Manuais fotográficos

Manuais fotográficos

Banco de Manuais Fotográficos Colaborativo

Olá, você sabe o quanto é importante ler o manual, eu sei, eu sei, às vezes eles são muito técnicos, mas são de extrema importância. Nós aqui do Foto Dicas Brasil, sempre levamos em consideração esse material tão importante para o entendimento dos artigos publicados, já que muitas técnicas dependem de características individuais de cada equipamento, e só o manual da sua câmera fotográfica, vai pode dizer exatamente onde certos parâmetros se encontram.

Durante esses anos em que ministro o “Workshop Fotografia Profissional Para Amadores“, colecionei muitos manuais, a maioria enviados pelos próprios alunos e resolvi colocá-los à disposição de outros fotógrafos, já que recebo muitos emails de leitores daqui do site, pedindo ajuda pra encontrar os manuais das suas câmeras.

E por isso quero convidá-lo a participar de nosso banco de manuais, se tiver algum manual que não esteja na lista, principalmente em português e queira cololá-lo à disposição de outro fotógrafo, você pode enviá-lo para nós da maneira que puder, ou disponibilizando via dropbox, por exemplo, ou enviando um email pra gente: contato@fotodicasbrasil.com.br.

Se tiver o link direto das páginas do próprio fabricante, melhor ainda, basta enviá-lo que acrescentaremos ao nosso banco de manuais colaborativo o mais rápido possível.

Conto com sua ajuda na divulgação desta página para que a gente consiga atender ao máximo de apaixonados por fotografia como nós!

Ah, é claro que estamos abertos à sugestões, são sempre bem vindas!!

Eu criei uma página, sugestivamente chamada “Manuais” 😉 basta acessar e dar uma olhada na nossa lista.

Ajude a divulgar esta página, acreditamos que é preciso conhecimento técnico para o desenvolvimento de um ótimo fotógrafo, mas só é legal se isso realmente ajudar a outras pessoas. Esperamos estar colaborando com seus estudos.

Abraços e obrigada!

Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil

 

 

USM, AF, DX, EF-S… Afinal, o que significam estas siglas nas lentes?

USM, AF, DX, EF-S… Afinal, o que significam estas siglas nas lentes?

O artigo de hoje é pra solucionar um problema que provavelmente você já teve. Sabe quando você chega naquela loja pra comprar finalmente a lente que você sempre quis e o vendedor te faz aquela pergunta:

– Mas com VR ou sem? Ou ainda, com USM? Sua câmera usa lentes DX?

E você achava que a parte mais difícil era descobrir se você precisava de uma lente zoom ou grande angular.

Eu já passei por isso, e a solução que parece mais simples é perguntar a diferença de preço, se a outra for mais cara, deve ser melhor 😉

Mas não deveria ser tão complicado!

Chega de tantas dúvidas, existe um excesso de siglas na fotografia que muitas vezes desanima até a procurar um equipamento novo, mas vamos simplificar! Vou descrever as principais siglas e o que são, além de explicar de forma clara e objetiva as principais dúvidas em relação aos números e letras das lentes fotográficas. Use este artigo também como um guia de referência.

Números e letras em lentes

Antes de fazer um resumo das siglas nas lentes das principais marcas do mercado, uma explicação mais detalhada dos números e que serve para a maioria delas.

O que significa 18-105mm?

Esses números se referem à distância focal da sua lente. Ou seja, quando você gira a sua lente totalmente e deixa ela no maior ângulo possível, no caso do nosso exemplo, 18mm (milímetros), ela estará no seu comprimento de grande angular, conforme você vai girando ao contrário e dando zoom, ela chegará aos 105mm de comprimento focal, ou seja, mais próximo daquilo que quer fotografar.

Como você acompanha o site, sabe que estes números podem mudar dependendo de qual câmera você estiver usando a sua lente, full-frame ou cropada. Se tiver dúvidas, leia o artigo “Fator de corte, uma questão de tamanho”, que explica porque isto acontece.

E no artigo “Lente Nikon, lente Canon. Lentes o quê?”, você pode aprender mais sobre os diferentes tipos de lentes e suas distâncias focais, como por exemplo, grandes angulares, macro, fish eye, entre outras.

O que significa 1:3.5.-5.6?

Se você comprou o meu ebook, sabe muito bem o que é número de abertura, o famoso “f”, e como os fabricantes chegaram a estes números. Por hora vou explicar o que significa estes números.

Você está acostumado a ver f.2.0, ou f4, por exemplo, que nada mais é que um valor de abertura grande ou pequeno, e você também já sabe que quanto maior este número, menor a abertura.

Então quando você compra uma lente e está escrito 1:3.5-5.6, isso significa as aberturas alcançadas. O número 1 é chamado de “número f” e é só uma referência à abertura propriamente dita, os números importantes vem a seguir do “dois pontos”. Os primeiros dois números (3.5), significam a MAIOR abertura possível da sua lente, ou seja, o quanto a sua lente é capaz de “arregalar” os olhos para entrar luz, e isto muito te interessa, porque quanto menor este número, mais clara é sua lente. O segundo é uma informação extremamente importante e significa qual a MAIOR abertura, repare que eu escrevi “maior” de novo, isto mesmo, a MAIOR abertura alcançada pela sua lente quando você estiver dando Zoom.

E como você é perspicaz, já concluiu duas coisas: A primeira, que esta abertura não tem nada haver com a MENOR abertura alcançada pela sua câmera, não importa se sua câmera vai até f32, ou f22, por exemplo, a informação da lente é somente sobre a MAIOR abertura.

A segunda é que quanto mais zoom você der, mais escura a sua foto ficará J

E as lentes que vem escrito 1:2.8, por exemplo, ou simplesmente f2.8? São lentes de abertura fixa, ou seja, não importa se você vai dar zoom, ele consegue bastante luz em qualquer distância focal… eu disse que elas são caras, não? Mas valem à pena. Exemplo: EF-S 17-55mm f/2.8. Calma que ainda vamos decifrar o resto destas siglas.

Eu sei que você já entendeu, mas pra não faltar nenhuma informação, as lentes fixas, possuem aberturas… fixas: 50mm f/2.8

O que Ø72mm significa?

Este é o símbolo de diâmetro (Ø), ou seja, ele te dá o tamanho físico da largura da sua lente, está para a lente assim como o número do seu sapato está para o seu pé, sem ele você não tem como saber qual o tamanho de filtros e tampas de lentes que poderá usar.

macro 0.5m/1.6ft significa?

Os números nada mais são que as duas medidas mais comuns de distância, ou seja, metros e pés. Neste caso aí de cima, ele já diz qual a distância mínima que eu posso chegar e ainda estar em foco, ou seja, meio metro ou 1.6 pés.

