10 Perguntas Para Fazer Quando For Tirar Uma Foto

10 Perguntas Para Fazer Quando For Tirar Uma Foto

Quando você fotografa, no que você pensa? Quais os cuidados você tem para conseguir um bom resultado? Você se faz alguma pergunta conscientemente?

Este é o tema do artigo do Darren Rowse, e o que eu achei mais legal é que conforme vamos ganhando experiência, essas e outras tantas perguntas ficam automáticas na hora de conseguir um resultado realmente incrível, eu já disse algumas vezes que o mesmo acontece com a fotometria, conceito essencial para qualquer bom resultado! No início você fica lá olhando e se perguntando quanto de ISO afinal vai usar, ou ainda se é velocidade alta ou baixa, e abertura então? leva um tempinho. Aí você fotografa, fotografa, fotografa e um belo dia como no filme “Matrix” você passa enxergar números ao invés de “motivos”, e isso torna-se algo natural, é como quando alguém te pergunta uma conta muito simples como 3 x 5, a esta altura você responde de pronto: 15! Não precisa mais fazer a conta, já está mais que registrado o resultado.

Na fotografia não é diferente, toda a parte técnica precisa ser estudada e praticada até ficar automática em você e só então você poderá desenvolver a sua parte artística, ou pelo menos, poderá expressá-la de forma mais consistente.

E é para ajudar na segunda parte da sua foto (a primeira é a técnica) que este artigo traz perguntas simples, mas muito eficientes. Fiz vários complementos que achei necessário e estão destacados.

Vamos, lá?

10 Perguntas Para Fazer Quando For Tirar Uma Foto

 

O que passa na sua cabeça no momento em que você levanta a sua câmera para fotografar e antes de apertar o obturador? Se você for como muitos fotógrafos digitais, você não está pensando em muita coisa – você só quer capturar o momento e depois seguir em frente.

Porém, adquirir o hábito de fazer algumas perguntas simples pode ajudar a levar suas imagens para o próximo nível. Aqui estão 10 perguntas para adquirir o hábito de se fazer enquanto você prepara suas fotos. Eu incluí alguns links para você ler mais sobre os tópicos. Eu espero que você ache isso útil:

1. Que história eu estou contando?

Pedido-de-Casamento

Pedido de Casamento via Shutterstock

 

Esta é uma pergunta importante e que deve ajuda-lo a tomar várias decisões em relação à composição, enquadramento, exposição, etc. Basicamente, o que você está perguntando é, ‘Por que eu estou tirando esta foto? Qual é o seu propósito e o que eu estou tentando apresentar?’ Isto é apenas uma forma de manter um registro de um momento, você está tentando capturar a emoção de um momento, isto é possivelmente uma foto para dar a outra pessoa, isto é parte de uma série maior de fotos ou será a única foto para comemorar o momento, etc.

Simxer.: Você já tentou passar tudo que gostaria com uma foto simplesmente? Estamos acostumados a tirar milhões de fotos, e de publicar também, mas se perguntou que se você só pudesse tirar uma única foto, ou mostrar uma foto somente de algum evento, essa foto conseguiria expressar o que você achou realmente? Experimente, vá a um aniversário e faça 1 foto, depois mostre a alguém e peça para essa pessoa descrever os sentimentos que aquela foto remete, se ela chegar perto, você está no caminho!

2. Qual é o ponto focal visual desta foto?

Barco-de-papel

Barco de papel via shutterstock

 

O que os espectadores desta foto naturalmente irão olhar nesta cena? Assim que você tiver identificado este ponto focal, você pode pensar em onde coloca-lo no enquadramento (considere a regra dos terços, por exemplo).

3. Quais pontos focais estão competindo entre si?

Feliz-aniversário

Feliz Aniversário via shutterstock

 

Assim que você tiver identificado o que você quer que seus espectadores vejam e tiver colocado isso no enquadramento – passe seus olhos pela foto e veja se há pontos focais competidores e pergunte a si mesmo se eles adicionam ou atrapalham a imagem? Pontos focais secundários podem adicionar profundidade às fotos, mas eles também podem distrair, então você pode precisar se reposicionar ou ajustar sua distância focal e/ou profundidade de campo para acomodar ou removê-los de suas fotos. Além disso, lembre-se que se sua foto tiver mais de um ponto focal, pode valer a pena tirar duas fotos, uma com cada ponto focal, para simplificar as coisas.

