Comprei Minha Primeira DSLR, e agora?

Comprei Minha Primeira DSLR, e agora?

Se você gosta de fotografia, com certeza já ouviu falar no termo DSLR, que vem associado a grandes câmeras com resultados incríveis, na verdade elas possuem possibilidades de resultados incríveis…

Bom, então diante de tanta sedução você comprou a sua primeira DSLR na esperança de fotos melhores e descobriu que ela parece ter mais funções do que gostaria… Esse artigo é pra te ajudar a entender melhor por onde começar sua jornada fotográfica, afinal, pode ser desafiador saber por onde começar, não?

O Que é Uma DSLR?

 

DSLR

DSLR via Shutterstock

 

Essa é uma dúvida mais comum do que se imagina, hoje em dia as propagandas de câmeras fotográficas cada vez mais optam por anunciá-las como semiprofissionais ou até profissionais, mesmo para modelos que estão longe disso, como as câmeras superzoons, aquelas mais gordinhas e que não trocam de lente, mas que levam muitos a ficarem na dúvida se elas também são DSLR, e não, não são!

Simplificando, tecnicamente DSLR significa “Digital Single-lens Reflex Cameras”, por isso elas também são chamadas de câmeras Reflex, e elas tem esse nome porque usam um sistema mecânico de espelhos e pentaprisma para direcionar a luz da lente para um visor óptico na parte traseira da câmera. E é justamente isso que as tornam tão fascinantes, o espelho mostra no visor ótico (viewfinder) a cena real que irá fotografar.

Viewfinder

Viewfinder via Shutterstock

 

As câmeras DSLR trocam de lente, o que aumenta e muito as suas potencialidades. É como se você pudesse trocar os pneus do seu carro, e então ele se transformasse em um carro corrida de F-1, ou ainda coloca-se pneus especiais e ficasse habilitado para correr rallys, por exemplo, seria o máximo!

Então quando compramos nossa primeira DSLR, elas vem com a lente mais versátil possível, seria o nosso pneu de carro de passeio, não dá pra fazer Rally, nem tão pouco competir na F-1, mas dá pra andar, e quanto mais aprendemos a pilotar, melhor será nosso resultado.

Quando a gente compra o nosso primeiro carro, a gente já aprendeu a dirigir, o mesmo não costuma acontecer quando compramos a nossa primeira DSLR, geralmente não temos intimidade nem com a câmera, nem com suas principais funções.

Primeiros Acessórios

 

Você já deve ter ouvido o termo “Reino da Necessidades”, certo!? Geralmente quando compramos nossa primeira DSLR, não é só a câmera que é necessário adquirir, como estou falando com fotógrafos iniciantes, considero que já deva estar incluído uma lente de Kit, geralmente a 18-55mm. A lente é o primeiro e primordial acessório para uma DSLR, sim, é um acessório, até porque você pode comprar só o corpo de uma câmera DSLR, caso já tenha alguma lente compatível.

Eu aconselho adquirir alguns outros acessórios que são muito úteis, alguns servem tanto pra você que pretende fotografar só por hobby e não pensa em estudar nada de fotografia, ou pra quem pensa em entrar no mercado de trabalho e fotografar profissionalmente, independente do nível da sua primeira DSLR.

Cartão de Memória – Esse não é opcional, você terá que comprar junto com sua primeira DSLR, se comprar em uma loja física, grandes chances do vendedor já saber qual é o melhor cartão para o tipo de câmera que está comprando, sim, eles podem ser de tecnologias diferentes, mas não se preocupe que o manual da sua câmera vem dizendo exatamente todos os tipos compatíveis. Você pode descobrir com antecedência lendo o manual do modelo que pretende adquirir, aqui mesmo no Foto Dicas Brasil temos um Banco de Manuais Fotográficos Colaborativo onde você pode fazer essa busca.

Cartões-de-memória2

Cartão de Memória  via Shutterstock

 

Outro ponto importante que você precisa ficar atento é o tamanho do cartão de memória, para fins profissionais, o ideal é que sejam grandes, geralmente iguais ou acima e 64GB, porque espera-se que você fotografe em Raw, formato de arquivo que é bem maior que o nosso padrão JPEG, e por isso, ocupa muito espaço. Se for só por hobby, dependendo do quanto pretende fotografar, geralmente cartões de 4GB, 8GB ou 16GB são mais que suficientes.