Você mesmo pode fazer um teste simples, se lua lente tiver esta indicação aí de baixo, faça algumas fotos com o foco no automático mesmo, e veja a o indicador ir aumentando de acordo com a distância da foto.

indicativo-de-macro-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

AF-S, USM?

Essas são as siglas dos motores das lentes Nikon e Canon, respectivamente, e de acordo com as fabricantes, estas lentes focam mais rápido, são mais silenciosas e possuem melhor desempenho.

Cobertas as principais dúvidas, vamos ao resumo por marca, já que cada fabricante adota uma terminologia diferente.

Em ordem alfabética: Canon, Nikon , Olympus, Pentax, Sigma, Sony, Tamron e Tkina.

CANON-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

DO – Diffractive Optics – Ótica Difrativa – Lentes com elementos de correção às aberrações esféricas, tão boas que rivalizam com a série “L” e ainda são mais baratas.

EF – Electro Focus – Focagem Eletrônica – Projetadas para corpos de câmeras com sensores full-frame.

EF-S – Electro Focus Short Back Focus – Foco Eletrônico Curto Posterior – Projetadas para câmeras com sensores com fator de corte (cropados).

EOS – Electro-Optical System – Sistema eletro-ótico – Lentes com controles totalmente eletrônicos.

FD – Manual Focus – Focagem Manual

IS – Mecanismo de estabilização de imagem.

L – São as lentes profissionais da Canon. As melhores da linha.

TS-E – Controle de perspectiva, ideal para fotos de arquitetura (tilt-shift).

UD – Ultra Low-Dispersion Glass – Elemento de Dispersão Ultra Baixo – Promete maior fidelidade de cor.

USM – Motor autofoco ultrassônico, mais rápido e silencioso que o convencional. Geralmente pertencem à linha L, mas as que não pertencem, são identificadas por uma faixa dourada no final do corpo.

IS – Image Stabilization – Estabilizador de Imagem – lentes que permitem fotografar em velocidades mais baixas, diminuindo o efeito da vibração nas imagens.

TS-E – Tilt Shift Lens – Lentes que corrigem distorções em grandes ângulos.

NIKON-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

AF – Auto Focus – Foco Automático – São lentes preparadas para foco automático, mas que não possuem o motor necessário para isso dentro delas.

AF-S – Build in Auto Focus Motor – Motor de Auto Foco Incorporado – lentes que possuem motor de auto-foco embutido. Além de poder ser utilizado em mais câmeras, possui um sistema de focagem mais rápida e silenciosa que as lentes AF.

AF-D – Uma das variações de lentes Nikon auto foco “mount F”.

AF-G – Lentes controladas eletronicamente, não apresentam anéis no tambor. Os ajustes são feitos pelo corpo da câmera, por isso não podem ser usados em câmeras mais antigas.

AI – Aperture Indexing – Indexação de abertura – permite que as lentes se comuniquem com a câmera através de um contato mecânico.

AI-S – Aperture Indexing – Indexação de abertura – Lentes avançadas, que transmitem mais de informações que as AI.

ASF – Aspherical Lens Elements – Elementos de lente asféricos – Em lentes comuns, os elementos óticos são esféricos, causando distorções de ângulos e cores, chamadas “aberrações esféricas”. As lentes asféricas corrigem essas distorções, especialmente em grandes-angulares.

ASP – Lentes superiores com elementos de correção às aberrações esféricas.

CRC – Close-Range Correction System – Sistema de correção de Variedade de Foco – Encontrado em lentes olho-de-peixe, grande angular, macro e teleobetiva média da Nikkor, o CRC promove uma qualidade superior de focagem em distâncias próximas e quando a distância aumenta. D/G – Distance Information – Informações de Distância – lentes que informam a distância entre a câmera e o que estamos fotografando.

DC – Defocus Control Lens – Lente de Controle de Desfocagem – Você pode acentuar a área desfocada girado o anel DC da lente. Ideal para destacar a pessoa fotografada em um retrato, por exemplo.

DX – Para corpos de DSLR com fator de corte – São lentes exclusivamente desenhadas para câmeras digitais SLR da Nikon, levando em consideração seu fator de corte.

ED – Elementos superiores, com maiores ganhos em nitidez e cor. Linha profissional.

FX – Para corpos padrão 35mm – São lentes projetadas para frames de 35mm, as famosas Full-Frames.

IF – Internal Focusing – Focagem interna – As lentes IF fazem a focagem sem alterar o tamanho. O movimento ótico é feito internamente, garantindo uma lente mais leve e compacta, além de realizar um foco mais rápido.

G – Controle da abertura pela câmera e transmissão da distância.

M/A – Mudança de foco automático para manual ao girar o anel de foco.

PC – Controle de perspectiva, ideal para fotos de arquitetura (tilt-shift).

RF – Rear Focusing – Focagem traseira – Apenas os elementos traseiros se movem na focagem, aumentando a velocidade da operação de auto-foco.

VR – Vibration Reduction – Redutor de Vibração – Diminui o efeito do tremor das câmeras em fotos de baixa velocidade. A lente identifica o seu tremor e, através de motores internos, corrige isso, permitindo fotos mais nítidas.

OLYMPUS-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

ED – Extra-Low Dispersion Glass – Vidro extra de baixa dispersão – São elementos de maior qualidade, já que reduzem a aberração cromática, mantendo as cores mais fiéis e nítidas.

OM – Manual focus – Focagem manual – São as lentes do sistema de filme 35mm da Olympus, manuais. Só operam em corpos modernos através do adaptador MF-1 OM.

Super ED – Super Extra-Low Dispersion Glas – Super vidro extra de baixa dispersão – Seria uma versão mais nova e eficaz da ED, distorcendo ainda menos as cores das fotografias.

SWD – Supersonic Wave Drive – Motor de Onda Supersônica – Funciona como o USM da Canon ou AF-S da Nikon.

PENTAX-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

A – Antigas lentes da Pentax de foco manual.

AL – São mais leves e compactas e tem menos elementos óticos em seu interior, assim, acabam distorcendo menos as bordas.

DA – Lentes projetadas exclusivamente para as câmeras digitais. A focagem muda de automática para manual girando simplesmente o anel de foco.

ED – Extra-Low Dispersion – Elementos Extra de baixa dispersão – Elementos mais caros, mas que permitem que a lente tenha uma menor dispersão de cores nas fotos.

FA – Série de lentes de auto-foco compatíveis com sistema de filme 35mm e com corpos de câmeras digitais.

FA-J – Linha de lentes de auto-foco sem anel de abertura, controladas eletronicamente.

IF – Internal Focusing – Foco Interno – A lente não muda seu tamanho durante a focagem. O foco é realizado através da movimentação dos elementos internos da lente.