Simxer: Este talvez seja o maior pecado que comentemos quando estamos iniciando, vemos uma cena linda e na hora de enquadrar, queremos colocar tudo ao mesmo tempo, afinal, tudo é lindo, mas aí a foto perde o sentido, vira um registro técnico do lugar. É preciso escolher seu ponto focal, mesmo que pra isso você tenha que desfocar ou até eliminar do quadro imagens bonitas, mas que não conversam com o que você quer mostrar.

4. O que está no plano de fundo e no primeiro plano?

Café-expresso

Café expresso via shutterstock

 

Um dos locais mais comuns para distrações na fotografia digital é o plano de fundo de suas fotos. Passe seus olhos sobre o espaço atrás de seu motivo e veja o que mais há na imagem (faça o mesmo com o primeiro plano). Considere se você quer o plano de fundo em foco ou borrado (desfocado).

Simxer: Aqui, mais no que na 3ª pergunta, cabe a observação de que “distração” neste caso, pode significar algo que vá estragar sua foto. Eu tenho dois exemplos que me ensinaram a ter um olhar muito mais observador. 

No primeiro casamento que fiz, ainda sem muita experiência, fui fotografar o local da cerimônia que era deslumbrante! Fiquei encantada com toda a decoração, além do próprio lugar. Para fazer fotos diferentes, consegui me posicionar bem acima de um dos locais que estavam mais bonitos e fiquei fazendo dezenas de fotos de todos os ângulos, inclusive com iluminações diferentes. Quando fui separar as fotos pra entregar, percebi que havia uma caixa de papelão horrível em TODAS as fotos! Como ela havia parado ali? O fato é que depois de editar mais de 100 fotos para removê-la, nunca mais deixei de dar uma “olhada” no primeiro e segundo plano para certificar se está tudo certo!

O segundo exemplo não foi uma foto minha, mas de uma amiga que havia criado uma arte e distribuído. Quando me mostrou, a foto que era de uma mulher de costas em uma praia paradisíaca, perguntei porque aquela bolsa “esquisita” estava na foto, e ela me perguntou, que bolsa? Havia uma bolsa enorme bem no canto inferior da foto que aparentemente ninguém havia visto na hora de fotografar, editar e imprimir.

Bom, acredite, olhar os quatro cantos do seu visor (ou LCD) antes de fazer a foto, pode te poupar bastante dor de cabeça e ainda te assegurar um resultado bem mais legal.

5. Eu estou perto o suficiente?

Borboleta

Borboleta via shutterstock

 

Outro erro comum na fotografia digital é tirar fotos onde o seu motivo está pequeno demais no enquadramento. Fotos que preenchem o enquadramento com o seu motivo tendem a ser muito mais dinâmicas e a mostrarem muito mais detalhes. Para conseguir este efeito, você tem a opção de se aproximar, mover seu motivo para mais perto ou usar um comprimento focal maior para o efeito de proximidade.

Simxer: Como já dizia o mestre Robert Capa: “Se suas fotos não são boas o suficiente, você não está perto o suficiente.”  Costumo enfatizar muito isso em meus Cursos Online, muitas vezes ficamos quase obcecados com lentes com alcances cada vez maiores, câmeras de zilhões de zoom ótico, quando em muito casos o que precisamos é simplesmente dar alguns passos em direção ao nosso motivo!

6. Qual é a principal fonte de luz?

Luz-vermelha

Luz vermelha via shutterstock

 

Sempre leve em consideração como o seu motivo está iluminado. Sem luz você perderá detalhe e clareza em sua imagem e sua câmera terá que compensar fazendo coisas como aumentando o ISO ou baixando a velocidade do obturador (o que pode criar imagens borradas e com ruído). Qual é a principal fonte de luz, de onde ela está vindo, há luz o suficiente, você precisa de fontes de luz artificiais (flash, etc.), você precisa estabilizar sua câmera em um tripé para impedir que ela se mova devido à pouca luz?