Filtro UV – Para proteger sua lente de danos maiores em caso de quedas, e também de sujeiras e arranhões, serve para hobbystas ou futuros profissionais e você vai precisar de um filtro para cada lente que tiver, principalmente se os diâmetros das lente forem diferentes, como eles precisam encaixar perfeitamente, compramos para o mesmo diâmetro indicado na sua lente por esse símbolo , a 18-55mm da Canon possui 58mm de diâmetro para o filtro, já a 18-55mm da Nikon de 52mm. Muitas lentes também trazem essa informação atrás da tampinha da lente.

Você pode aprender mais sobre filtros fotográficos aqui: Filtros fotográficos, o que são e pra que servem?“.

Bateria Extra – Câmeras mais avançadas costumam ter baterias que duram muito, as DSLR´s profissionais duram uma eternidade, mas todo fotógrafo profissional tem mais de uma! Não se pode correr o risco de perder nenhuma foto por causa de energia. Não sei quanto tempo você pretende fotografar continuamente, mas esse é um acessório que vale o investimento, porque mesmo que você fotografe por hobby, a maioria das câmeras DSLR´s usam baterias de lítio, que uma vez carregadas completamente, não descarregam depois, e nada melhor do que durante uma viagem descobrir uma bateria novinha em folha pra passear no dia seguinte tranquilamente e deixar a outra carregando no hotel, por exemplo.

Case ou Mochila – Muitos Kits de câmeras DSLR já vem com algum case incluído, geralmente são simples, e é melhor do que nada, mas se puder, invista em uma case mais especializado para sua câmera, com divisórias e pensado para a segurança dela, minha dica é que mochilas são bem mais práticas, eu particularmente gosto das mochilas da marca Lowepro, mas existem bons concorrentes nacionais. Se for fotografar profissionalmente, esse item torna-se indispensável!

Flash – O flash é outro acessório importante, principalmente, pra quem pretende entrar no mercado de trabalho, e as principais marcas como Nikon e Canon evoluíram bastante nos modelos mais recentes, então vale o investimento. Se for fotografar só por hobby, mas pretende estudar pra conseguir bons resultados, também é importante ter um flash, e isso você vai descobrir conforme for evoluindo na sua jornada fotográfica. Agora, se for só fotografar por hobby, sem compromisso, como as festas de aniversário dos seus amigos e passeios mais diurnos e sua primeira DSLR for mais recente, provavelmente não sentirá tanta necessidade assim de um flash externo, já que mesmo não sendo a melhor coisa do mundo, os flashes Pop Ups tem evoluído bastante também. Você pode estudar mais aqui Guia Para Iniciantes: Como Escolher um Flash?“.

Pilhas Recarregáveis  – Se você tem um flash, você precisa de pilha recarregável! Flashes consomem muita energia, e pra você ter bons resultados, precisa estar sempre com pilhas carregadas, por isso, investir em pelo menos 4 pilhas recarregáveis se você for um hobbysta, e 8 pilhas de boa qualidade como as da Sony, Lennar ou Eneloop de altas amperagens entre 2.500 a 2.700 mAh, se pensa em entrar no mercado profissional.

carregador

Carregador via Shutterstock

 

Carregadores de Pilhas  – Se você compra pilha recarregável, é natural que precise de um carregador de pilhas, eu só separei esse item porque ter um carregador muito bom, pode ser a diferença em ter pilhas que tenham uma vida útil muito maior, além da facilidade de carregá-las separadamente, isso mesmo, existem carregadores de 4 pilhas, que as carregam separadamente ao mesmo tempo, assim, você não corre o risco de danificar as suas pilhas que foram menos usadas. Eu não vivo sem meu BC-700 da La Crosse Technology que eu trouxe do Estados Unidos, mas se você achar qualquer um que tenha as mesmas funções que ele, como poder visualmente identificar a carga de cada pilha e carregar somente o que precisa, além de funções de zerar a pilha e recarregar vários ciclos, aumentando assim a vida útil dela, vale a pena.

