vamos ganhando experiência, essas e outras tantas perguntas ficam automáticas na hora de conseguir um resultado realmente incrível, eu já disse algumas vezes que o mesmo acontece com a fotometria, conceito essencial para qualquer bom resultado! No início você fica lá olhando e se perguntando quanto de ISO afinal vai usar, ou ainda se é velocidade alta ou baixa, e abertura então? leva um tempinho. Aí você fotografa, fotografa, fotografa e um belo dia como no filme “Matrix” você passa enxergar números ao invés de “motivos”, e isso torna-se algo natural, é como quando alguém te pergunta uma conta muito simples como 3 x 5, a esta altura você responde de pronto: 15! Não precisa mais fazer a conta, já está mais que registrado o resultado.

Na fotografia não é diferente, toda a parte técnica precisa ser estudada e praticada até ficar automática em você e só então você poderá desenvolver a sua parte artística, ou pelo menos, poderá expressá-la de forma mais consistente.

E é para ajudar na segunda parte da sua foto (a primeira é a técnica) que este artigo traz perguntas simples, mas muito eficientes. Fiz vários complementos que achei necessário e estão destacados.

Vamos, lá?

10 Perguntas Para Fazer Quando For Tirar Uma Foto

 

O que passa na sua cabeça no momento em que você levanta a sua câmera para fotografar e antes de apertar o obturador? Se você for como muitos fotógrafos digitais, você não está pensando em muita coisa – você só quer capturar o momento e depois seguir em frente.

Porém, adquirir o hábito de fazer algumas perguntas simples pode ajudar a levar suas imagens para o próximo nível. Aqui estão 10 perguntas para adquirir o hábito de se fazer enquanto você prepara suas fotos. Eu incluí alguns links para você ler mais sobre os tópicos. Eu espero que você ache isso útil:

1. Que história eu estou contando?

Pedido-de-Casamento

Pedido de Casamento via Shutterstock

 

Esta é uma pergunta importante e que deve ajuda-lo a tomar várias decisões em relação à composição, enquadramento, exposição, etc. Basicamente, o que você está perguntando é, ‘Por que eu estou tirando esta foto? Qual é o seu propósito e o que eu estou tentando apresentar?’ Isto é apenas uma forma de manter um registro de um momento, você está tentando capturar a emoção de um momento, isto é possivelmente uma foto para dar a outra pessoa, isto é parte de uma série maior de fotos ou será a única foto para comemorar o momento, etc.

Simxer.: Você já tentou passar tudo que gostaria com uma foto simplesmente? Estamos acostumados a tirar milhões de fotos, e de publicar também, mas se perguntou que se você só pudesse tirar uma única foto, ou mostrar uma foto somente de algum evento, essa foto conseguiria expressar o que você achou realmente? Experimente, vá a um aniversário e faça 1 foto, depois mostre a alguém e peça para essa pessoa descrever os sentimentos que aquela foto remete, se ela chegar perto, você está no caminho!

2. Qual é o ponto focal visual desta foto?

Barco-de-papel

Barco de papel via shutterstock

 

O que os espectadores desta foto naturalmente irão olhar nesta cena? Assim que você tiver identificado este ponto focal, você pode pensar em onde coloca-lo no enquadramento (considere a regra dos terços, por exemplo).

3. Quais pontos focais estão competindo entre si?

Feliz-aniversário

Feliz Aniversário via shutterstock

 

Assim que você tiver identificado o que você quer que seus espectadores vejam e tiver colocado isso no enquadramento – passe seus olhos pela foto e veja se há pontos focais competidores e pergunte a si mesmo se eles adicionam ou atrapalham a imagem? Pontos focais secundários podem adicionar profundidade às fotos, mas eles também podem distrair, então você pode precisar se reposicionar ou ajustar sua distância focal e/ou profundidade de campo para acomodar ou removê-los de suas fotos. Além disso, lembre-se que se sua foto tiver mais de um ponto focal, pode valer a pena tirar duas fotos, uma com cada ponto focal, para simplificar as coisas.

Simxer: Este talvez seja o maior pecado que comentemos quando estamos iniciando, vemos uma cena linda e na hora de enquadrar, queremos colocar tudo ao mesmo tempo, afinal, tudo é lindo, mas aí a foto perde o sentido, vira um registro técnico do lugar. É preciso escolher seu ponto focal, mesmo que pra isso você tenha que desfocar ou até eliminar do quadro imagens bonitas, mas que não conversam com o que você quer mostrar.