SDM – Supersonic Drive Motor – Comando de Motor Supersônico – Equivalente da Pentax para as lentes USM da Canon.

SP – Super Protect – Super Proteção – Lentes SP possuem um elemento extra de proteção em sua superfície, que repele poeira, água e gordura.

SIGMA-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

APO – Apochromatic lenses – Lentes apocromáticas – Construídas com um cristal ótico SLD (Special Low Dispersion – Baixa Dispersão Especial), que reduz a distorção de cores nos elementos fotografados, aumentando a fidelidade e qualidade das imagens.

ASP – Aspherical Lenses – Lentes Asféricas – Com menos elementos óticos,  resulta em maior qualidade de imagem e uma lente mais compacta.

DG – DG lens for Digital/Analogue – Lentes para Digital/Analógico – São lentes desenvolvidas para câmeras digitais, mas podendo ser utilizadas em tradicionais.

DC – DG lens for Digital – Lentes DG para Digital – Foram feitas para se ajustarem aos sensores APS-C das câmeras digitais com fator de corte (Cropadas) e somente a eles.

DF – Dual Focus – Foco de duas formas – Esse sistema permite a manipulação fácil da lente e a correção do foco automático de forma manual. DL – Deluxe – De Luxo – Lentes com acabamento especial.

EX – Excelence Lens – Lentes de Excelência – São lentes da linha profissional.

FS – Floating System – Sistema Flutuante – O sistema flutuante controla o foco movendo os diferentes grupos, ele é encontrado nas lentes macro 50mm F2.8 EX DG e na grande angular 28mm F1.8 EX DG Aspherical macro.

OS – Optical Stabilizer – Estabilizador Ótico – Equivalente ao VR da Nikon e o IS da Canon.

RF – Rear Focusing – Focagem traseira – Apenas os elementos traseiros se movem na focagem, aumentando a velocidade da operação de auto-foco.

UC – Ultra Compact – Ultracompacta – Lentes leves e pequenas, que facilitam o manejo e transporte.

SONY-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

APO – Apochromatic Treatment – Tratamento apocromático – Tecnologia apocromática das lentes sony, reduzindo a distorção de cores nas imagens.

ED – Extra-Low Dispersion Glass – Elemento Ótico de baixa dispersão – Cristal especial com baixa dispersão de cor, por isso há um aumento da qualidade das fotos.

DT – Lentes Sony projetadas para sensores APS-C.

G – Golden – Douradas – Lentes de maior qualidade para câmeras Sony Minolta, sendo comparáveis às lente L da Canon.

HS – Alta Velocidade – Presente em algumas lentes G, que realizam foco mais rápido.

IF – Internal Focusing – O foco é realizado dentro da lente.

MD – Minimum Diaphragm – Diafragma Mínimo – Essas lentes têm uma aba para indicar sua abertura mínima.

MF – Manual Focus – Foco Manual – Lentes apenas com foco manual. Para operar nos corpos Sony Alpha, precisam de adaptadores.

SSM – Supersonic Wave Drive – Motor de Onda Supersônica – Semelhante ao USM da Canon ou AF-S da Nikon.

T – Treatment – Tratamento – Revestimento anti-refletivo desenvolvido pela Carl Zeiss nos anos 1970. Ela permite uma maior transmissão de luz, reduzindo reflexões dentro da objetiva. Todas as lentes de SLR Digitais possuem revestimentos semelhantes.

TAMRON-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

AD – Anomalous Dispersion – Dispersão Anômala – Possuem um tratamento especial que diminui a distorção das cores captadas pelas bordas da lente.

AD – Hybrid Aspherical – Dispersão Anômala Híbrida Asférica – Lentes com as mesmas tecnologias da AD, mas empregada em lentes com ranges grandes, deixando-as mais leves e menores. Por exemplo, a lente AF 28-300mm.

AF – Auto Focus – Foco Automátifo – A lente da câmera realiza o foco quando pressionado o botão de disparo até a metade.

A/M – AF/MF Switchover Mechanism – Mecanismo de Mudança de AF/MF – Lentes equipadas com um mecanismo de troca de foco automático para manual, com apenas um toque num botão, semelhante às lentes da Nikon e Canon.

ASL – Aspherical – Asférico – Lentes asféricas têm menor distorção nas bordas da lente e melhor compensação das aberrações esféricas.

DI – Digitally Integrated Design – Desenho Integrado para Digitais – Lentes adaptadas para SLRs digitais. Podem ser usadas em corpos 35mm e full-frame.

DI-II – Digitally Integrated Design II – Desenho Integrado para Digitais II – São lentes desenvolvidas exclusivamente para SLR digitais, não podendo ser usada em câmeras Full Frame ou de filme 35mm, por causa do fator de corte.

FEC – Filter Effect Control – Controle de Efeito de Filtro – É um acessório nas lentes Tamrom que é encaixado na boca da objetiva, permitindo o uso de filtros de efeitos. Muito útil para filtros degradês, cross-screen e multi-imagem, entre outros.

IF – Internal Focusing – Focagem Interna – Essas lentes realizam a focagem sem precisar alterar seu tamanho.

LD – Low Dispersion – Baixa Dispersão – Garante melhor qualidade da imagem, diminuindo a falta de nitidez, especialmente em focagens próximas nas tele-objetivas e lentes com design convencional.

LD – Hybrid Aspherical – Baixa Dispersão Híbrida Asférica – Possui a mesma tecnologia das lentes LD, mas são usadas em lentes com range (variação de comprimento).

SP – High-Performance Specifications – Especificações de alta performance – Realiza fotos com melhor correção de cores e maior nitidez.

VC – Vibration Compensation – Compensação de Vibração – Funciona como o VR da Nikon ou IS da Canon.

XR – Extra Refractive Index Glass – Vidro de Índice Extra Refrativo – Além de deixar as lentes mais leves e compactas, reduz diversas aberrações para o mínimo possível. Ela melhora a performance da imagem ao mesmo tempo que diminui a quantidade de elementos dentro do barril da lente.

ZL – Zoom-Lock Mechanism – Trava de Zoom – Trava que evita que o barril da lente deslize para frente, quando é transportada na câmera.

TOKINA-do-Artigo-O-que-significa-USM,-AF,-DX,-EF-S

AS – Aspherical Optics – Ótica Asférica – Em seu design ótico, a lente oferece elementos asféricos, que eliminam anomalias e outras distorções na imagem.

FC – Focus Clutch Mechanism – Mecanismo de aperto de foco – Permite que você  faça a focagem manual, mesmo quando a função de auto-foco da lente está ativada. O anel de focagem fica livre.

FE – Floating Element System – Sistema Flutuante de Elementos – Todos os pontos entre a distância mínima de foco e o infinito operam rapidamente.

F&R – Front & Rear Aspherical – Frente e Traseira Asférica) – O elemento asférico frontal possui 50mm e o traseiro, tem 20mm, melhorando a luminosidade das bordas e corrigindo aberrações esféricas.

HLD – High-refraction, Low Dispersion – Alta Refração, Baixa Dispersão – Lentes grande angulares e zoom com maior qualidade dos elementos óticos. Possuem alta refração e baixa dispersão de luz em seus elementos.

IF – Internal Focus System – Sistema de Foco Interno – Os elementos óticos se movem dentro da lente, sem alterar seu tamanho.

IRF – Internal Rear Focus System – Sistema de Foco Traseiro Interno – Aumenta o proveito do foco em lentes teleobjetivas com mais de 300mm movendo apenas os elementos traseiros da lente, na hora da focalização.

MC – Multi-Coating – Multi-Revestimento – Tecnologia desenvolvida pela Tokina que reveste os elementos óticos, garantindo menos reflexão nas lentes, diminuindo o efeito do Flare.

One Touch FC – One Touch Focus Clutch Mechanism – Mecanismo de aperto de foco com um toque – Com apenas um toque, você pode mudar da função de auto-foco para foco manual.

SD – Super Low Dispersion – Dispersão Super Baixa – As lentes Tokina SD possuem elementos especiais diminuindo as distorções de cor nas fotos.

Conclusão

Ufa, são muitas siglas, não é mesmo? Mas tenho certeza que agora ficou mais fácil de entendê-las!

Você já pode pegar aquela sua lente e vê-la com olhos completamente novos! E quando for comprar a sua próxima, você já vai sair dizendo para o vendedor:

Eu quero uma lente Canon EF 70-300mm f4-5.6 IS USM! E tenho dito 😉

Espero que tenha sido útil, não deixe de compartilhar suas impressões sobre o artigo nos comentários e também compartilhar no Facebook  e as outras redes. Ah, avalie também o artigo nas estrelinhas aí de baixo, é importante para nós para podermos continuar desenvolvendo conteúdo interessante.

Um grande abraço e até breve!

 Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil

Shutter count – Afinal, quanto dura minha máquina digital?

Shutter count – Afinal, quanto dura minha máquina digital?

O tema deste artigo é uma das questões que quando se está fotografando por hobby, normalmente não nos preocupamos muito, mas com o tempo isto passa ser uma preocupação enorme, já que todas as nossas câmeras digitais possuem vida útil!

Nós sabemos que a grande vantagem da fotografia digital é não precisar se preocupar com os custos do filme ou mesmo da revelação, o que nos leva a imaginar que podemos fotografar sem limites, mas dependendo de como você fotografa, não é bem assim.

E como a vida útil é medida? Shutter count!

Pelos números de cliques! A maioria das câmeras reflex consideradas amadoras, sobrevivem na média a 50mil cliques e por aí você já percebeu que se você fotografar bastante, isso pode ser alcançado em 1 ano!

Exagero? Há alguns anos eu fiz uma viagem pros Estados Unidos e fiquei 40 dias lá. Eu saía com minha câmera recém comprada TODOS os dias e voltei com 8.000 fotos! Aí você acha que ninguém precisa desta quantidade de fotos e eu concordo, mas se fizermos as contas dá 200 fotos por dia. Você provavelmente já tirou muito mais fotos em um dia só!

Um dos motivos que faz seu número de cliques aumentarem rapidamente é utilizar o modo contínuo (bursts), que é aquela opção em que a câmera fica disparando várias fotos enquanto você aperta o botão do obturador continuamente e em algumas situações é muito útil, mas nem sempre a melhor caso sua câmera já tenha alguns bons dias de utilização J

Os números de cliques são iguais para todas as câmeras?

Não, o número de cliques varia de acordo com cada modelo de câmera. As mais profissionais, por exemplo, possuem obturadores mais resistentes e duram em MÉDIA de 100mil a 150mil cliques, podendo chegar a 200mil ou mais dependendo da câmera. Esses números são indicados pelos próprios fabricantes e são vitais principalmente para fotógrafos profissionais que precisam incluir no seu custo o valor da troca da câmera.

Em quanto tempo vou precisar trocar minha câmera?

Esse tempo está diretamente ligado ao modelo da sua câmera, e ao uso que você faz dela. Já ouvi em um congresso fotográfico, histórias de fotógrafos profissionais que trocam suas câmeras a cada 4 meses, isso mesmo, porque o volume de trabalho é gigantesco, então eles usam suas câmeras até a metade da vida útil, e vendem enquanto podem, e aí compram novas para garantir um trabalho mais seguro.

Eu como sempre fui aficionada por tirar fotos, minhas câmeras amadoras duravam em média de 2 a 3 anos, enquanto que profissionalmente elas não costumam chegar a 1 ano e meio. E isto também está ligado ao tipo de fotografia, quando fotografo mais em estúdio, o gasto é muito menor, do que em eventos. Em um casamento você pode facilmente fazer mais de 3.000 fotos em um único dia, não discutirei aqui sobre a real necessidade da quantidade de fotos, porque isto depende do tamanho do evento, do tipo de fotógrafo que você é entre outros detalhes.

Oficialmente…

Esses são dados oficiais das duas maiores empresas de equipamentos fotográficos, as nossas conhecidas CANON e NIKON:

No site do suporte da NIKON nos Estados Unidos, eles respondem a pergunta de quantas fotos minha câmera é capaz de fazer, com uma resposta que reproduzo aqui por ser bem pertinente e acaba servindo como parâmetro para a vida útil de quase todas as marcas.

“As câmeras DSLR Nikon incorporam um mecanismo de obturador capaz de se mover muito rápido para ajudar a capturar detalhes. A precisão mecânica necessária para alcançar velocidades de obturador até 1/8000s é inspiradora. No entanto, como acontece com qualquer coisa mecânica, ele pode precisar de reparos ou até ser substituído um dia.

Não há nenhuma maneira de dizer com precisão o número total de vezes que o obturador da câmera foi liberado. Embora existam aplicações de software de terceiros projetados para ler a contagem dos obturadores das câmeras, esse número não é sempre preciso, porque os tempos de liberação do obturador podem ser redefinidos por atualizações de firmware, ou serem zerados na assistência técnica, se certas partes forem substituídas ou certas operações forem executadas.

Uma vez que o número exato de liberações do obturador antes da falha não pode ser exatamente calculado, a fórmula usada para estimar quando ela poderá ocorrer chama-se de MTBF (Mean Time Between Failures). MTBF é um sistema matemático que utiliza a análise estatística para projetar uma ‘vida útil’ média esperada de um determinado item. Com base em testes e desempenho passados, podemos formular um número médio estimado de liberação do obturador (também referida como atuações ou ciclos) que podem ser esperados antes da provável falha do obturador.