Leitor de Cartão de Memória  – Esse é um acessório opcional, já que você pode tirar as imagens que fotografou conectando sua câmera ao seu computador através de um cabo USB, geralmente fornecido junto com sua DSLR, a vantagem do leitor é que eles costumam ser muito mais rápidos para passar as fotos, e dependendo da quantidade de foto e do tamanho dos arquivos, isso pode chagar à horas! O maior cuidado é comprar algum que leia o tipo de cartão de memória que você está usando, e que a tecnologia dele seja mais rápida que a da sua câmera.

Existem muitos outros acessórios, mas estes são os principais que você precisa considerar na hora de comprar sua primeira DSLR.

O Que fazer Primeiro?

 

Bom, comprada a sua primeira DSLR, o básico do básico, é carregar a bateria pela primeira vez, sempre de acordo com o que manda o manual da câmera, e colocar a lente, o que também é explicado no seu manual, e que normalmente é muito simples.

Encaixe de lente via Shutterstock

 

Elas possuem uma marcação na lente e outra na câmera, depois de tirar a tampa que cobre a parte detrás da lente e da frente da câmera, basta encostar as duas marcações iguais e girar a lente, tem câmeras que você gira a lente para encaixar para direita, e outras para esquerda, em qualquer modelo você vai perceber quando a lente estiver encaixada perfeitamente.

 

Primeiros Ajustes

 

Botão-ON-OFF

On Off DSLR via Shutterstock

 

Uma vez carregada e colocada a bateria, o cartão de memória e a lente, ah, e retirada a tampa que cobre a lente, sim, até hoje de vez em quando eu esqueço de tirar essa tampinha e vejo tudo preto :), vamos ligar a câmera e fazer os primeiros ajustes. Geralmente ajustamos a data e hora, isso varia de modelo para modelo, alguns não tem essa funcionalidade, e de novo, só o seu manual vai poder dizer.

Em princípio sua câmera está pronta pra suas primeiras fotografias com sua primeira DSLR. Provavelmente o seletor de modos está no modo automático e para fotografar basta pressionar o botão do obturador até a metade para focar, e você vai ouvir um ‘”bip” que indica que o assunto está focado, e sem tirar o dedo do botão, terminar de pressionar e fazer a sua primeira foto!

Botão-do-obturador

Botão do Obturador via Shutterstock

 

Eu aconselho que isso seja feito de dia e em excelentes condições de luz, assim você com certeza vai garantir uma memória feliz da sua primeira foto com sua primeira DSLR!

Outro Ajustes que Você Deve Conhecer

 

A maioria dos ajustes possíveis em uma DSLR, varia bastante de acordo com o nível da câmera (de entrada, semiprofissional ou profissional) e o modo de cena escolhido (Auto, P, AV ou TV), você inclusive pode fazer um teste e olhar o menu de configurações da sua câmera enquanto está no modo automático, depois mudar para o modo manual e olhar de novo, provavelmente irá se surpreender com a quantidade de opções que surgem! E essas mesmas configurações podem mudar de acordo também com a marca da sua câmera.

Qualidade de Imagem

Bom, então partindo do princípio que você está com sua primeira DSLR, provavelmente também estará fotografando no modo automático e nesse modo algumas câmeras permitem que você faça mais ajustes como, por exemplo, mudar a qualidade de imagem. Se a sua não permitir, ela ajustará automaticamente para fotos JPEG.

Eu, particularmente acho um excesso de informação, mas você pode escolher entre (depende do modelo da câmera!) 3 tamanhos de JPEG –  pequeno, médio e grande – e três tamanhos de Raw, e várias combinações de JPEG pequeno com Raw grande, os dois pequenos, etc.

O importante aqui é entender que você tem uma câmera de muitas possibilidades, por isso os fabricantes disponibilizam os dois tipos de formatos mais usados em  fotografia: JPEG e RAW.
O JPEG é um formato comprimido, ou seja, quando você fotografa em JPEG a sua câmera pega todos os ajustes que estão configurados naquele momento (tenha sido feitos por você ou por ela no modo automático) e salva na sua foto dentro desse formato com a extensão “jpg”. Como esse é um formato bem popular e também utilizado por muitas imagens na internet, todos os sistemas operacionais de computadores conseguem abrir e ler sem problemas esse formato, aliás, isso serve tanto pra computadores como celulares, tablets, a até algumas televisões.
Já o formato Raw – que significa cru em inglês – não possui nenhum tipo de compactação, guardando muito mais informações de luz, cores, etc, da cena do que o JPEG, e evidentemente eles geram arquivos muito maiores, até 10x mais, e são salvos na sua câmera com extensões de acordo com a marca, por exemplo, na Canon é “CR2″ e na Nikon é “NEF”.  Esse formato precisa de um programa especifico para conseguir abrir o arquivo, normalmente os fabricantes enviam em um cd junto com a câmera com algum aplicativo que permita essa visualização, e também existem outros programas mais comuns como o Lightroom, que é voltado para fotógrafos, que já conseguem ler os arquivos Raw por padrão.

Qual Formato Escolher?

De novo, se estiver fotografando só por hobby, e não pretende se aprofundar na fotografia, o JPEG é mais do que suficiente, mas se quiser dominar melhor seu equipamento, vale a pena estudar sobre o Raw e todas as suas possibilidade, aqui mesmo no Foto Dicas Brasil eu já escrevi sobre esse formato que considero importante pra quem está iniciando: “Raw, isso é pra mim?” E se você for entrar no mercado de trabalho, precisa entender como funciona o Raw, por que dependendo do trabalho, só esse formato vai te permitir resultados realmente profissionais.

Qual Tamanho Escolher?

Aqui depende do seu objetivo, eu não consigo usar um tamanho pequeno, sempre tenho a sensação de a qualquer momento posso fazer uma foto épica, e descobrir que ela está em JPEG e tamanho reduzido, me dá aflição 🙂

Bem verdade que as DSLR mais recentes estão ficando com resoluções gigantescas, então se for o caso da sua câmera, você pode reduzir tranquilamente se estiver fotografando por hobby. O menor tamanho da maioria das câmeras modernas são grandes o suficiente para impressões 10×15 de qualidade e postagens na internet, de quebra, você economiza cartão de memória e energia da bateria. Agora, se pensou em fotografia profissional, aconselho a usar os maiores tamanhos sempre!

Modo Burst ou Disparo Contínuo

 

Modo-Burst

Modo Burst via Shutterstock

 

Muitas câmeras DSLR, mesmo no modo automático, permitem você ajustar para o modo “Burst” ou disparo contínuo. Esse modo é aquele em que sua câmera dispara várias fotos uma atrás da outra enquanto você mantém o botão do obturador pressionado até o fim. A maioria das DSLRs podem fazer em média de 3 FPS (frames por segundo – ou 3 fotos por segundo) a 8 FPS, mas modelos mais sofisticados como a 7D Mark II chega a fazer 10 FPS. Como o tamanho dos arquivos são potencialmente altos, a sua câmera terá que gravar as fotos na memória até salvá-las no seu cartão de memória, e isso pode ter impacto no tempo que terá que esperar pra ela estar pronta pra fotografar novamente. Mas esse modo é determinante para conseguir fotografar cenas muito rápidas como animais se mexendo, crianças correndo ou até mesmo o beijo da noiva.

Desvantagem? Toda câmera DSLR tem uma vida útil que medimos na quantidade de cliks que ela pode fazer, então nada de fotografar tudo no modo burst! Leia mais sobre esse assunto aqui: “Shutter count – Afinal, quanto dura minha máquina digital?