4. O que está no plano de fundo e no primeiro plano?

Café-expresso

Café expresso via shutterstock

 

Um dos locais mais comuns para distrações na fotografia digital é o plano de fundo de suas fotos. Passe seus olhos sobre o espaço atrás de seu motivo e veja o que mais há na imagem (faça o mesmo com o primeiro plano). Considere se você quer o plano de fundo em foco ou borrado (desfocado).

Simxer: Aqui, mais no que na 3ª pergunta, cabe a observação de que “distração” neste caso, pode significar algo que vá estragar sua foto. Eu tenho dois exemplos que me ensinaram a ter um olhar muito mais observador. 

No primeiro casamento que fiz, ainda sem muita experiência, fui fotografar o local da cerimônia que era deslumbrante! Fiquei encantada com toda a decoração, além do próprio lugar. Para fazer fotos diferentes, consegui me posicionar bem acima de um dos locais que estavam mais bonitos e fiquei fazendo dezenas de fotos de todos os ângulos, inclusive com iluminações diferentes. Quando fui separar as fotos pra entregar, percebi que havia uma caixa de papelão horrível em TODAS as fotos! Como ela havia parado ali? O fato é que depois de editar mais de 100 fotos para removê-la, nunca mais deixei de dar uma “olhada” no primeiro e segundo plano para certificar se está tudo certo!

O segundo exemplo não foi uma foto minha, mas de uma amiga que havia criado uma arte e distribuído. Quando me mostrou, a foto que era de uma mulher de costas em uma praia paradisíaca, perguntei porque aquela bolsa “esquisita” estava na foto, e ela me perguntou, que bolsa? Havia uma bolsa enorme bem no canto inferior da foto que aparentemente ninguém havia visto na hora de fotografar, editar e imprimir.

Bom, acredite, olhar os quatro cantos do seu visor (ou LCD) antes de fazer a foto, pode te poupar bastante dor de cabeça e ainda te assegurar um resultado bem mais legal.

5. Eu estou perto o suficiente?

Borboleta

Borboleta via shutterstock

 

Outro erro comum na fotografia digital é tirar fotos onde o seu motivo está pequeno demais no enquadramento. Fotos que preenchem o enquadramento com o seu motivo tendem a ser muito mais dinâmicas e a mostrarem muito mais detalhes. Para conseguir este efeito, você tem a opção de se aproximar, mover seu motivo para mais perto ou usar um comprimento focal maior para o efeito de proximidade.

Simxer: Como já dizia o mestre Robert Capa: “Se suas fotos não são boas o suficiente, você não está perto o suficiente.”  Costumo enfatizar muito isso em meus Cursos Online, muitas vezes ficamos quase obcecados com lentes com alcances cada vez maiores, câmeras de zilhões de zoom ótico, quando em muito casos o que precisamos é simplesmente dar alguns passos em direção ao nosso motivo!

6. Qual é a principal fonte de luz?

Luz-vermelha

Luz vermelha via shutterstock

 

Sempre leve em consideração como o seu motivo está iluminado. Sem luz você perderá detalhe e clareza em sua imagem e sua câmera terá que compensar fazendo coisas como aumentando o ISO ou baixando a velocidade do obturador (o que pode criar imagens borradas e com ruído). Qual é a principal fonte de luz, de onde ela está vindo, há luz o suficiente, você precisa de fontes de luz artificiais (flash, etc.), você precisa estabilizar sua câmera em um tripé para impedir que ela se mova devido à pouca luz?

Simxer: Luz é definitivamente algo que não devemos negligenciar, e o que percebo na minha experiência é que muitas vezes achamos que precisamos fazer a foto com as condições locais e ponto. Na verdade o que precisamos é utilizar de todos os recursos que pudermos e principalmente sermos criativos. Quando se deparar com alguma dificuldade, ou um local escuro demais, pense um minuto, veja se realmente não há alguma fonte de luz que pode ajudar você a conseguir um resultado melhor. Já fiz verdadeiros milagres com janelas escondidas e lanternas.

7. Meu enquadramento está reto?

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Pôr do Sol via shutterstock

 

É incrível como boas fotos são estragadas por um enquadramento levemente torto. Horizontes em declive e pessoas ou prédios levemente inclinados devem sempre ser verificados.

Também relacionado a esta pergunta está, “Como Segurar uma Câmera e Tirar Fotos Mais Precisas”. Muitas pessoas não seguram corretamente a câmera, e como resultado sofrem com movimentos da câmera e erros no enquadramento.

Simxer: Como você pode ler no artigo que indiquei acima, eu já tive um “grave” problema de enquadramento com minha primeira câmera! Minha vida era recortar para reenquadrar na pós-produção. Eu fazia o enquadramento, olhava o quadro inteiro e estava tudo ok, mas quando via a foto ela estava invariavelmente com mais espaçamento de um lado do que de outro. Foi uma saga tentando descobrir o “problema” da câmera, até que um dia um amigo, também fotógrafo, me perguntou se eu não estava com algum vício de postura. Confesso que minha primeira reação foi achar que era impossível!