Simxer: Luz é definitivamente algo que não devemos negligenciar, e o que percebo na minha experiência é que muitas vezes achamos que precisamos fazer a foto com as condições locais e ponto. Na verdade o que precisamos é utilizar de todos os recursos que pudermos e principalmente sermos criativos. Quando se deparar com alguma dificuldade, ou um local escuro demais, pense um minuto, veja se realmente não há alguma fonte de luz que pode ajudar você a conseguir um resultado melhor. Já fiz verdadeiros milagres com janelas escondidas e lanternas.

7. Meu enquadramento está reto?

pôr-do-sol

Pôr do Sol via shutterstock

 

É incrível como boas fotos são estragadas por um enquadramento levemente torto. Horizontes em declive e pessoas ou prédios levemente inclinados devem sempre ser verificados.

Também relacionado a esta pergunta está, “Como Segurar uma Câmera e Tirar Fotos Mais Precisas”. Muitas pessoas não seguram corretamente a câmera, e como resultado sofrem com movimentos da câmera e erros no enquadramento.

Simxer: Como você pode ler no artigo que indiquei acima, eu já tive um “grave” problema de enquadramento com minha primeira câmera! Minha vida era recortar para reenquadrar na pós-produção. Eu fazia o enquadramento, olhava o quadro inteiro e estava tudo ok, mas quando via a foto ela estava invariavelmente com mais espaçamento de um lado do que de outro. Foi uma saga tentando descobrir o “problema” da câmera, até que um dia um amigo, também fotógrafo, me perguntou se eu não estava com algum vício de postura. Confesso que minha primeira reação foi achar que era impossível!

Mas comecei a observar atentamente toda minha postura e descobri que como eu na maior parte do tempo (ou sempre) fotografava maquiada, e por instinto não encostava o olho no viewfinder (visor ótico da câmera) pra não sujar de rímel, e essa pequena distância era o suficiente para mudar SEMPRE o enquadramento das minhas fotos!

Corrigida a postura, magicamente as fotos saíam corretas. 

Algumas câmeras possuem uma “ajuda” mostrando no visor ou LCD se a foto está enquadrada corretamente ou não, minha dica é não abrir mão daquilo que pode facilitar e às vezes determinar um resultado melhor, ou pelo menos evitar algumas horas de pós-produção, mas na ausência disso, se apoie em alguma linha da cena, geralmente tem alguma reta em um dos 4 lados que pode te orientar melhor.

8. Com que outras perspectivas eu poderia capturar este motivo?

Avião

Avião via shutterstock

 

Geralmente se você colocar 10 fotógrafos iniciantes na frente de uma cena,  a maioria deles irá tirar exatamente a mesma foto e na mesma posição. Faça suas imagens se destacarem da multidão se desafiando a não tirar apenas fotos padrões que todo mundo irá tirar, e sim encontrar ângulos e perspectivas criativas e novas para fotografar.

Simxer: Você que já acompanha o Foto Dicas Brasil, sabe que sempre reafirmo nos meus artigos a importância de ter um olhar diferenciado, de como a perspectiva é a regra de composição que considero mais importante e que pode trazer resultados incríveis, por isso não deixe de praticar e você pode aprender mais com o artigo: “Domine a perspectiva como elemento de composição“.

Existe um exercício específico que fazia com meus alunos em que eu pedia para eles fazerem uma foto criativa de um local do Jardim Botânico, uma ponte, e em 98% das vezes, as fotos são muito parecidas, e eu sempre brinco que não pode ser simplesmente um registro, porque isso o Jardim Botânico tem um monte. Depois eu mostrava somente os 2 melhores resultados que dois alunos tiveram em centenas de alunos.

A lição que podemos tirar disso é que realmente é muito desafiador você conseguir olhar diferente, mas não é impossível, porque depois desse exercício eu percebo claramente como as fotos passam a ter uma sutileza no enquadramento, ou uma tentativa de sair do óbvio. Buscar isso pode ser a diferença de ser mais um na multidão, ou aquele que realmente se destaca! Pense nisso.