Timer ou Temporizador

 

Selfie

Selfie via Shutterstock

 

Esse é um ajuste extremamente útil e você já deve ter utilizado em uma câmera ou até mesmo no seu celular. Geralmente ele é de fácil acesso e o símbolo é esse: temporizador. Disparar a câmera sozinha tem várias utilidades, além de permitir você fazer aquela selfie básica, garante que você saia na foto com seus amigos, mas pra quem está iniciando, a maior vantagem é poder fotografar à noite com menos riscos de borrar a foto, é claro que existem muitas outras coisas envolvidas para se conseguir nitidez em foto noturnas, mas experimente fotografar de noite na sua sala alguma coisa imóvel, isso vale para um amigo, sem o flash, com a câmera em cima de algum lugar como a mesa, e colocar o disparador automático (2 ou 10 segundos), e perceba que os resultados costumam ser muito melhores do que quando está segurando a câmera nas mesmas condições!

Conclusão

 

Fotógrafa-feliz

Fotógrafa Sorrindo via Shutterstock

 

A sua primeira DSLR pode fazer muita coisa por você, existem realmente muitos ajustes e combinações possíveis para resultados diferentes, mas o que eu listei são os que considero importantes pra você começar a ter um mínimo de resultados e poder ter prazer em fotografar.

Se você gostou deste artigo, compartilhe com seus amigos e inscreva-se na nossa lista de email, é rápido, fácil e gratuito, assim você não perde nenhuma novidade do Foto Dicas Brasil.

E o mais importante, compartilhe sua opinião comigo se o artigo foi útil e se você já tem sua primeira DSLR.

Boas fotos e vamos juntos!

AssinaturaPosts_New

O que preciso saber para compartilhar minhas fotos na internet

O que preciso saber para compartilhar minhas fotos na internet

Você deseja preparar suas fotos para compartilhá-las na internet? Ainda não sabe onde compartilhar? Agora você irá aprender alguns pontos importantes para preparar suas fotos para a visualização de outras pessoas, podendo assim mostrar o seu trabalho para que outros também o admirem. Pra mim, o mais importante é que suas fotos podem também ajudar outros fotógrafos a aprimorarem suas técnicas.

 Nitidez

O que preciso saber para compartilhar minhas fotos

 

Um bom motivo para você preparar suas fotos antes do compartilhamento é aumentar a nitidez para proporcionar mais qualidade à sua foto. A quantidade que será aumentada dependerá do modelo da sua câmera e de sua preferência, mas a tendência é deixar a foto o mais natural possível, aumentando somente um pouco. Os principais programas de edição permitem aumentar a nitidez na saída da foto onde você informa que a nitidez é para a tela do computador (screen). Ah, mas porque eu preciso aumentar a nitidez da minha foto, ela já parece ótima. Sim, muitas vezes terminada as edições você terá que enviar essa foto pra algum lugar e o formato mais usado é… o JPEG.

 JPEG

O que preciso saber para compartilhar minhas fotos

 

 Esse formato de arquivo é uma realidade, a maioria das pessoas só fotografa nele, eu sei que eu falo o tempo inteiro em todas as oportunidades possíveis sobre o arquivo Raw, aliás, você pode ler sobre ele neste artigo “Raw, isso é pra mim?” e de quebra ainda tem uma videoaula mostrando o quão fascinante é esse formato, mas…

 Mesmo fotografando em RAW você terá que dar saída na foto em JPEG pra compartilhá-la na internet, por isso vou explicar um pouco mais sobre este formato pra que você possa utilizá-lo da melhor forma possível.

 Se você estiver utilizando um formato com menos compressão, como Tiff, PNG ou RAW, trabalhe o tempo todo neles e na hora de dar a saída escolha a maior qualidade possível.

 Mas se você já fotografou em JPEG, então:

  1. Faça todas as edições possíveis em uma única sessão. O JPEG não perde qualidade se você salvá-lo enquanto trabalha, mas se você utilizar o “salvar como” e depois reabrir o arquivo, ele vai perdendo qualidade cada vez mais. Uma dica é você quer criar outra versão do arquivo, fazendo uma cópia dele no HD, renomeando e só então reabra pra continuar editando.
  2. Como JPEG é um arquivo passível de compressão, quase todos os programas permitem que você escolha a porcentagem desta compressão. Sempre use a maior, e a mesma quando reabri-lo, não adianta ter salvo em 70% a primeira vez e depois salvar em 90%, ele já terá perdido qualidade.
  3. Mesmo salvando em 100%, você ainda poderá ter perda de qualidade, mas na maioria dos programas essa perda é imperceptível a olho nu, então, faça alguns testes e vá salvando em 95%, 90% e vendo até onde sua imagem ainda consegue ficar nítida como você espera.

 Ótimo, já descobrimos que é preciso dar nitidez, ter cuidados com o JPEG e agora vamos passar para alguns passos possíveis antes de enviar a foto.

 Correções

O que preciso saber para compartilhar minhas fotos

 

Antes de postar, faça a edição de sua foto com aplicativos, até mesmo de celular. É possível rotacionar, mexer no contraste, no balanço, na exposição, dá até pra inserir filtros nas imagens, entre outras funcionalidades. Se você não tem nenhum programa de edição, leia este artigo de como “Editar fotos de graça!” para preparar sua foto antes do compartilhamento.

Aí você está pensando, mas qual é a novidade? Não importa se é pra internet, pra impressão, ou pra mostrar pra minha mãe, eu vou editar a foto de qualquer maneira. Mas… no caso de você estar pensando em compartilhar na internet, tem um detalhe importante:

Peso x Velocidade

O que preciso saber para compartilhar minhas fotos

Quanto mais você editar sua foto, mais pesada ela vai ficar, e consequentemente mais lento será o upload! É preciso ter cuidado com o tamanho da foto nos dois sentidos, de altura x largura, quanto em bytes.

O Facebook, por exemplo, tem um algoritmo que reduz as fotos automaticamente enquanto você está enviando, o problema é dependendo do tamanho, isso pode levar horas!! E você vai ter uma imagem comprimida do mesmo jeito, então é melhor que você tome conta deste processo, ainda mais se a sua intenção é de criar um portfólio.

Não é uma realidade imagens de vários megabytes (MB) na internet, mas na sua câmera sim, é só abrir as fotos e ver qual o tamanho que elas são feitas por padrão, mesmo sendo uma câmera digital, ela sempre irá prezar para a maior qualidade possível para impressão, a não ser, é claro, que você tenha se encarregado de diminuir a resolução porque já sabia que iria utilizar as imagens só na web.

Vou te dar dois exemplos. O primeiro são as fotos da turma do workshop, como elas geralmente são feitas por algum aluno, e eu peço pra que sejam em RAW, elas são gigantescas. Então, depois que eu faço as edições básicas, redimensiono para 1.200px de largura, que eu acho que é um bom tamanho pro facebook porque as pessoas podem se enxergar na foto. E estas fotos costumam ficar em média de 300kb a 500kb. Já aqui para o site eu tenho a vantagem que minha visualização máxima é de 590px de largura, e assim que a foto está pronta, eu redimensiono e com isso o peso cai bastante, e como muitas vezes são muitas fotos na mesma página, eu procuro manter as imagens entre 50 a 100 KB, pra garantir um carregamento rápido para o leitor, afinal, nem todo mundo tem uma internet extremamente veloz, seja no Brasil ou em outros países, sim, lembre-se que pessoas do mundo todo podem estar vendo suas imagens.

O que preciso saber para compartilhar minhas fotos

Alguns programas como o photoshop, por exemplo, tem a opção de “salvar para web”, onde ele faz uma compressão maior, mas ele tenta manter o máximo de qualidade, a grande vantagem é que você vê em tempo real essa perda, e assim fica fácil decidir em que compressão parar.

E estes são alguns pontos que considero importante pra você ter em mente na hora de preparar suas fotos para o compartilhamento na internet, e aprenda onde compartilhá-las no artigo “Onde compartilhar suas fotos na internet“!

Você ainda toma alguma outra precaução, tem algumas dicas pra compartilhar com a gente? Deixe seu comentário!

         Hasta!

Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil

Raw, isso é pra mim?

Raw, isso é pra mim?

Hoje você conhecerá um pouco mais sobre o formato RAW. Se nunca ouviu falar, irá aprender sobre ele e porque salvar documentos nesse formato, no nosso caso, imagens.

O Que é Formato RAW?

Primeiramente, começaremos explicando o que é esse formato. A palavra RAW significa cru em inglês. Você pode escolher fazer suas fotos nesse formato ou em outros, mas se salvar em RAW, suas fotos ficarão melhores, mesmo sem ser aquele equipamento top de linha. É como se fosse o negativo das fotos de filme, lembra? Mais ou menos por aí, as informações estão todas contidas nesse formato.

Através dele, você consegue controlar mais suas fotos e assim terá mais qualidade em suas imagens captadas. Mas, para isso, precisará de algumas configurações na câmera, que geralmente vem configurado de fábrica para fotografar em JPEG. As edições são todas feitas manualmente por você no RAW, enquanto que no JPEG elas são feitas automaticamente. Se você deseja fazer boas fotos, pode deixar no formato JPEG mesmo. Mas, se deseja fotos excelentes e, acredito que seja o seu caso, salve – as no formato RAW. Brinque, treine muito e veja as edições que podem ser feitas. Modifique muito porque dessa maneira você aprenderá muito.

Nesta imagem você vê a mesma foto com as mesmas edições básicas em três programas diferentes: ACDsee Pro7; Adobe Camera Raw 7.1 e Lightroom5.

Raw, isso é pra mim?

O formato que estamos estudando grava todas as informações da imagem no cartão de memória, o que não acontece no formato JPEG. Nesse último, as informações passam para o cartão também, mas antes disso, elas são comprimidas na própria câmera em um arquivo menor.

Pra você ter uma ideia o JPEG consegue guardar em cada pixel, 8 bits que resulta em 256 cores, já o RAW consegue de 12 a 14 bits! Nada mais, nada menos do que 4.096 a 16.384 cores. Hummm, já dá pra perceber que o RAW é MUITO mais flexível para o tratamento digital, ou seja, você consegue trabalhar sem perder praticamente nenhuma qualidade, a profundidade de cor, o balanço de branco e até exposição (ISO X Abertura X Velocidade), na pós-produção.

Então, pegando o arquivo em RAW, é possível interpretar todas as informações ao lê-las, enquanto no outro formato elas já saem lidas e interpretadas.

Você consegue mais informações ao editar as fotos e, consequentemente, mais qualidade no produto final. Essas informações que você consegue com esse formato não seriam possíveis com o formato JPEG, porque elas teriam sido jogadas fora para economia de espaço.

Desvantagens

Uma foto salva no formato RAW precisa ser revelada por um programa específico antes de ser postada, ela não está pronta como uma foto salva em outros formatos. Mas isso é fácil, basta ter um aplicativo como o Photoshop e pronto, problema resolvido. Abrindo a foto, você faz as edições que desejar e salva em outro formato, como o JPEG e aí sim pode postar ou imprimir.

Além disso, uma foto em RAW ocupa muito mais espaço no computador do que as salvas em outros formatos. Para você ter uma noção, elas podem ocupar de duas a seis vezes mais o tamanho de uma foto em JPEG, por causa das informações armazenadas. As imagens em RAW podem ter até 30MB ou mais dependendo da sua câmera. É como se fosse um negativo digital mesmo, ele grava muitas informações.

Uma solução para isso é salvar as fotos nos dois arquivos. Algumas câmeras possuem essa opção, aparecendo RAW + JPEG. Assim, a mesma fotografia será salva nos dois formatos e você terá as informações que desejar, sem precisar processar o arquivo no Photoshop. Hoje você não precisa das informações da imagem, mas no futuro pode precisar. Por isso, vale a pena ocupar mais espaço no computador para isso.

Abrir Arquivos em Formato RAW

Para abrir arquivos nesse formato, você precisará de aplicativos específicos, como já citamos anteriormente. Tem o Photoshop, o Lightroom, o ACDSee e outros dispositivos para edição de fotos. Escolha o que preferir ou entender mais.

Se escolher o Photoshop, precisará de um plug-in para abertura das fotos salvas em RAW. O nome desse plug–in é ACR (Adobe Camera Raw) e na maioria das vezes ele já vem instalado junto com o Photoshop. Caso não tenha ainda, é só instalar, o processo é rápido e fácil, você encontra ele disponível no site da Adobe, e se estiver usando o Photosho CC, ele já está instalado.

Essa é a cara do Adobe Camera Raw 7.1, clique na imagem para visualizar em tamanho grande com mais detalhes.

Raw, isso é pra mim?

Eu particularmente acho o Lightroom mais fácil pra quem está começando.

Ajustes nas Edições

Aí você se pergunta: que ajustes podem ser feitos para que as fotos fiquem com melhor qualidade? Eu respondo: muitos. Só fazendo testes mesmo para saber, mas são vários os ajustes, inclusive você pode mudar tonalidades nas fotografias e até torna-las preto e branco.

Podem ser editadas as cores, o brilho, o contraste e muitas outras opções, como correção de olhos vermelhos. Todas essas edições deixam sua foto natural, são retoques e não montagens. Por isso, vale a pena guardar o arquivo grande.

Você pode perceber claramente nestas imagens a seguir, a diferença de um arquivo JPEG e RAW com as mesma edição no Adobe Camera Raw. O JPEG por ser compactado perde qualidade significativa. Clique nas imagens pra abríRaw, isso é pra mim?

Raw, isso é pra mim?

Uso Profissional

Para uso profissional, quando as fotos serão tratadas e vendidas comercialmente, é aconselhável que ela seja salva em RAW, mas conheço fotógrafos com equipamentos bem recentes e que dominam a fotometria, por isso fotografam em JPEG, mas não costuma ser o padrão.

Quando as condições de iluminação ou tempo não são as melhores possíveis, o recurso de salvar nesse formato é indicado, pois o tratamento pode melhorar a qualidade da imagem. Eu costumo indicar bastante aos meus alunos do Curso Online Fotografia Profissional Para Amadores!!! Atualmente a maioria das câmeras digitais, se não todas, que são voltadas aos iniciantes e amadores, vem com uma lente (a do famoso Kit) de f/3.5 de abertura, o que é considerada escura quando se trata principalmente de fotos feitas à noite, acarretando uma limitação para foto.

O RAW não é pra você fotografar errado e corrigir depois, ele foi feito pra melhorar as suas condições fotográficas.

Por exemplo, fotografei um show uma vez que apesar de muito importante, surpreendentemente não houve luz de palco, e o meu equipamento na época tornaria inviável o registro se não fosse em formato RAW, ou seja, eu fiz tudo que era possível para o registro correto e o RAW me permitiu recuperar luzes que minha lente e distância não permitiam.

Eu acredito que uma das maiores dificuldade quando tentamos explicar o arquivo RAW é mostrar sua visualização, porque quando você abre esse arquivo em um programa de edição, alguns até “piscam” a foto quase sem cor e depois ela aparece como uma imagem JPEG que você está acostumado ver, isso acontece porque como o RAW é um arquivo que precisa ser “revelado” então nada mais lógico que o programa pegar a visualização básica da sua câmera fotográfica.

Mas depois de importado, existe um mundo de possibilidades!

Câmera Escura

Você é daqueles fotógrafos que, há alguns anos atrás, adorava ficar na câmera escura mexendo nos negativos?

Com o RAW é bem parecido, pelo menos no controle das fotos. A modernidade chegou e agora ficou mais fácil, custando apenas espaço em seu computador ao invés de ocupar uma sala inteira e diversos equipamentos.

Salve fotos em RAW e tenha total controle sobre elas!

Plus!

Eu fiz essa videoaula explicando as edições básicas que você pode fazer em RAW, vale conferir e começar a usar ao seu favor esse formato de tantas possibilidades!

Conclusão

O Formato Raw pode parecer meio confuso ou até mesmo dispensável quando estamos iniciando, já que ele não é padrão e precisa ser “revelado”, ma se você gosta de fotografar e quer alcançar um nível maior em suas fotos, considere pelo menos experimentar esse formato. E se fotografia for realmente a sua paixão, junte-se aos milhares de alunos do nosso CURSO ONLINE FOTOGRAFIA PROFISSIONAL PARA AMADORES, vai ser um prazer poder trocar ideias contigo sobre as inúmeras possibilidades do Raw e tantos outros assuntos.

 

Bons Estudos e vamos juntos!

AssinaturaPosts_New