O termo médio é referente a uma média aritmética e não a um número real de quantidades exatas, podendo ser maior ou menor. Nós compilamos uma pequena lista de vários modelos da Nikon e os dados de teste para cada um. “Estes dados estão disponíveis apenas para os modelos listados abaixo.”

LogoNikon-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

Modelo Número estimado de liberação do obturador
 D4S, D4 Testado até 400,000 ciclos
 D3 – series Testado até 300,000 ciclos
 D800 (E)  Testado até 200,000 ciclos
 Df Testado até 150,000 ciclos
 D700 Testado até 150,000 ciclos
 D610D600 Testado até 150,000 ciclos
 D300 (s) Testado até 150,000 ciclos
 D7100, D7000 Testado até 150,000 ciclos
 D90 Testado acima de 100,000 ciclos
 D5300 / D5200 / D5100 / D5000 / D3200 / D3100 / D3000 Testado acima de 100,000 ciclos
 Nikon 1 Número estimado de liberação do obturador
V2,  V1 Testado acima de 100,000 ciclos

Já no caso das câmeras CANON, a Digital Picture publicou o último release oficial de vida útil dos obturadores da CANON:

LogoCanon-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

  • Canon EOS Digital Rebel XS / 1000D 100,000
  • Canon EOS Digital Rebel T1i / 500D 100,000
  • Canon EOS Digital Rebel XSi / 450D 100,000
  • Canon EOS Digital Rebel XTi / 400D 50,000
  • Canon EOS Digital Rebel XT / 350D 50,000
  • Canon EOS 70D 100,000
  • Canon EOS 60D 100,000
  • Canon EOS 50D 100,000
  • Canon EOS 40D 100,000
  • Canon EOS 30D 100,000
  • Canon EOS 20D 50,000
  • Canon EOS 7D 150,000
  • Canon EOS 6D 100,000
  • Canon EOS 5D Mark III 150,000
  • Canon EOS 5D Mark II 150,000
  • Canon EOS 5D 100,000
  • Canon EOS 1D X 400,000
  • Canon EOS 1D Mark IV 300,000
  • Canon EOS 1D Mark III 300,000
  • Canon EOS 1D Mark II N 200,000
  • Canon EOS 1DS Mark III 300,000
  • Canon EOS 1DS Mark II 200,000

Aprendendo com os outros…

Existe um banco de dados compartilhado por vários usuários, e isto pode te incluir, onde você encontra a vida útil de centenas de modelos de câmeras, como o próprio nome indica: Camera Shutter Life Expectancy Database. (Banco de dados de expectativa de vida de obturadores de câmeras) 😉

Basta digitar o modelo da sua câmera e você será levado a uma tela com estatísticas feitas em cima de situações reais:

Canon-EOS-40D-Shutter-Life-LOW-Artigo-Quanto-dura-minha-câmera-digital

CLIQUE PARA VISUALIZAR EM TAMANHO GRANDE

E porque eu escolhi a 40D pra exemplificar? Porque me achei nos resultados!

Camera-Shutter-Life-Simxer-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

Eu havia colocado a minha informação quando ela tinha apenas 31.643 cliques e só pra você ter uma ideia, ela está com mais de 102.524 cliques, claro que ela já está profissionalmente aposentada há muito tempo, mas funciona muito bem na mão de vários alunos do meu workshop!

Voltando às informações do Camera Shutter Life, você tem o resultado de quantos cliques os obturadores aguentaram vivos e a média de cliques depois eles já morreram:

Continuando a usar a D40 como modelo:

Average number of actuations after which shutter is still alive: 51,939.3
Average number of actuations after which shutter died: 85,638.6

Você pode perceber que no caso da minha câmera, ela está acima da vida útil e que a maioria das câmeras que enviaram o teste, no dia em que escrevo este artigo são 772 envios, morreram antes da expectativa oficial da CANON.

E é claro que você vai perceber que alguns modelos alcançam números assustadores de cliques, existem muitos casos de câmeras que duraram acima de 500Mil cliques ou até 800Mil cliques, o que praticamente se tornou uma lenda urbana 😉

Você também pode colaborar com este banco de dados, se não souber o número de cliques da sua câmera, continue lendo que irá aprender como descobrir, depois é só colaborar com o site do Camera Shutter Life…

Inserindo-Contador-No-Camera-Shutte-rLife-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

Como descubro quantos cliques tem minha câmera?

Para a maioria das câmeras o site  Camera Shutter Count pode ajudar, basta fazer o upload de uma imagem e aguardar o resultado. Ele faz a contagem de alguns modelos das marcas: CANON, NIKON, PENTAX e SANSUNG. Mas nem sempre funciona, eu mesma fiz testes com algumas fotos da 60D e da 5D, mas só as da Canon 5D funcionou.

Camera-Shutter-Count-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

E como a CANON não armazena no Exif das suas câmeras esta informação, a outra opção é o programa EOS Info da AstroJargon, ele é um programa freewarwe, e irá fornecer a contagem do obturador, o número de série, o modelo da câmera, a versão do firmware, bem como o proprietário e datar os resultados também. EOSInfo funciona com quase qualquer DSLR, com exceção do 500D (até pode funcionar, teste pra ver). Como isso funciona? Basta conectar a câmera ao seu computador através de um cabo, execute o programa e – voila! Os seus dados estão lá para você analisar. Não está disponível para Macs, apenas para PC. O EOSInfo é a versão atualizada da 40D Shutter, a edição anterior, que – apesar do nome – funcionava em quase todas as câmeras com DIGIC III / IV DSLRs, exceto a série 1D. Aliás, foi com ele que eu vi o número de cliques da Canon 40D!

Já a NIKON tem as opções de usar o site My Shutter Count, que funcionou direitinho aqui com uma foto da D800.

My Shutter Count

MyShutterCountLow-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

CLIQUE PARA VISUALIZAR EM TAMANHO GRANDE

Resultado do My Shutter Count

 

MyShutterCountResultadoLow

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Ou pode usar o programa Opanda IExif que eu reproduzo as fotos aqui, e com a vantagem de ser zilhões de vezes mais rápido do que os serviços onlines, mas só funciona para Windows…

OPanda-iExif-Resultado-Low-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

CLIQUE PARA VISUALIZAR EM TAMANHO GRANDE

Você ainda tem o site Nikon Shutter Count, e esse eu testei com a D700 e também funcionou perfeitamente!

Nikon-Shutter-Count-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

Resultado da Nikon Shutter Count

Nikon-Shutter-Count-resultado-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

E ainda a possibilidade de ver a quantidades de cliques no próprio Photoshop, eu usei o CS6, mas deve funcionar em outras versões, basta abrir um arquivo .NEF ou mesmo .JPG.