9. Como segurar a câmera em outro formato mudaria esta foto?

Torre-Eiffel

Torre Eiffel via shutterstock

 

Muitos fotógrafos adquirem o hábito de sempre segurarem suas câmeras da mesma maneira (horizontalmente/paisagem ou verticalmente/retrato). Embora não tenha problema ter uma preferência, também vale a pena lembrar que mudar o formato pode mudar drasticamente o impacto da foto. Não se esqueça que você também pode segurar sua câmera em um ângulo diferente para alcançar um resultado eficaz.

Simxer: É muito mais impactante ver a Torre Eiffel em um enquadramento bem diferente do que estamos acostumados, não que as clássicas fotos estejam erradas ou ruins, mas é sempre bom testar outros ângulos, não acha?

10. Como o olho irá viajar por esta imagem?

Rua-Colorida

Rua colorida via shutterstock

 

Isto está relacionado com as perguntas sobre pontos focais, mas também está relacionado com o fato de que enquanto você está fotografando uma imagem imóvel, os olhos de seus espectadores não se mantêm imóveis conforme eles olham para uma imagem. As pessoas tendem a seguir linhas e são atraídas por formas e cores, então considerar esses diferentes elementos visuais pode ajudar a melhorar muito suas fotos. Este artigo pode ser um ponto de partida: “Aprenda a Usar o Ponto de Fuga Como Elemento De Composição“.

Conclusão

 

Você provavelmente não se lembrará de todas as perguntas e dificilmente irá passar por cada uma delas com cada foto que você tirar – porém, da próxima vez que você sair com sua câmera digital, concentre-se em se perguntar pelo menos uma ou duas delas conforme você tira suas fotos. Conforme você fizer isso, notará que isso se tornará mais automático e com o tempo você irá naturalmente tirar fotos que levam em consideração todos esses elementos.

E você? Faz alguma outra pergunta na hora de fotografar? Gostaria de acrescentar alguma dica?

Espero que tenha gostado do artigo, compartilhe-o e deixe sua opinião aqui nos comentários, é muito importante para nós!

Grande abraço, e até breve!

Imagem destacada: Fotógrafo pensando via Shutterstock

Artigo Original

 

Aprenda a Usar o Ponto de Fuga Como Elemento De Composição

Aprenda a Usar o Ponto de Fuga Como Elemento De Composição

Já falei sobre uma das regras de composição que mais gosto que é a Perspectiva e dando continuidade ao tema, trago hoje um artigo sobre o Ponto de Fuga como elemento de composição. Na verdade são dois artigos juntos para que você tenha o máximo de informação e exemplos para treinar e conseguir resultados realmente impactantes!

Vamos lá?

A fotografia é um meio de expressão que usamos para representar a realidade. Pode ser a realidade que vemos ou realidade que temos em nossas cabeças, pode ser a fotografia documental ou a fotografia surrealista, de qualquer modo, podemos usá-la para exibir uma imagem ou um conceito de vida. Entretanto, a fotografia tem um “problema” em comum com seus irmãos artísticos, como cinema e pintura, afinal o mundo é tridimensional (visualmente falando), mas nenhuma fotografia, nenhum filme, nenhuma pintura pode, por si só, representam três dimensões.

Quais São Essas Três Dimensões Que Falamos?

As três dimensões são: largura, comprimento e profundidade. A largura e o comprimento podem ser representados perfeitamente em uma fotografia ou uma pintura; qualquer imagem pode ser um elemento da mesma; um lápis, uma maçã ou um bebê. A parte mais “complicada” na fotografia é a profundidade, que é o que dá a sensação de uma imagem tridimensional.

Como Podemos Obter Profundidade Em Uma Imagem?

Como descobriram e teorizaram pintores como Piero della Francesca no século XV, a sensação de profundidade e espaço é conseguido através de perspectiva, é simplesmente a forma como explicamos a distribuição do espaço, através da colocação dos elementos de modo que o nosso cérebro seja capaz de calcular a distância, tamanho ou posição. Por exemplo, o nosso cérebro entende que “mais perto” quer dizer “maior” e maior distância significa “tamanho menor”, ele também é capaz de interpretar a profundidade através da mudança gradual de cores em uma imagem, e até mesmo através dos tons de sua atmosfera.

2Ponto-de-Fuga

A profundidade cria a ilusão de uma imagem tridimensional

O Que É Ponto De Fuga?

O ponto de fuga é o lugar onde convergem duas ou mais linhas paralelas (reais ou imaginárias) ao infinito em uma imagem. Por exemplo, imagine as linhas que criam à beira de uma estrada e sua projeção para o infinito, ou seja, para a parte inferior da imagem. Onde estas linhas se cruzam de forma literal ou imaginária, é o que é conhecido como o ponto de fuga.

PontodeFuga

Como Posso Usar O Ponto De Fuga Nas Minhas Composições?

Os pontos de fuga são elementos visuais e compositivos de muita força. Através de linhas reais ou fictícias que convergem em um ponto você pode levar o espectador da sua imagem, diretamente para o ponto onde essas linhas se cruzam. É uma maneira de mostrar o caminho, enquanto destaca o grau de profundidade que contém sua imagem.

O Ponto De Fuga e o Centro De Interesse

Tenho certeza que você já ouviu falar sobre a regra dos terços e como as interseções das linhas imaginárias que separam a imagem em terços têm maior impacto visual, certo!? Os pontos de fuga geram uma impressão muito semelhante na percepção da imagem, atraindo o olhar naturalmente para ele, portanto, qualquer elemento localizado em um ponto de fuga, ou em direção a ele, vai destacar naturalmente em sua imagem.

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Ponto de Fuga e Centro de Interesse

Pontos de Vista

Nem todos os pontos de fuga são de estradas e ferrovias. Uma boa fotografia pode estar em qualquer lugar, diante de você, mas também acima ou abaixo de você. Edifícios, conjuntos de troncos de árvores, grades, escadas e geralmente tudo que é feito de linhas, pode fornecer uma infinidade de possibilidades. Tente variar o ponto de vista e olhar para estas linhas que se perdem no céu, ou entre seus sapatos, picado, contra-picado, zênite ou nadir, e verá como as linhas viajam para o infinito e lhe proporcionam imagens muito interessantes.

Grande Angular

A lente grande angular não é apenas um comprimento focal para retratar a maior parte possível da paisagem, ela tem muitas possibilidades. Você já tentou usá-la para compor através de linhas ou parte delas? Como você sabe, os planos mais próximos em uma lente grande angular, ampliam de forma distorcida o motivo da sua foto, exagerando a perspectiva de objetos, permitindo que você insira um grande profundidade de campo na cena.

Se você quiser dar a seu Ponto de Fuga mais impacto e drama, e se tiver uma dessas lentes incríveis, saia para uma caminhada com ela em busca de interessantes Pontos de Fuga e não irá se decepcionar :-).

Elementos Arquitetônicos

A arquitetura é talvez o lugar onde você encontra Pontos de Fuga mais facilmente, por isso mais fácil de praticar e libertar a sua imaginação. Você pode praticar com linhas físicas ou linhas imaginárias criadas, por exemplo, por repetição de padrões, também conhecidos como ritmo visual na composição. Se você estiver interessado em fotografia de arquitetura, o ponto de fuga é um recurso amplamente utilizado para expressar a escala de edifícios ou lugares, e dar volume e profundidade à imagem.

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Ponto de Fuga gerado através da repetição de padrões de arquitetura

Paisagens

Os pontos de fuga em fotografia de paisagem, são outra maneira de adicionar interesse para suas imagens. Por exemplo, você pode fotografar montanhas nevadas muito distantes, mas se você não tiver nada para dar profundidade a sua imagem, você corre o risco de que ela pareça um pouco maçante ou plana. Existem várias maneiras de resolver este problema; desde usar o primeiro plano para gerar sensação de escala (perto/grande, distante/pequeno) ou utilizar os pontos de fuga para guiar o olho através de sua paisagem até um certo ponto. Os campos, estradas, rios ou troncos de árvores são apenas alguns exemplos de possíveis pontos de fuga que você pode encontrar em paisagens. Lembre-se que quase todas as linhas podem criar um ponto de fuga interessante. O importante é variar o ponto de vista ou a moldura até encontrar.

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Você pode extrair pontos interessantes de qualquer linha real ou imaginária

Eu Encontrei Uma Grande Fuga, Agora … Onde Devo Colocar?

Como sempre, não há regras inquebráveis, ou regulamentações, manuais, mas sim pequenas ajudas no caminho para a sua decisão de optar por um ou outro.

Regra dos terços

Soa familiar, certo? 😉 Localize o ponto de fuga em um dos pontos fortes desta regra, ele irá naturalmente reforçar o ponto imaginário de seu ponto de fuga.

Quebrando as regras

Depois de conhecer e ter cansado de praticar, use seu instinto. As regras são sempre muito gerais e é impossível que se adaptem a todas as situações ou gostos de cada um. Então você tem que confiar em você quando procurar a solução ideal para qualquer situação.

Dentro do enquadramento

Você pode fazer essas linhas convergentes se cruzarem em algum lugar infinito, mas dentro de seu enquadramento. Se fizer isso, o espectador não precisa “passear” para fora da sua imagem, ele se deterá onde você decidiu que ele fique.

Fora do enquadramento

Outra opção é colocar o ponto de fuga fora do enquadramento. Se fizer isso, o observador “passeará” até sair e para completar a visualização, terá que fazê-lo através de sua imaginação. Assim terá um observador mais ativo e participativo de sua imagem.

No horizonte

Quando você decidir que o ponto de fuga está dentro do enquadramento, haverá momentos em que desaparecerá diretamente no horizonte, especialmente em paisagens. Preste atenção especial para o horizonte fique reto, é melhor fazê-lo desde o início, e não ter que reenquadrar depois 😉 Lembre-se também da lei do horizonte, que nos ensina que a área mais interessante da nossa imagem deve ocupar aproximadamente 2/3 do enquadramento.

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Formas repetidas que criam um ponto de fuga através de seus padrões

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Ponto de Fuga dentro do enquadramento

O ponto de fuga é um elemento de grande força visual. Você não precisa que ele esteja em cada uma das suas imagens, mas certamente é um elemento pra se pensar na hora de compor. Poucas regras irá fornecer imagens que podem quebrar a monotonia de uma cena, adicionar drama, velocidade, profundidade, ou ser tão consistente em si mesma, como os pontos de fuga. Eu sempre pensei que o ponto de fuga é como uma flecha que marca o local exato onde você quer que detenha a atenção, e o local exato onde você quer parar o olhar do espectador. Você não vai perder uma ferramenta tão valiosa? 🙂

Vamos Ver Alguns Exemplos Espetaculares De Pontos De Fuga

Profundidade e  Ritmo Visual

 

Profundidade-e-Ritmo-Visual_Ponto-de-Fuga

Linhas Convergentes e Ponto de Fuga

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Nem todas as linhas são retas

9Ponto-de-Fuga

Varie o Ponto de Vista

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Linhas Visíveis e Invisíveis

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Profundidade e Tridimensionalidade

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Ponto de Fuga Fora do Enquadramento

13Ponto-de-Fuga

“Fuga Tonal” e Profundidade

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Ponto de Fuga e Arquitetura

15Ponto-de-Fuga

Outros Elementos Arquitetônicos

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Natureza

17Ponto-de-Fuga

Ponto de Vista Contra-Picado

18Ponto-de-Fuga

Ponto de Vista Picado

19Ponto-de-Fuga

Geometria e Abstração

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Aumente o Interesse Combinando Elementos

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Elemento Humano aumenta o Interesse

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Espero que este artigo tenha servido para ideias novas de composições, então saia para uma caminhada em observe de outros ângulos em vez de olhar somente de frente, de modo que seus olhos percorrem as linhas arquitetônicas da sua cidade. Se este artigo te ajudou a imaginar maneiras diferentes de perceber o mundo a sua volta e registrá-lo com melhores resultados… Compartilhe-o no Facebook, Twitter ou Google+

Obrigada e boa prática!

Este excelente artigo é da fotógrafa Alexa De Blois que tem uma visão fotográfica muito parecida com a minha, e é um prazer trazê-lo aqui, espero que você tenha gostado.

Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil