5 Bons Hábitos Fotográficos Para Começar Hoje!

5 Bons Hábitos Fotográficos Para Começar Hoje!

É muito importante aprender o que se deve fazer para construir uma jornada fotográfica consistente e gratificante, eu mesma já abordei o tema aqui no Foto Dicas Brasil em artigos como: Evite os 10 Erros Mais Comuns na Hora de Comprar uma Lente10 Erros Comuns Cometidos Por Fotógrafos IniciantesTop 10 dos erros na fotografia digital  e Erros – Se aproveite das minhas falhas!

E acredito que à vezes além do estudo consistente e indispensável, é necessário aprender também com nossos erros, e hoje eu quero falar sobre cinco bons hábitos fotográficos que eu quero que você comece hoje e que foram os que mais me trouxeram resultados na minha evolução fotográfica.

1. Fotografe todos os dias

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Estilo de vida – via Shutterstock

 

Esses projetos 365 são mágicos. Eles encorajam os participantes a tirarem pelo menos uma foto todos os dias. Fotografar todos os dias é um ótimo hábito para todos os fotógrafos. Aqui estão alguns benefícios deste hábito:

  • Você irá melhorar suas capacidades técnicas, já que o treino vai te aperfeiçoar de uma maneira geral.
  • Você começará a ver o mundo fotograficamente e a enquadrar cenas com o olho da mente. Prática importantíssima para qualquer fotógrafo, afinal ter que conseguir uma foto por dia, invariavelmente, te torna alerta pra todas as possibilidades de composição.
  • Você estará registrando a sua vida. Isso nem sempre parece importante no momento, mas mais adiante, você irá olhar para essas fotos e  ficará surpreso em ver como é gratificante ter vários momentos, até triviais, registrados.
  • Criará em você o hábito de fotografar, parece simples, mas uma carreira de sucesso não é feita com um único excelente momento, e sim com a sua capacidade de repetir esse mesmo momento.

“O principal comportamento que identifica um bom fotógrafo profissional é a capacidade de fazer fotos boas regularmente, de forma consistente.” Emilio Azevedo – Premiado Fotógrafo de Casamentos.

2. Fotografe sem sua câmera

Fotografando-no-carro

Fotografando no carro – Via Shutterstock

 

Isso é possível? Sim, estou me referindo a fotografar com o celular, ou com aquela câmera compacta que está quase esquecida no armário e que você acredita que já está ultrapassada. E adivinha só? Essa é a grande vantagem. Se você, como eu, tem o hábito de fotografar sempre com uma DSLR, provavelmente já enxerga as situações pensando na capacidade de resultado da sua câmera fotográfica, eu brinco que enxergo em raw, o que normalmente me traz um desafio gigantesco quando minha única opção é um celular sem recursos de modo manual ou simplesmente um botão verde escrito “automático” em uma câmera sem recursos. Acredite, treinar nestas condições podem não só desenvolver em você capacidades que você nem desconfiava que tinha, como é um exercício incrível de composição, já que esta será provavelmente a coisa mais importante e mais fácil de se trabalhar nestas condições.

É claro que o conselho aqui é um exercício, não estou dizendo que você não deve levar sua câmera DSLR pra não perder momentos incríveis, e sim, treinar outras capacidades também com equipamentos limitados!

3. Faça anotações

Caderno-de-anotação

Caderno de anotação – via Shutterstock

 

Comece a anotar as suas ideias, inspirações, esquemas de cores… qualquer coisa! Eu mantenho muitas anotações em meu telefone com ideias e inspirações. Há algumas maneiras diferentes de fazer isto.

  • Você pode fazer um caderno físico com anotações e imagens tiradas de revistas.
  • O Pinterest é um ótimo (e viciante) recurso para reunir ideias de fotografias. Acessórios, poses, locais, etc.
  • Eu pessoalmente adoro o aplicativo Evernote para manter minhas notas facilmente acessíveis entre todos os meus computadores e aparelhos. Também indico o Google keep, simples e muito eficiente para fazer anotações e listas sem precisar usar um programa tão completo como o Evernote.

Este pode ser um ótimo hábito para mantê-lo inspirado ou fornecer a você um lugar para começar quando você tiver tempo, mas não tiver ideias.

Além de manter notas para se inspirar, manter registros de fotografias é um ótimo hábito que irá compensar. Isto pode significar muitas coisas, como:

  • Manter registros detalhados de sessões de fotos com informações do local, informações sobre o horário do dia, estação, configurações da câmera utilizadas, configuração da iluminação, dicas para se lembrar na próxima vez (como “o estacionamento não foi gratuito”).
  • Manter registros enquanto estiver editando é uma coisa que eu me arrependi de não ter feito muitas vezes. Quando você terminar uma edição, mantenha um registro dos passos que você utilizou ou do recurso que utilizou (ações no Photoshop, configurações do Lightroom, etc.) para que você tenha uma referência na próxima vez que você for editar ou se alguém perguntar como você fez isso. Quando estou trabalhando com “ações” no Photoshop, eu frequentemente deixo uma versão inalterada salva como arquivo do Photoshop (.PSD) para usar como referência depois.

Mas fique atento para revisar o que você escreveu, hoje em dia temos tantas coisas pra fazer, que não é raro a gente simplesmente apagar da cabeça porque registrou em algum lugar, neste caso minha dica é sempre tirar algum tempo (minutos ou horas) em um determinado dia da semana e olhar as anotações. Eu costumo fazer isso sexta à noite, assim se eu tiver alguma ideia pra testar, posso usar o fim de semana para isso.

4. Fazer back up

Backup

Estação de trabalho – via Shutterstock

 

Um dos melhores hábitos possíveis que você pode começar – para ontem – é fazer um back up rigoroso de seu computador. Muitos fotógrafos tiveram toda a sua história perdida porque eles não fizeram back up de seus discos rígidos. Ah, eu disse alguns fotógrafos? Infelizmente estou nesta estatística, e acredite, até hoje sinto falta de algumas fotos de vez em quando!

Algumas maneiras de você fazer isso:

  • Faça back ups em discos físicos, usando um programa de clonagem de disco ou um sistema automatizado, para que você nem precise pensar nisso. Porém, isso não o protege contra roubo, destruição (derramamento de água!) ou outros desastres. Você também precisa fazer um back up de forma que mantenha seus arquivos longe de seu computador ou até de sua casa/escritório.
  • Você pode fazer back up usando armazenamento online em nuvem. Isto pode ser simples, como usar o Dropbox para guardar seus arquivos. Mas fique atento, se você tiver uma quantidade imensa de arquivos (tipo terabytes), o Dropbox não será o suficiente a menos que você queira pagar. Porém, qualquer serviço que permita esta quantidade de armazenamento irá cobrar de você.
  • Você pode fazer back up em discos. Eu gravei a maioria dos meus arquivos mais antigos em BluRay como terceiro mecanismo para proteger meus arquivos.

Resumindo, encontre alguma maneira de manter seus arquivos completamente seguros. Você ficará muito feliz de ter feito um back up, caso algo aconteça….

5. Olhe para a fotografia

MuseuRussia

Popova Valeriya – Shutterstock.com

 

Infelizmente não é muito raro encontrar fotógrafos que não conseguem dizer o nome dos fotógrafos que mais adoram ou de fotógrafos que inspiraram seus trabalhos. Isto me faz perguntar… você está olhando para a fotografia? Você acha que algum músico fica sem palavras quando lhe perguntam de que música eles tiram suas influências? Ou pintores? Ou escritores? O que entra, sai. Você precisa adquirir o hábito de absorver imagens regularmente. Torne-se um fã de fotografia – não apenas criando-a, mas apreciando-a. Visite exibições. Leia livros. Procure na internet. Algumas dicas para ver fotografias:

  • Não veja apenas os gêneros que você gosta de fazer. Só porque você gosta de tirar retratos, isso não significa que você não possa se tornar um fã de um ótimo fotógrafo de paisagens.
  • Não tenha medo de copiar. A fotografia se destaca de muitas formas. Uma delas é que nós temos medo de admitir quais fotógrafos inspiram o nosso trabalho porque nós achamos que ao dizer isso, nós estamos dizendo que nós achamos que somos como eles. Isso não é verdade na fotografia, assim como não é na indústria da música ou em qualquer forma de arte.
    Outra forma na qual nos destacamos é que nós temos medo de copiar. Por causa da internet e a propagação do furto intelectual, nós temos medo de experimentar, copiar. Agora, eu não estou falando sobre plágio ou tomar a ideia de outras pessoas como suas.
  • Aprenda a ler imagens. Quando você vir uma peça, pare por um momento e absorva-a. Isto pode ser difícil ultimamente, quando nós estamos procurando conteúdo mais rápido do que nunca. Mas pare, respire e aprecie.
  • Observar pinturas dos séculos passados podem nos ensinar muito sobre iluminação e composição!

Além disso, ver fotografias pode ser um ótimo substituto quando você não estiver em condições de sair e fotografar.

Espero que você tenha gostado, e não deixe de compartilhar os seu bons hábitos fotográfico nos comentários, sua opinião aqui é sempre bem vinda!

Bons exercícios e até breve!

*Este artigo foi inspirado em um texto da fotógrafa Elizabeth Halford, fotógrafa e publicitária em Orlando.

Imagem em destaque: Fotografando no parque – Via Shutterstock

Artigo Original

 

Desencaixotando o click

Desencaixotando o click

-“Olá,meu nome é Eulina Rego e eu sou fotógrafa.”

-“Olá, Eulina.” (responde, com voz arrastada, o grupo de ajuda, sentado em semicírculo).

Pois é, fotografar tem a ver com essa gana, esta paixão desenfreada. Mas, ao contrário dessa introdução, não procuro a cura. Este é meu primeiro artigo para o site FotoDicasBrasil e agradeço muito o convite. Dar dicas sobre o olhar fotográfico foi o pedido que recebi e passei a prestar atenção no que faço, como faço e por que faço para trazer algo que seja útil a quem vem aqui buscar caminhos para sua fotografia, seja amador ou profissional.

-“Hey! Uma florzinha linda ali!”

-“Ah, é.”

-“Passarinhos, olha!”

-“A-han.”

_”Fotografou? Hein?”

-“Tirei, mas borrou.”

_”Deixa eu ver. Ah, tá bom, dá pra ver que é uma flor!”

-“Não. Este era o passarinho.”

Então, a primeira coisa que me vem à cabeça como dica 1 é que a gente precisa saber um pouco da técnica para fazer uma foto e o resultado não ser confundido com outra coisa. Conhecer um pouco da técnica faz um bem ‘horrível’ para nossas fotos. Claro, tem os ‘sortudos’ que desconhecem alegremente qualquer técnica e usam o modo automático – e que voltam com uma foto incrível no cartão de memória. Mas é um fato da vida que a ‘sorte’ aumenta muito com a técnica! Abandonar o modo automático e experimentar os outros (A ou Av, S ou Tv e o M, totalmente por sua conta), estudando e comparando seus resultados, vão trazendo mais segurança para conseguir a foto que você imaginou fazer. E faz parte desta dica 1 ter intimidade com a própria câmera e saber onde fica cada comando e suas funções. Mas tudo isso que falei não tem a ver com olhar fotográfico, é apenas para dizer algo óbvio, como “Se for fazer fotos, lembre-se de levar alguma câmera”.

Bom, já sabemos por onde começar. “Câmera? Ok.” “Saber onde estão os botões? Ok.” “Saber quando apertar os botões? Ok.” Agora vamos fotografar. E, fuéééúnn… ,deu aquele branco-total-azul-polar-brilhante…! Tudo que você vê não dá uma foto? Ou, tudo que você vê já foi fotografado antes? Ah,ou ainda, deu aquela sensação de que a foto interessante não surgiu? Boas notícias para você: não funciona assim. A não ser que você viva o resto da vida passando alguns meses em cada planeta diferente das galáxias, fazendo fotos antes nunca vistas, você vai encontrar os mesmos assuntos com vibrante regularidade. E é aí que entra a sua fotografia.

 

Nessie na Urca

Nessie na Urca

 

A WHOLE NEW WORLD. Fotografar tem a ver com percepção. E , para perceber, é preciso olhar com interesse. Depois, vai ter a ver com imaginar e pensar, mas a gente vai falando aos poucos sobre os ingredientes. Cada um de nós percebe o que está a nosso redor de forma diferente e pessoal. Se a gente sair agora e for fotografar, hmm,… por exemplo, uma esquina de rua, vamos voltar com fotos diferentes, mesmo que tenhamos fotografado as mesmas coisas. Deixando de lado a técnica de cada um, temos abordagens diferentes, porque é de modo pessoal e particular que olhamos e sentimos o mundo – e traduzimos isso em nossas fotos. Então, prestar atenção e nos interessar pelo que vemos é o resultado de nossos esforços fotográficos. São a nossa assinatura. Vamos ver um suposto exemplo. Minha foto poderia destacar um olhar surpreso de uma mulher na calçada , enquanto a sua foto poderia destacar 3 fuscas iguais, na mesma esquina. Ao vermos qualquer cena, nossas idéias, opiniões, senso de humor, senso crítico, estado de espírito, etc., se manifestam nos cliques quando estamos prestando atenção.

ABORDAGEM, ‘LÉSSON UÁN’. Como o foco principal do meu trabalho é fotografia de casamento, noivos, famílias, eu estou lidando com pessoas e momentos muito importantes para elas. De nada adiantaria eu ser apenas técnica e desprezar o que elas sentem ou querem. Eu preciso ser sensível. Claro, há várias abordagens, a minha é tentar captar o que as pessoas expressam na hora do click, para onde olham e o que seus rostos indicam, tentando entender o que é mais precioso gravar. Na prática, eu observo a pessoa como uma amiga, posso até largar o equipamento de lado e ir bater um papo com a pessoa, caso eu sinta que ela está nervosa demais. E tento acalmá-la e fazê-la rir. Eu não tento me impor, mas ser cúmplice da pessoa fotografada. Talvez por isso, já fiz um casamento inteiro, paralelamente a outro fotógrafo, em que notei que ele me observava: cada vez que eu levantava a câmera, ele seguia meu olhar e fotografava a mesma cena. Ao invés da noiva, ele seguia a minha linha de pensamento. Eu preferiria que ele fizesse suas próprias fotos, mas acabei achando graça e batizei isso de “fotografia gaga”.

Por outro lado, se eu trabalhasse como jornalista, minha abordagem migraria para uma percepção principalmente crítica, destacando o que deve ser denunciado ou o mais claramente mostrado. Ou, se eu fosse trabalhar com paisagens do esplendor da natureza indomável, além de tentar escapar de ser devorada por um leão, ia me fixar nas cores, luzes e formas. Para todas essas, eu teria que saber o que estou buscando. Revelador,não? Minha foto demonstra o que eu sou/vejo/penso, sou parte da foto que faço. Mas isso é papo para outro artigo…

 

Minha máquina não veio com olhar fotográfico

Minha máquina não veio com olhar fotográfico

Assisti a uma palestra de um aspirante a fotógrafo, devidamente munido de uma 5d MarkIII com uma lente 70-200mm, que dava como verdade absoluta que para fazer uma boa foto você não precisa de uma boa máquina, não precisa ser profissional e não precisa estudar! Por ironia eu estava cobrindo o evento…

Fiquei pensando que talvez isso esteja sendo mais propagado do que deveria e tentei ver até onde isso poderia ser verdade.

E tudo isso acabou me levando à tona da velha discussão dos equipamentos ruins que fazem boas fotos e as surpreendentes fotos ruins saídas de ótimos equipamentos e também tem tomado proporções bem peculiares nos últimos tempos para mim.

Como eu ministro um workshop de fotografia para amadores, tenho contato estreito com máquinas bridges e de entrada e acabo vendo muitos alunos tirando leite de pedra. Máquinas essas que certos fabricantes fazem com a certeza que jamais a pessoa irá utilizar o modo manual, cheias de menus e submenus complicadíssimos e muitas sem indicação de fotometria, aliás, dois modelos me chamaram bastante a atenção: Uma a fotometria é mostrada diretamente no LCD da máquina já no resultado da foto sem nenhuma indicação de histograma ou algo que o valha para saber se a foto está correta, sub ou superexposta, ou seja, só seu olho e não pode ter incidência de luz, senão a foto já era. E a outra além de não ter indicação, era preciso bater a foto primeiro para saber se realmente a exposição estava correta?!

Em contra partida, já vi fotógrafos “profissionais” fotografando eventos no modo automático ou simplesmente ficando experts em programas de pós-produção com muitos filtros, às vezes publicando sequências de fotos de exposição duvidosa, tremidas ou com balanço de branco errados.

E aí vem a questão mais importante de uma boa fotografia: O Fotógrafo!

 

ChargeLobo

Diariamente respondo perguntas aflitas de qual equipamento eu compro? E entre essa e aquela máquina? Qual lente?

Na prática você vai perceber que a necessidade do equipamento vai mudando conforme você evolui como fotógrafo e é aí que você descobre, às vezes de maneira dolorosa, que não adianta ter 18MP de foto estourada, mal enquadrada, amarelíssima ou cheia de ruído.

Então o primeiro passo é DOMINAR sua máquina, seja ela uma câmera phone, de bolso, bridge, mirrorless, entry-level, cross, full-frame ou high-level! Isso inclui ler o manual quantas vezes forem necessário e testar, testar e testar.

O Segundo passo é dominar as técnicas básicas, entender como funciona a fotometria, balanço de branco, velocidade, abertura, isso entre tantos outros parâmetros. Fazer um curso, se necessário, mas sempre estudar, estudar e estudar.

Feito os dois primeiros passos, começa a descobrir que ainda falta algo: O olhar fotográfico, tratado normalmente como um dom, algo nato e não algo da esfera da técnica e do trabalho. Poderíamos nos aprofundar bastante nesse item, mas acredito que o mais útil aqui é dizer que é possível treinar esse olhar. Li em algum lugar que o fotógrafo precisa superar a preguiça do olhar e acho essa uma ótima definição.

A minha dica mais simples é que você acompanhe os trabalhos dos fotógrafos que você gosta, veja como ele enquadra ou como ele lida com as proporções. Estude as regras de enquadramento e composição e… quebre-as. Aos poucos você vai perceber as mudanças no seu olhar.

A conclusão que eu chego é que o palestrante tinha até razão pra dizer que você não precisa de uma boa máquina pra fazer uma boa foto e nem ser profissional, mas é IMPOSSÍVEL fazer uma boa foto sem ser um bom fotógrafo e para isso você tem que estudar muito!

Bons estudos e ótimas fotos!

 

Esse texto foi originalmente ecrito para o Fotografia-DG