FileInfo-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital visualizar as informações da foto (Botão direito em cima da imagem>File Info, OU o atalho Ctrl+Alt+Shift+I) e na aba “Raw Data” faça uma busca por “image” e aparecerá nos resultados <aux:ImageNumber>nº de cliques</aux:ImageNumber> como na imagem abaixo:

Raw-Data-Photoshop-Low-Artigo-Quanto-dura-minha-máquina-digital

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Qual a utilidade de saber disso?

A principal é ficar atento a quantidade de cliques que você já fez, isso ajuda a saber quando você precisa fazer algum tipo de manutenção, por exemplo.

Mas eu acredito que a MAIOR utilidade está em poder ter um pouco mais de segurança caso resolva comprar uma câmera USADA, tendo conhecimentos destas técnicas, ninguém vai te vender gato por lebre 😉

Espero que tenha sido útil este artigo e que você compartilhe com a gente sua experiência com a quantidade de cliques da sua câmera!

Até a próxima e bons cliques!

Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil

Telefotos, pra que servem e como escolher

Telefotos, pra que servem e como escolher

Falaremos no texto de hoje sobre lentes, em especial as lentes telefoto. Explicaremos sua funcionalidade e como elas são úteis para fotografar situações específicas, como por exemplo, fotografar esportes. Você deve saber como é complicado fotografar alguém em movimento, competições de corrida ou dança, situações dessa categoria. Será que as lentes telefoto podem te ajudar a ter mais qualidade nas fotografias de esporte?

Telefoto ou teleobjetiva

 

Elas são o mesmo tipo de lente, mas podem ser chamadas dos dois nomes. São lentes especiais que atingem longo alcance e tem a finalidade de aproximar mais o objeto do nosso olhar.

Como funciona

As telefotos conseguem o objetivo porque o comprimento da lente é menor do que a distância focal, que normalmente é de 50 mm.  Elas são perfeitas para fotografar pessoas ou objetos distantes e comprimem o espaço, nos aproximando do que queremos fotografar, visualmente, não fisicamente.

Investimento

Telefotos, pra que servem e como escolher

As teleobjetivas de 300 mm, 400 mm pra cima, são as mais caras, necessitando maior investimento, mas, com certeza, são as melhores para a obtenção do objetivo. Se você for fotografar esportes, shows, ou outro evento que necessitar ficar um pouco mais distante, com certeza vale a compra de uma telefoto de 400 mm. As telefotos também são excelentes para quem é paparazzi.

Situações adequadas

As teleobjetivas são específicas para certas situações, já citadas anteriormente. Para fotografar esportes ou cenas de movimentação, elas são excelentes e devem ser acompanhadas de outros equipamentos.

Pense em uma criança se movimentando, brincando em um parque da cidade. Para fotografar essa situação, o adequado seria uma teleobjetiva de 100 ou 200 mm e de uma abertura grande. Seria necessário um investimento alto e não é todo fotógrafo que é capaz de investir um valor considerável, por isso, algumas dicas são necessárias para que se obtenha um bom efeito sem que seja obrigatório o desembolso de uma quantia alta.

Esportes para fotografar

Telefotos, pra que servem e como escolher

A gente fala em esportes no Brasil e já se pensa em futebol, né? Mas, existem outras modalidades que produzem resultados fantásticos em boas fotografias. Pense em um garoto surfando ou andando de skate ou então em uma corrida automobilística. Você precisará saber o momento ideal para a produção de boas fotografias, por isso é importante que você conheça o esporte e, se possível esteja perto para fotografar com o melhor ângulo. Conheça o candidato mais forte em uma competição e esteja atento a todos os seus lances, a não ser que o concorrente dele seja seu filho 😉

Use teleobjetivas caso você não possa estar perto do assunto a ser fotografado. No caso de esportes, pode ser que você não consiga estar logo atrás do gol ou nas arquibancadas mais próximas, por isso irá precisar de uma ajuda extra. É aí que entram as teleobjetivas.

Com elas você conseguirá captar detalhes mesmo à distância. E o melhor, mantendo a qualidade e não deformando as imagens.

É importante lembrar que são lentes mais escuras do que as outras, muitas começam com a maior abertura em F4.0! E são mais sensíveis aos movimentos, por isso estar com a câmera estabilizada, de preferência em um tripé, é essencial quando estiver usando milimetragens altas.

Mas elas não deixam você perder nenhum detalhe importante. Elas não te deixam na mão mesmo! As teleobjetivas podem ser de 75 e 200 mm e acima desse valor (300, 400, 600 e 800 mm) elas são chamadas de superteles. Com certeza, quanto maior a milimetragem, maior o investimento, mas também, melhor a qualidade.

Escolha da objetivaTelefotos, pra que servem e como escolher

Obviamente, a escolha da objetiva geralmente se dá pelo preço de cada. Por isso, conheça as vantagens de cada uma e avalie o custo x benefício, sim, o famoso, essencial e determinante fator para todas as escolhas em termos de equipamentos que você possa vir a ter, o custo x benefício!

As teleobjetivas de 75 a 200 mm são boas para fotografar assuntos distantes e também retratos, fazendo eles parecerem mais próximos do que realmente estão e também com menor profundidade de campo.

Já as superteles são lentes que possuem 200 mm ou mais e com elas você conseguirá fotografar assuntos muito mais distantes do que as teleobjetivas acima. São excelentes para fotografar celebridades inacessíveis, animais, etc. O que você deseja fotografar parecerá muito mais próximo, mas é necessário, como eu disse, o uso de tripés.

Para as fotografias de esportes, por exemplo, provavelmente você só precisará das lentes telefotos, de até 200 mm. Para que seu objetivo seja atingido, chegue cedo e garanta um bom lugar e, se as cadeiras forem numeradas, adquira um ingresso mais próximo do evento, isso vai te ajudar bastante para conseguir closes realmente incríveis.

Medidas

Para você ter uma noção da real da necessidade de cada lente, uma teleobjetiva de 200 mm aproxima a imagem de você em torno de 4 vezes, enquanto a de 400 mm aproxima o dobro, 8 vezes.

A vantagem das lentes superteles é indiscutível, mas é preciso ficar atento ao valor delas. Avalie sua situação e saiba qual a lente que mais se adequa a sua vida profissional e ao seu bolso, principalmente.

Fator de corte

Não se esqueça de que se sua câmera tem um sensor “cropado”, ou seja, se ela não é uma “Full frame” você ganhará mais zoom ainda com as lentes teleobjetivas, se tem dúvidas como isso influencia, leia o artigo “Fator de corte” para entender melhor.