Mas comecei a observar atentamente toda minha postura e descobri que como eu na maior parte do tempo (ou sempre) fotografava maquiada, e por instinto não encostava o olho no viewfinder (visor ótico da câmera) pra não sujar de rímel, e essa pequena distância era o suficiente para mudar SEMPRE o enquadramento das minhas fotos!

Corrigida a postura, magicamente as fotos saíam corretas. 

Algumas câmeras possuem uma “ajuda” mostrando no visor ou LCD se a foto está enquadrada corretamente ou não, minha dica é não abrir mão daquilo que pode facilitar e às vezes determinar um resultado melhor, ou pelo menos evitar algumas horas de pós-produção, mas na ausência disso, se apoie em alguma linha da cena, geralmente tem alguma reta em um dos 4 lados que pode te orientar melhor.

8. Com que outras perspectivas eu poderia capturar este motivo?

Avião

Avião via shutterstock

 

Geralmente se você colocar 10 fotógrafos iniciantes na frente de uma cena,  a maioria deles irá tirar exatamente a mesma foto e na mesma posição. Faça suas imagens se destacarem da multidão se desafiando a não tirar apenas fotos padrões que todo mundo irá tirar, e sim encontrar ângulos e perspectivas criativas e novas para fotografar.

Simxer: Você que já acompanha o Foto Dicas Brasil, sabe que sempre reafirmo nos meus artigos a importância de ter um olhar diferenciado, de como a perspectiva é a regra de composição que considero mais importante e que pode trazer resultados incríveis, por isso não deixe de praticar e você pode aprender mais com o artigo: “Domine a perspectiva como elemento de composição“.

Existe um exercício específico que fazia com meus alunos em que eu pedia para eles fazerem uma foto criativa de um local do Jardim Botânico, uma ponte, e em 98% das vezes, as fotos são muito parecidas, e eu sempre brinco que não pode ser simplesmente um registro, porque isso o Jardim Botânico tem um monte. Depois eu mostrava somente os 2 melhores resultados que dois alunos tiveram em centenas de alunos.

A lição que podemos tirar disso é que realmente é muito desafiador você conseguir olhar diferente, mas não é impossível, porque depois desse exercício eu percebo claramente como as fotos passam a ter uma sutileza no enquadramento, ou uma tentativa de sair do óbvio. Buscar isso pode ser a diferença de ser mais um na multidão, ou aquele que realmente se destaca! Pense nisso.

9. Como segurar a câmera em outro formato mudaria esta foto?

Torre-Eiffel

Torre Eiffel via shutterstock

 

Muitos fotógrafos adquirem o hábito de sempre segurarem suas câmeras da mesma maneira (horizontalmente/paisagem ou verticalmente/retrato). Embora não tenha problema ter uma preferência, também vale a pena lembrar que mudar o formato pode mudar drasticamente o impacto da foto. Não se esqueça que você também pode segurar sua câmera em um ângulo diferente para alcançar um resultado eficaz.

Simxer: É muito mais impactante ver a Torre Eiffel em um enquadramento bem diferente do que estamos acostumados, não que as clássicas fotos estejam erradas ou ruins, mas é sempre bom testar outros ângulos, não acha?

10. Como o olho irá viajar por esta imagem?

Rua-Colorida

Rua colorida via shutterstock

 

Isto está relacionado com as perguntas sobre pontos focais, mas também está relacionado com o fato de que enquanto você está fotografando uma imagem imóvel, os olhos de seus espectadores não se mantêm imóveis conforme eles olham para uma imagem. As pessoas tendem a seguir linhas e são atraídas por formas e cores, então considerar esses diferentes elementos visuais pode ajudar a melhorar muito suas fotos. Este artigo pode ser um ponto de partida: “Aprenda a Usar o Ponto de Fuga Como Elemento De Composição“.

Conclusão

 

Você provavelmente não se lembrará de todas as perguntas e dificilmente irá passar por cada uma delas com cada foto que você tirar – porém, da próxima vez que você sair com sua câmera digital, concentre-se em se perguntar pelo menos uma ou duas delas conforme você tira suas fotos. Conforme você fizer isso, notará que isso se tornará mais automático e com o tempo você irá naturalmente tirar fotos que levam em consideração todos esses elementos.

E você? Faz alguma outra pergunta na hora de fotografar? Gostaria de acrescentar alguma dica?

Espero que tenha gostado do artigo, compartilhe-o e deixe sua opinião aqui nos comentários, é muito importante para nós!

Grande abraço, e até breve!

Imagem destacada: Fotógrafo pensando via Shutterstock

Artigo Original

 

Aprenda a Usar o Ponto de Fuga Como Elemento De Composição

Aprenda a Usar o Ponto de Fuga Como Elemento De Composição

Já falei sobre uma das regras de composição que mais gosto que é a Perspectiva e dando continuidade ao tema, trago hoje um artigo sobre o Ponto de Fuga como elemento de composição. Na verdade são dois artigos juntos para que você tenha o máximo de informação e exemplos para treinar e conseguir resultados realmente impactantes!

Vamos lá?

A fotografia é um meio de expressão que usamos para representar a realidade. Pode ser a realidade que vemos ou realidade que temos em nossas cabeças, pode ser a fotografia documental ou a fotografia surrealista, de qualquer modo, podemos usá-la para exibir uma imagem ou um conceito de vida. Entretanto, a fotografia tem um “problema” em comum com seus irmãos artísticos, como cinema e pintura, afinal o mundo é tridimensional (visualmente falando), mas nenhuma fotografia, nenhum filme, nenhuma pintura pode, por si só, representam três dimensões.

Quais São Essas Três Dimensões Que Falamos?

As três dimensões são: largura, comprimento e profundidade. A largura e o comprimento podem ser representados perfeitamente em uma fotografia ou uma pintura; qualquer imagem pode ser um elemento da mesma; um lápis, uma maçã ou um bebê. A parte mais “complicada” na fotografia é a profundidade, que é o que dá a sensação de uma imagem tridimensional.

Como Podemos Obter Profundidade Em Uma Imagem?

Como descobriram e teorizaram pintores como Piero della Francesca no século XV, a sensação de profundidade e espaço é conseguido através de perspectiva, é simplesmente a forma como explicamos a distribuição do espaço, através da colocação dos elementos de modo que o nosso cérebro seja capaz de calcular a distância, tamanho ou posição. Por exemplo, o nosso cérebro entende que “mais perto” quer dizer “maior” e maior distância significa “tamanho menor”, ele também é capaz de interpretar a profundidade através da mudança gradual de cores em uma imagem, e até mesmo através dos tons de sua atmosfera.

2Ponto-de-Fuga

A profundidade cria a ilusão de uma imagem tridimensional

O Que É Ponto De Fuga?

O ponto de fuga é o lugar onde convergem duas ou mais linhas paralelas (reais ou imaginárias) ao infinito em uma imagem. Por exemplo, imagine as linhas que criam à beira de uma estrada e sua projeção para o infinito, ou seja, para a parte inferior da imagem. Onde estas linhas se cruzam de forma literal ou imaginária, é o que é conhecido como o ponto de fuga.

PontodeFuga

Como Posso Usar O Ponto De Fuga Nas Minhas Composições?

Os pontos de fuga são elementos visuais e compositivos de muita força. Através de linhas reais ou fictícias que convergem em um ponto você pode levar o espectador da sua imagem, diretamente para o ponto onde essas linhas se cruzam. É uma maneira de mostrar o caminho, enquanto destaca o grau de profundidade que contém sua imagem.

O Ponto De Fuga e o Centro De Interesse

Tenho certeza que você já ouviu falar sobre a regra dos terços e como as interseções das linhas imaginárias que separam a imagem em terços têm maior impacto visual, certo!? Os pontos de fuga geram uma impressão muito semelhante na percepção da imagem, atraindo o olhar naturalmente para ele, portanto, qualquer elemento localizado em um ponto de fuga, ou em direção a ele, vai destacar naturalmente em sua imagem.

3Ponto-de-Fuga

Ponto de Fuga e Centro de Interesse

Pontos de Vista

Nem todos os pontos de fuga são de estradas e ferrovias. Uma boa fotografia pode estar em qualquer lugar, diante de você, mas também acima ou abaixo de você. Edifícios, conjuntos de troncos de árvores, grades, escadas e geralmente tudo que é feito de linhas, pode fornecer uma infinidade de possibilidades. Tente variar o ponto de vista e olhar para estas linhas que se perdem no céu, ou entre seus sapatos, picado, contra-picado, zênite ou nadir, e verá como as linhas viajam para o infinito e lhe proporcionam imagens muito interessantes.

Grande Angular

A lente grande angular não é apenas um comprimento focal para retratar a maior parte possível da paisagem, ela tem muitas possibilidades. Você já tentou usá-la para compor através de linhas ou parte delas? Como você sabe, os planos mais próximos em uma lente grande angular, ampliam de forma distorcida o motivo da sua foto, exagerando a perspectiva de objetos, permitindo que você insira um grande profundidade de campo na cena.

Se você quiser dar a seu Ponto de Fuga mais impacto e drama, e se tiver uma dessas lentes incríveis, saia para uma caminhada com ela em busca de interessantes Pontos de Fuga e não irá se decepcionar :-).

Elementos Arquitetônicos

A arquitetura é talvez o lugar onde você encontra Pontos de Fuga mais facilmente, por isso mais fácil de praticar e libertar a sua imaginação. Você pode praticar com linhas físicas ou linhas imaginárias criadas, por exemplo, por repetição de padrões, também conhecidos como ritmo visual na composição. Se você estiver interessado em fotografia de arquitetura, o ponto de fuga é um recurso amplamente utilizado para expressar a escala de edifícios ou lugares, e dar volume e profundidade à imagem.

4Ponto-de-Fuga

Ponto de Fuga gerado através da repetição de padrões de arquitetura

Paisagens

Os pontos de fuga em fotografia de paisagem, são outra maneira de adicionar interesse para suas imagens. Por exemplo, você pode fotografar montanhas nevadas muito distantes, mas se você não tiver nada para dar profundidade a sua imagem, você corre o risco de que ela pareça um pouco maçante ou plana. Existem várias maneiras de resolver este problema; desde usar o primeiro plano para gerar sensação de escala (perto/grande, distante/pequeno) ou utilizar os pontos de fuga para guiar o olho através de sua paisagem até um certo ponto. Os campos, estradas, rios ou troncos de árvores são apenas alguns exemplos de possíveis pontos de fuga que você pode encontrar em paisagens. Lembre-se que quase todas as linhas podem criar um ponto de fuga interessante. O importante é variar o ponto de vista ou a moldura até encontrar.

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Você pode extrair pontos interessantes de qualquer linha real ou imaginária

Eu Encontrei Uma Grande Fuga, Agora … Onde Devo Colocar?

Como sempre, não há regras inquebráveis, ou regulamentações, manuais, mas sim pequenas ajudas no caminho para a sua decisão de optar por um ou outro.

Regra dos terços

Soa familiar, certo? 😉 Localize o ponto de fuga em um dos pontos fortes desta regra, ele irá naturalmente reforçar o ponto imaginário de seu ponto de fuga.

Quebrando as regras

Depois de conhecer e ter cansado de praticar, use seu instinto. As regras são sempre muito gerais e é impossível que se adaptem a todas as situações ou gostos de cada um. Então você tem que confiar em você quando procurar a solução ideal para qualquer situação.

Dentro do enquadramento

Você pode fazer essas linhas convergentes se cruzarem em algum lugar infinito, mas dentro de seu enquadramento. Se fizer isso, o espectador não precisa “passear” para fora da sua imagem, ele se deterá onde você decidiu que ele fique.

Fora do enquadramento

Outra opção é colocar o ponto de fuga fora do enquadramento. Se fizer isso, o observador “passeará” até sair e para completar a visualização, terá que fazê-lo através de sua imaginação. Assim terá um observador mais ativo e participativo de sua imagem.

No horizonte

Quando você decidir que o ponto de fuga está dentro do enquadramento, haverá momentos em que desaparecerá diretamente no horizonte, especialmente em paisagens. Preste atenção especial para o horizonte fique reto, é melhor fazê-lo desde o início, e não ter que reenquadrar depois 😉 Lembre-se também da lei do horizonte, que nos ensina que a área mais interessante da nossa imagem deve ocupar aproximadamente 2/3 do enquadramento.

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Formas repetidas que criam um ponto de fuga através de seus padrões

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Ponto de Fuga dentro do enquadramento

O ponto de fuga é um elemento de grande força visual. Você não precisa que ele esteja em cada uma das suas imagens, mas certamente é um elemento pra se pensar na hora de compor. Poucas regras irá fornecer imagens que podem quebrar a monotonia de uma cena, adicionar drama, velocidade, profundidade, ou ser tão consistente em si mesma, como os pontos de fuga. Eu sempre pensei que o ponto de fuga é como uma flecha que marca o local exato onde você quer que detenha a atenção, e o local exato onde você quer parar o olhar do espectador. Você não vai perder uma ferramenta tão valiosa? 🙂

Vamos Ver Alguns Exemplos Espetaculares De Pontos De Fuga

Profundidade e  Ritmo Visual

 

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Linhas Convergentes e Ponto de Fuga

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Nem todas as linhas são retas

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Varie o Ponto de Vista

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Linhas Visíveis e Invisíveis

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Profundidade e Tridimensionalidade

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Ponto de Fuga Fora do Enquadramento

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“Fuga Tonal” e Profundidade

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Ponto de Fuga e Arquitetura

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Outros Elementos Arquitetônicos

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Natureza

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Ponto de Vista Contra-Picado

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Ponto de Vista Picado

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Geometria e Abstração

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Aumente o Interesse Combinando Elementos

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Elemento Humano aumenta o Interesse

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Espero que este artigo tenha servido para ideias novas de composições, então saia para uma caminhada em observe de outros ângulos em vez de olhar somente de frente, de modo que seus olhos percorrem as linhas arquitetônicas da sua cidade. Se este artigo te ajudou a imaginar maneiras diferentes de perceber o mundo a sua volta e registrá-lo com melhores resultados… Compartilhe-o no Facebook, Twitter ou Google+

Obrigada e boa prática!

Este excelente artigo é da fotógrafa Alexa De Blois que tem uma visão fotográfica muito parecida com a minha, e é um prazer trazê-lo aqui, espero que você tenha gostado.

Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil

14 Dicas Para Fotografar Um Pôr do Sol Impressionante

14 Dicas Para Fotografar Um Pôr do Sol Impressionante

Quem não gosta de uma foto do pôr do sol? É um clássico, alguns dirão que é um clichê, mas vamos combinar que é lindíssimo, o tipo de foto que geralmente nos transmite coisas incríveis e por mais que você já tenha vivido muitos anos, ninguém fica indiferente a um lindo pôr do sol!

Se você é carioca, provavelmente já aplaudiu o pôr do sol, literalmente, ou já ouviu falar nisso. Aqui no Rio da Janeiro, mais precisamente no bairro da Zonal Sul, Apoador, há anos diariamente turistas e cariocas aplaudem o pôr do sol, que normalmente é uma visão extasiante, e dizem até que os aplausos estão diminuindo, porque muitos querem fazer selfies emolduradas com ele!

Arpoador-do-Artigo-Dicas-para-Fotografar-Por-do-Sol

Pôr do Sol no Arpoador via Shutterstok

Mas muitas vezes o resultado é um tanto quanto desapontador, existem várias questões que podem ajudar você a fotografar melhor qualquer tipo de técnica fotográfica, e algumas delas, eu quero compartilhar com você nesse artigo.

Prepare-se

 

1. Pense com Antecedência

Embora algumas vezes as fotos do nascer e pôr do sol possam ser tiradas espontaneamente sem nenhum preparo, frequentemente as melhores fotos vêm com um planejamento. Procure por lugares que possam ser bons para ver o pôr do sol, um ou dois dias antes mesmo de fotografar. Procure por locais interessantes, onde você consiga ver o sol descer por inteiro, mas também onde possa haver oportunidades para tirar fotos que incluem elementos que permitam silhuetas. O pôr do sol leva apenas meia hora, mais ou menos, então você deve pensar sobre esses elementos antes dele começar, ou você pode perder as fotos que procura.

Descubra quando o sol vai nascer ou se pôr e chegue até o local pelo menos meia hora antes, pois normalmente é entre o tempo em que o sol aparece ou desaparece que a verdadeira mágica acontece.

Também fique de olho no clima. Pode haver uma variedade de tipos de pôr-do-sol que produzem diferentes tipos de luzes e padrões no céu. Não escolha apenas dias limpos para estas fotos – embora eles possam produzir algumas cores maravilhosas, é normalmente nos momentos onde há nuvens ao redor que a verdadeira ação acontece! Também fique atento com os dias em que houver poeira ou fumaça no ar, pois isso também pode produzir resultados incríveis.
Considere com antecedência quais equipamentos você pode precisar. Inclua um tripé, lentes que fornecerão uma variedade de comprimentos focais, baterias extras, etc.

E se você não faz ideia de que horas o sol se põe na sua cidade, entre no site do Climatempo, faça uma busca por cidade e nos resultados você verá os horários do nascer e pôr do sol.

Técnicas de Composição

 

2. Comprimentos Focais

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Cosmos Rosa no campo via shutterstock

 

Fotografar com diferentes comprimentos focais pode criar resultados bem diferentes. Um ângulo amplo de uma lente grande angular, de 14mm mais ou menos até 35mm,  pode criar fotos bonitas de paisagens, mas se você quiser que o próprio sol apareça na foto, você deve ser capaz de usar o zoom nele.
Lembre-se que o sol está apenas a meio grau de distância, então quando você fotografar com lentes grande angulares, ele tomará apenas uma parte razoavelmente pequena da foto. Se você quiser que ele apareça bem na foto, você precisa usar o zoom com uma lente de 135mm a 200 mm ou mais até, e lembre-se, isto aumentará a sua necessidade por um tripé!
Além disso, fique atento, pois quando você olha para o sol nos melhores momentos, pode ser perigoso, mas quando você olha através das lentes, pode ser mais perigoso ainda se o sol estiver muito alto.

3. Regra dos terços

regra dos terços é possivelmente o mais conhecido padrão de composição em fotografia. Ela tem dois pontos fortes. A primeira possibilidade de “congelar” o olhar em um dos 4 pontos de interesse é uma ferramenta muito poderosa de composição.

Em segundo lugar, a sua facilidade de uso. É basicamente cena retangular com três colunas e 3 linhas. O resultado é quatro cruzamentos que marcam o mais adequado para fixar áreas pontuais, (pode ser um ou mais) de interesse em fotografia.

Por isso, lembre-se da regra dos terços em suas fotografias de nascer e pôr do sol. Embora você possa sempre quebrar as regras, normalmente é uma boa ideia colocar o horizonte, sol, silhuetas, etc. longe do centro. Uma dica é colocar o horizonte entre as linhas, ou seja, se o destaque for o céu, baixe o horizonte para a primeira porção da regra dos terços, se for o mar, ou a parte debaixo da sua foto, ponha o horizonte na primeira porção.

4. Silhuetas

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Pôr do Sol com Acácias Africanas via shutterstock

 

Assim como todas as fotos, o pôr do sol precisa de um ponto de interesse e uma das melhores maneiras de adicionar um à imagem, é tentando incorporar algum tipo de silhueta na foto. Isto pode ser algo grande, como uma montanha ao longe, ou algo que é parte do ambiente, como uma árvore ou até mesmo uma pessoa.
A melhor parte das silhuetas é que elas adicionam humor e contexto a uma foto de pôr ou nascer do sol.

 

Técnicas de Exposição

 

5. Fotografe com uma variedade de exposições

Se você deixar a sua câmera decidir a abertura do obturador, você provavelmente tirará uma foto que não irá capturar a beleza da luz. Normalmente, a foto ficará pouco exposta, porque o céu ainda está razoavelmente claro.
Ao invés de depender do modo automático da câmera, o pôr do sol é um momento ideal para mudar a abertura ou o modo de prioridade do obturador de sua câmera para tirar várias fotos com diferentes exposições.
A melhor parte do pôr e do nascer do sol é que não existe uma exposição ‘certa’ e você pode conseguir resultados impressionantes usando várias exposições. Lembre-se também que diferentes exposições (abertura e velocidade do obturador) produzirão vários resultados diferentes, então vale a pena tirar mais do que apenas algumas fotos – a chave é a experimentação.
Eu costumo fotografar no modo manual e começar com uma velocidade do obturador relativamente alta, e depois aos poucos eu mudo para as mais lentas, assim a imagem vai clareando.

A imagem abaixo faz parte do meu ebook “Fotometria Simpes – Você no controle da luz” onde eu mostro exatamente essa experimentação e logo abaixo você pode ver o resultado escolhido por mim.

©Simxer - Parte do Ebook Fotometria Simples - Você no controle da Luz

©Simxer – Parte do Ebook Fotometria Simples – Você no controle da Luz

Apesar de ter usado o modo manual, essa mesma foto poderia ter sido feita usando a próxima dica: Bracketing!

6. Bracketing

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Floresta via shutterstock

 

Outra técnica para tentar conseguir a exposição certa é usando o ‘braketing’ como é mais conhecido, onde você fotometra e depois faz mais duas fotos acima e abaixo dessa fotometria. A maioria dos equipamentos permitem que você pré-configure essa exposição com um ou mais pontos (stops) de diferença. Por exemplo, se a sua câmera mostra a fotometria correta (neutra) com a velocidade de 1/60, abertura  f/8, se tiver configurado 1 stop, ela poderá fazer mais duas fotos, uma superexpondo com a abertura f/5,6 e subexpondo com a abertura f/11, por exemplo. Ao fazer isso, você acaba com uma série de fotos com diferentes exposições que mostrarão diferentes resultados e cores.

7. Trava da Auto Exposição

Outro truque de exposição, se você não tiver o bracketing ou não se sentir confiante usando ele, e se a sua câmera tiver ‘trava da auto exposição’ ou ‘lock Exposure’ ou ainda ‘AE Lock’, que permite que você aponte a sua câmera em um lugar mais escuro e trave a exposição para esse lugar (por exemplo, você poderia apontar para o chão à sua frente e travar nessa exposição) e depois reenquadrar a imagem olhando para o por do sol. Isto significa que você terá uma foto mais exposta, essa mesma técnica pode ser usada em silhuetas 😉

8. Não use balanço de branco automático

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Pôr do Sol via Shutterstock

 

Quando você coloca a sua câmera no balanço de branco automático, você corre o risco de perder alguns dos tons dourados mais quentes de um pôr ou nascer do sol. Ao invés disso, tente fotografar nos modos ‘nublado’ ou ‘sombra’, que são normalmente usados em luzes mais frias, e diga para a sua câmera esquentar um pouco as coisas. Além do mais – se você estiver fotografando um nascer do sol e QUISER um clima mais frio, você pode experimentar com outras configurações do equilíbrio de branco, os resultados podem ser surpreendentes.

Outras técnicas Para o Nascer e Pôr-do-Sol

 

9. Tripé

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Praia e areia via shutterstock

 

Se você estiver fotografando com velocidades do obturador mais longas (velocidades abaixo de 1/30) e com comprimentos focais maiores (acima de 200mm), então um tripé ou algum modo de garantir que a sua câmera fique completamente imóvel será essencial.

10. Foco Manual

Às vezes, quando você fotografa em condições de iluminação extremas, algumas câmeras podem ter problemas para focar. Se este for o caso para a sua câmera, considere mudar para o foco manual para garantir que você consiga boas fotos.

11. Olhe ao seu redor

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Onda colorida via shutterstock

 

A melhor parte do pôr do sol é que ele não só cria cores maravilhosas no céu à sua frente, mas ele também pode jogar uma bela luz dourada que é maravilhosa pra outros tipos de fotografia. Conforme o pôr do sol avança, fique de olho em outras oportunidades para tirar fotos ao seu redor (não só na sua frente). Você pode encontrar uma ótima oportunidade para um retrato, uma foto de paisagem, etc.

12. Quanto tempo falta para o sol se por completamente?

Essa dica é do Groovy Matter, sinceramente não sei  até aonde vai a ciência por trás da dica, mas se você experimentar e funcionar, não deixe de me dizer!!!

Primeiro posicione sua mão logo abaixo do sol em uma região com o horizonte bem visível.

Groovy-Matter

Depois conte 15 minutos para cada dedo, assim, com 8 dedos entre o pôr do sol e o horizonte como mostra a imagem, você tem duas horas para achar a melhor posição para sua foto!

Groovy Matter

 

13. Fotografe em Raw

O formato raw te permite uma flexibilidade incrível para trabalhar com as fotos, simplesmente usando este formato, você não precisa fazer nem sub ou superexposição, ou braketing, ou colocar o balanço de branco no manual, porque tudo isso e muito mais poderia ser feito depois na pós produção e sem nenhuma perda de qualidade! Se você se interessou por isso, incentivo você a estudar este formato incrível neste artigo que escrevi para iniciantes: ‘Raw, isso é pra mim?’.

14. Continue Fotografando

Sunset1-Artigo-Dicas-para-Fotografar-Por-do-Sol

Um nascer ou pôr do sol muda constantemente ao longo do tempo e pode produzir ótimas cores bem depois do sol desaparecer ou aparecer, então continue fotografando a diferentes exposições e comprimentos focais, como eu mencionei acima, até você ter certeza de que acabou, de preferência quando não conseguir mais resultado nenhum!

Pós-Produção

Sim, muitas vezes a gente tem dificuldades comuns em conseguir um resultado de primeira, e isso está relacionado a fatores como a luminosidade, ou até limitações do nosso equipamento, e nessa hora, nada melhor do que lançar mão da pós-produção, tanto do Lightroom como do Photoshop pra conseguir resultados mais impactantes. Lembre-se, o que importa é o resultado da nossa foto, não importa como ela foi feita, a ideia sempre é conseguir passar a emoção que você sentiu vendo aquela cena, e se isso significar puxar um pouquinho a saturação ou reenquadrar, ou ainda criar uma silhueta em uma foto já feita, como eu mostro no vídeo abaixo, tá valendo!

 

Conclusão

 

Eu também adoro pôr do sol e escolhi essas fotos aí debaixo pra compartilhar com você!

©Simxer - Pôr do Sol na Califórnia.

©Simxer – Pôr do Sol na Califórnia.

Além da foto aí de cima, eu tenho mais três pores de sol 🙂 A primeira é uma das que mais gosto!

©Simxer – Pôr do Sol na Califórnia.

E por incrível que pareça, no dia seguinte consegui fazer mais estas duas, e como você pode perceber, a segunda é um zomm da primeira 😉

©Simxer - Pôr do Sol na Califórnia.

©Simxer – Pôr do Sol na Califórnia.

©Simxer2-do-Artigo-Dicas-para-Fotografar-Por-do-Sol

©Simxer – Pôr do Sol na Califórnia.

Gostou?

Grande abraço e bons pores de sol!