Estabilizadores

Telefotos, pra que servem e como escolher

 

E por último e não menos importante. São os estabilizadores de imagem que ajudam as teleobjetivas a não tremerem, nas lentes mais populares, as siglas são as seguintes:

Nikon – VR

Canon – IS

Sigma – IS

Tamron – VC

Eu tenho um “causo” de uma aluna minha que comprou uma lente 70-300 mm, mas quis economizar U$100.00 e preferiu o modelo sem estabilizador. Ela deixou a lente comigo durante um workshop e mesmo eu tendo bastante treino em firmar a lente, não consegui fotografar perfeitamente acima de 100 mm sem tremer, mesmo com a câmera apoiada em meu joelho. Provavelmente com um tripé ela se sairia melhor, e eu também, mas a expectativa dela era fotografar na mão mesmo, o que não seria possível em milimetragens altas sem o estabilizador.

A melhor foto que consegui, foi essa aí debaixo que você pode perceber no detalhe que não está nenhuma Brastemp. Ela foi feita com 300 mm e evidentemente o motivo está parado…

Telefotos, pra que servem e como escolher

Aí você até pode pensar, puxa achei que estaria pior, neste caso, não seria um problema pra você uma lente dessas 🙂 Mas acredite, uma boa lente teria um resultado bem melhor em termos de nitidez.

E claro que nunca é demais lembrar que você precisa olhar os reviews das lentes antes de comprar, eu uso o Photozone, é em inglês, mas você não precisa entender absolutamente tudo que está escrito, eles tem um resumo no final no “Sample images & Verdict”, ou seja, “algumas imagens e veredito”, e é justamente este veredito que me interessa, porque é muito objetivo. Eles ranqueiam de 1 a 5 estrelas:

  1. Qualidade ótica – O mais importantes de uma lente.
  2. Qualidade mecânica – Também importante, mas dependendo do caso, não necessariamente o parâmetro determinante pra compra.
  3. Preço e desempenho – O nosso inestimável, custo x benefício.

E porque eu gosto tanto do Photozone? Porque todas as lentes que eu já fotografei, bateram com o reviews dele e isso me dá tranquilidade de usá-los como referência.

Você pode olhar os reviews em outros sites, desde que leia o que está escrito, não se baseie pelas estrelas, por exemplo.  Já vi lente com saldo final de 1 estrela na BH, por exemplo, e quando você vai ver, o ranqueamento baixo é porque um deles é de um cara que ficou chateado porque a Canon não mandou o manual na caixa, o outro é porque um e-mail voltou, sei lá, motivos que não deveriam interferir no ranqueamento do equipamento, mas acaba ficando lá pros mais apressados desistirem. Por isso, acho menos trabalhoso ir para os sites especializados logo.

E para não haver dúvidas…

Um exemplo de uso do review, vou usar a famosa 70-300 mm da Nikon usando uma D7200 ou qualquer câmera cropada. Também estou partindo do principio que você quer saber quais são as opções de lentes pra você. Se você já souber o modelo, é só ir na busca do site.

Neste link você chega à página de reviews de lentes do Photozone.

E lá você vai encontrar os vários modelos de câmeras, e no meu caso vou escolher Nikon DX (APS-C), certo? Porque a D7200 não é full-frame (Full format), se estiver muito na dúvida, as câmeras profissionais, e bem mais caras, são as Full-frames.

  1. Canon EOS (full format)
  2. Canon EOS (APS-C)
  3. Nikon FX (full format)
  4. Nikon DX (APS-C)
  5. Nikon CX
  6. Sony NEX
  7. Sony Alpha (APS-C)
  8. Sony Alpha (full format, A- & E-mount)
  9. Pentax K
  10. Four-Thirds
  11. Micro-Four-Thirds
  12. Samsung NX
  13. Fujifilm X
  14. Leica M

O link irá me mostrar as minhas possibilidades, e agora vou clicar em cima da lente que quero conhecer melhor e aproveito pra deixar o link também da 70-300 mm sem estabilizador.

  1. Nikkor AF 70-300mm f/4-5.6 D ED 
  2. Nikkor AF-S 70-300mm f/4.5-5.6 G IF-ED VR

Você verá que o resultado em estrelas das duas lentes são seguintes:

70-300 mm VR (com estabilizador)

  1. Qualidade ótica – 3 estrelas.
  2. Qualidade mecânica – 3,5 estrelas.
  3. Preço e desempenho – 3,5 estrelas.

70-300 mm (sem estabilizador)

  1. Qualidade ótica – 2 estrelas.
  2. Qualidade mecânica – 2 estrelas.
  3. Preço e desempenho – 2 estrelas.

Assim não fica difícil escolher, né?

E é isso, espero que o artigo tenha te ajudado a entender melhor sobre as lentes teleobjetivas.

Não deixe de compartilhar com a gente as suas experiências e opiniões!

         E hasta!

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Fator de corte, uma questão de tamanho!

Fator de corte, uma questão de tamanho!

Estamos aqui de novo para falar sobre dicas de fotografia. Esperamos que você as tenha aproveitado e que suas fotos tenham ficado melhores porque você agora já é um fotógrafo melhor, mesmo que de forma ainda iniciante. Nossa dica de hoje é sobre fator de corte. Vamos lá?

Fator de corte

© Jociana Ueland

O que é corte?

Primeiramente, explicaremos alguns conceitos, para você entender e acompanhar sobre o que estamos falando. Corte em fotografia é a mesma palavra que em outros significados, tem a ver com o quanto da imagem será captada pela lente, ou seja, o quanto da imagem será cortada. Isso vai depender do sensor da câmera. Dependendo do sensor, algumas imagens terão cortes maiores e outras, consequentemente, menores.

Sensores das câmeras

Existem sensores de diversos tamanhos, sendo que o tamanho base é de 35 milímetros. Câmeras que possuem o tamanho base de sensor são chamadas de full frame e, não sei se você recorda, são do mesmo tamanho daqueles rolos de filme de antigamente. Sensores com tamanho menor do que o base são chamados de APS – C. Você observará que o tamanho padrão de 35 milímetros, na verdade, possui dimensões de 36 x 24 mm. Para saber a diferença no fator de corte, se for possível, faça fotos com câmeras com sensores de diferentes tamanhos: um com full frame e outro com APS – C. Você irá reparar que as fotos são iguais, se forem feitas com a mesma resolução e as mesmas características, tendo como única diferença a borda cortada, que na com full frame será menor esse corte. Com uma câmera full frame, você terá muito mais da foto retratada do que nas APS – C.

Fator de corte (ou crop fator)

Fator de corte, uma questão de tamanho

©Jociana Ueland

Agora você já sabe que as bordas são definidas, ou cortadas, pelo sensor da câmera. Mas qual o fator de corte? Como saber quanto da foto será cortado? Precisamos usar um pouco de lógica para entendermos o fator de corte.

Quando cortamos um pedaço da imagem, supõe – se que, quanto menor o sensor, maior a distância focal da lente. Agora precisamos usar um pouco de Matemática. Sim, para fotografia também usam – se cálculos e eles fazem diferença nas fotos feitas.

Temos, por exemplo, uma câmera com sensor de 22 x 15 mm, ou seja, APS – C, pois é menor do que o tamanho base dos sensores. Utilizando uma lente de 31 mm com esse sensor, ela fará a mesma fotografia que uma câmera com lentes de 50 mm e full frame (sensor de 36 x 24 mm) faria. Para saber o fator de corte, dividimos o tamanho das lentes, ou seja, 50 dividido por 31 e chegamos ao valor de 1.6. Esse é o fator de corte deste sensor. E se você souber o fator de corte e deseja saber quais lentes usar, qual o cálculo a ser feito? Pois é, Matemática de novo! É só fazer o cálculo inverso. Temos um sensor APS – C e desejamos saber qual lente usar, com o fator de corte 1.6. Pegamos o valor de 50 mm (lentes para sensores full frame) e dividimos esse valor pelo fator de corte (1.6), obtendo o número 31. Consequentemente, descobrimos que, para utilizar sensores APS – C e termos fotos iguais a aquelas feitas com câmeras de sensores full frame e lentes de 50 mm, precisamos de lentes com 31 mm, se utilizarmos o mesmo fator de corte.

Um sensor full frame é aquele que capta um tamanho maior da fotografia, enquanto sensores APS – C irão fazer fotografias menores, ou seja, irão cortar mais da fotografia e a cena retratada será menor. Por isso, fazendo o cálculo do fator de corte, você poderá aproveitar mais da cena e captar mais lembranças.

Aumentando o fator de corte, as lentes irão se comportar da mesma forma, ou seja, elas não sofrem mágica e mudam a medida. O que acontece é que as lentes de 50 mm até podem aumentar as bordas e cortar 80 mm, mas seu comportamento ainda é de uma lente de 50 mm, mantendo a mesma profundidade de campo e todas as suas outras características.

Isso é válido demais, porque as câmeras que possuem sensores full frame são aqueles que simulam as câmeras antigas de filme e são, em sua maioria, utilizadas em câmeras mais caras. Utilizando – se do fator de corte, você terá fotografias maiores, semelhantes à aquelas das câmeras de ponta.

Principais fatores de corte

Fator de corte, uma questão de tamanho

Os fatores de corte mais comuns das câmeras atuais são 1.5 e 1.6. O que os fabricantes de câmeras tem feito atualmente são câmeras com sensores menores, com lentes menores e mais leves.

Principais fatores de cortes

   1.7 × – Sigma DP1, DP2 Sigma, Sigma SD15, SD14 Sigma, Sigma SD10, Sigma SD9.

   1.62 × – Canon EOS 7D, 50D, 60D, 70D, 600D (T3i/X5), 650D (T4i/X6i), 700D (T5i/X7i), 1100D (T3/X50), 1200D (T5/X70), Canon EOS M.

   1.57x – Nikon D3100, Nikon D3200

   1.54 × – Pentax K-01, K-50, K-500, Samsung NX

   1.53 × – Pentax K-3, Nikon D3300, Nikon D5300

   1.52 × – Todos formato DX da Nikon câmeras DSLR, exceto D3100, D3200, D3300 e D5300; todos Fuji; Sony (exceto para o full-frame α 850, 7 e α α 7R); Sigma SD1, Sigma SD1 Merrill, Sigma DP1 Merrill, Sigma DP2 Merrill.

    1.3 ×  – Canon EOS-1D Mark IV, 1D Mark III, 1D Mark II (e Mark II N), EOS-1D, Kodak DCS 460, DCS 560, DCS 660, DCS 760, Leica M8, M8.2

Nem todas as lentes são compatíveis com sensores full frame e, por isso, você deve ficar atento quando comprar uma para sua câmera. As marcas designam as seguintes terminações de lentes para as suas respectivas câmeras:

  1. Canon: EF-S
  2. Konica Minolta: DT
  3. Nikon: DX
  4. Pentax: DA
  5. Samsung: NX
  6. Sigma: DC
  7. Sony: DT, E.
  8. Tamron: Di II
  9. Tokina: DX

 

Ou seja, se você tem uma câmera que possui fator de corte (conhecidas como cropadas) e precisa de uma lente, é só buscar nos mercado lentes com a terminação correspondentes, por exemplo, a Nikon D3200 que possui fator de corte 1.52, é só procurar por lentes DX.

E como já escrevi anteriormente, eu indico sempre dar uma olhada no site do Photozone, mesmo sendo em inglês, no final eles sempre fazem uma análise da qualidade ótica, da qualidade mecânica e do custo x benefício e esse último muito nos interessa, né?

Aqui no site tem este artigo “Lentes Nikon, lentes Canon, lente o quê?” onde você pode entender um pouco melhor sobre os tipos de lentes.

E na prática o que isso importa pra mim?

Fator de corte, uma questão de tamanho

Clique na imagem para ver em tamanho completo

Explicando a imagem. Como você pode perceber, a imagem da garota foi feita 4 vezes, mas se usou somente 3 resultados:

Quando usamos uma lente 50mm em uma câmera Full Frame e em uma câmera cropada, os resultados são bem diferentes, você pode perceber no 1º e 2º resultados, mas quando usamos uma 70mm em uma Full Frame, o resultado se aproxima bastante da cropada de 50mm, como visto no 2º e 3º resultado.

Atualmente nós estamos acostumados às lentes grande angulares das câmeras compactas e celulares, e isso traz muito conforto na hora de fotografar, quando “evoluímos” para equipamentos com fatores de corte, é comum sentir o desconforto, por que não dizer a frustração de não conseguir fazer o mesmo enquadramento.

Essa perda pode ser útil em alguns casos porque você acaba ganhando mais zoom, mas por outro lado, dependendo do tipo de fotografia que você faz, isso vira uma tortura 🙂

Eu vivia uma situação “estressante” quando comecei a fotografar eventos profissionalmente (minha câmera também tinha fator de corte) e o meu sócio, uma Full frame. Toda vez que eu precisava fotografar um grande grupo, a minha primeira preocupação era a distância que eu teria que ficar pra enquadrar, já que a mesma lente em câmeras com e sem fator de corte, enquadram áreas bem diferentes…

Ah, então eu preciso de full frame? Talvez não, mas é bastante aconselhável que você entenda que quando sua câmera vem com uma lente de KIT 18-55mm, na verdade você possui aproximadamente uma 27-82mm (18 x 1.5 e 55 x 1.5), ou seja, nem tem grande abertura, nem grande zoom.

Vale estudar esse conceito e aplicar no entendimento de como sua câmera funciona, sempre visando em um resultado melhor!

       Até a próxima!

Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil