5 Bons Hábitos Fotográficos Para Começar Hoje!

5 Bons Hábitos Fotográficos Para Começar Hoje!

É muito importante aprender o que se deve fazer para construir uma jornada fotográfica consistente e gratificante, eu mesma já abordei o tema aqui no Foto Dicas Brasil em artigos como: Evite os 10 Erros Mais Comuns na Hora de Comprar uma Lente10 Erros Comuns Cometidos Por Fotógrafos IniciantesTop 10 dos erros na fotografia digital  e Erros – Se aproveite das minhas falhas!

E acredito que à vezes além do estudo consistente e indispensável, é necessário aprender também com nossos erros, e hoje eu quero falar sobre cinco bons hábitos fotográficos que eu quero que você comece hoje e que foram os que mais me trouxeram resultados na minha evolução fotográfica.

1. Fotografe todos os dias

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Estilo de vida – via Shutterstock

 

Esses projetos 365 são mágicos. Eles encorajam os participantes a tirarem pelo menos uma foto todos os dias. Fotografar todos os dias é um ótimo hábito para todos os fotógrafos. Aqui estão alguns benefícios deste hábito:

  • Você irá melhorar suas capacidades técnicas, já que o treino vai te aperfeiçoar de uma maneira geral.
  • Você começará a ver o mundo fotograficamente e a enquadrar cenas com o olho da mente. Prática importantíssima para qualquer fotógrafo, afinal ter que conseguir uma foto por dia, invariavelmente, te torna alerta pra todas as possibilidades de composição.
  • Você estará registrando a sua vida. Isso nem sempre parece importante no momento, mas mais adiante, você irá olhar para essas fotos e  ficará surpreso em ver como é gratificante ter vários momentos, até triviais, registrados.
  • Criará em você o hábito de fotografar, parece simples, mas uma carreira de sucesso não é feita com um único excelente momento, e sim com a sua capacidade de repetir esse mesmo momento.

“O principal comportamento que identifica um bom fotógrafo profissional é a capacidade de fazer fotos boas regularmente, de forma consistente.” Emilio Azevedo – Premiado Fotógrafo de Casamentos.

2. Fotografe sem sua câmera

Fotografando-no-carro

Fotografando no carro – Via Shutterstock

 

Isso é possível? Sim, estou me referindo a fotografar com o celular, ou com aquela câmera compacta que está quase esquecida no armário e que você acredita que já está ultrapassada. E adivinha só? Essa é a grande vantagem. Se você, como eu, tem o hábito de fotografar sempre com uma DSLR, provavelmente já enxerga as situações pensando na capacidade de resultado da sua câmera fotográfica, eu brinco que enxergo em raw, o que normalmente me traz um desafio gigantesco quando minha única opção é um celular sem recursos de modo manual ou simplesmente um botão verde escrito “automático” em uma câmera sem recursos. Acredite, treinar nestas condições podem não só desenvolver em você capacidades que você nem desconfiava que tinha, como é um exercício incrível de composição, já que esta será provavelmente a coisa mais importante e mais fácil de se trabalhar nestas condições.

É claro que o conselho aqui é um exercício, não estou dizendo que você não deve levar sua câmera DSLR pra não perder momentos incríveis, e sim, treinar outras capacidades também com equipamentos limitados!

3. Faça anotações

Caderno-de-anotação

Caderno de anotação – via Shutterstock

 

Comece a anotar as suas ideias, inspirações, esquemas de cores… qualquer coisa! Eu mantenho muitas anotações em meu telefone com ideias e inspirações. Há algumas maneiras diferentes de fazer isto.

  • Você pode fazer um caderno físico com anotações e imagens tiradas de revistas.
  • O Pinterest é um ótimo (e viciante) recurso para reunir ideias de fotografias. Acessórios, poses, locais, etc.
  • Eu pessoalmente adoro o aplicativo Evernote para manter minhas notas facilmente acessíveis entre todos os meus computadores e aparelhos. Também indico o Google keep, simples e muito eficiente para fazer anotações e listas sem precisar usar um programa tão completo como o Evernote.

Este pode ser um ótimo hábito para mantê-lo inspirado ou fornecer a você um lugar para começar quando você tiver tempo, mas não tiver ideias.

Além de manter notas para se inspirar, manter registros de fotografias é um ótimo hábito que irá compensar. Isto pode significar muitas coisas, como:

  • Manter registros detalhados de sessões de fotos com informações do local, informações sobre o horário do dia, estação, configurações da câmera utilizadas, configuração da iluminação, dicas para se lembrar na próxima vez (como “o estacionamento não foi gratuito”).
  • Manter registros enquanto estiver editando é uma coisa que eu me arrependi de não ter feito muitas vezes. Quando você terminar uma edição, mantenha um registro dos passos que você utilizou ou do recurso que utilizou (ações no Photoshop, configurações do Lightroom, etc.) para que você tenha uma referência na próxima vez que você for editar ou se alguém perguntar como você fez isso. Quando estou trabalhando com “ações” no Photoshop, eu frequentemente deixo uma versão inalterada salva como arquivo do Photoshop (.PSD) para usar como referência depois.

Mas fique atento para revisar o que você escreveu, hoje em dia temos tantas coisas pra fazer, que não é raro a gente simplesmente apagar da cabeça porque registrou em algum lugar, neste caso minha dica é sempre tirar algum tempo (minutos ou horas) em um determinado dia da semana e olhar as anotações. Eu costumo fazer isso sexta à noite, assim se eu tiver alguma ideia pra testar, posso usar o fim de semana para isso.

4. Fazer back up

Backup

Estação de trabalho – via Shutterstock

 

Um dos melhores hábitos possíveis que você pode começar – para ontem – é fazer um back up rigoroso de seu computador. Muitos fotógrafos tiveram toda a sua história perdida porque eles não fizeram back up de seus discos rígidos. Ah, eu disse alguns fotógrafos? Infelizmente estou nesta estatística, e acredite, até hoje sinto falta de algumas fotos de vez em quando!

Algumas maneiras de você fazer isso:

  • Faça back ups em discos físicos, usando um programa de clonagem de disco ou um sistema automatizado, para que você nem precise pensar nisso. Porém, isso não o protege contra roubo, destruição (derramamento de água!) ou outros desastres. Você também precisa fazer um back up de forma que mantenha seus arquivos longe de seu computador ou até de sua casa/escritório.
  • Você pode fazer back up usando armazenamento online em nuvem. Isto pode ser simples, como usar o Dropbox para guardar seus arquivos. Mas fique atento, se você tiver uma quantidade imensa de arquivos (tipo terabytes), o Dropbox não será o suficiente a menos que você queira pagar. Porém, qualquer serviço que permita esta quantidade de armazenamento irá cobrar de você.
  • Você pode fazer back up em discos. Eu gravei a maioria dos meus arquivos mais antigos em BluRay como terceiro mecanismo para proteger meus arquivos.

Resumindo, encontre alguma maneira de manter seus arquivos completamente seguros. Você ficará muito feliz de ter feito um back up, caso algo aconteça….

5. Olhe para a fotografia

MuseuRussia

Popova Valeriya – Shutterstock.com

 

Infelizmente não é muito raro encontrar fotógrafos que não conseguem dizer o nome dos fotógrafos que mais adoram ou de fotógrafos que inspiraram seus trabalhos. Isto me faz perguntar… você está olhando para a fotografia? Você acha que algum músico fica sem palavras quando lhe perguntam de que música eles tiram suas influências? Ou pintores? Ou escritores? O que entra, sai. Você precisa adquirir o hábito de absorver imagens regularmente. Torne-se um fã de fotografia – não apenas criando-a, mas apreciando-a. Visite exibições. Leia livros. Procure na internet. Algumas dicas para ver fotografias:

  • Não veja apenas os gêneros que você gosta de fazer. Só porque você gosta de tirar retratos, isso não significa que você não possa se tornar um fã de um ótimo fotógrafo de paisagens.
  • Não tenha medo de copiar. A fotografia se destaca de muitas formas. Uma delas é que nós temos medo de admitir quais fotógrafos inspiram o nosso trabalho porque nós achamos que ao dizer isso, nós estamos dizendo que nós achamos que somos como eles. Isso não é verdade na fotografia, assim como não é na indústria da música ou em qualquer forma de arte.
    Outra forma na qual nos destacamos é que nós temos medo de copiar. Por causa da internet e a propagação do furto intelectual, nós temos medo de experimentar, copiar. Agora, eu não estou falando sobre plágio ou tomar a ideia de outras pessoas como suas.
  • Aprenda a ler imagens. Quando você vir uma peça, pare por um momento e absorva-a. Isto pode ser difícil ultimamente, quando nós estamos procurando conteúdo mais rápido do que nunca. Mas pare, respire e aprecie.
  • Observar pinturas dos séculos passados podem nos ensinar muito sobre iluminação e composição!

Além disso, ver fotografias pode ser um ótimo substituto quando você não estiver em condições de sair e fotografar.

Espero que você tenha gostado, e não deixe de compartilhar os seu bons hábitos fotográfico nos comentários, sua opinião aqui é sempre bem vinda!

Bons exercícios e até breve!

*Este artigo foi inspirado em um texto da fotógrafa Elizabeth Halford, fotógrafa e publicitária em Orlando.

Imagem em destaque: Fotografando no parque – Via Shutterstock

Artigo Original

 

10 Erros Comuns Cometidos Por Fotógrafos Iniciantes

10 Erros Comuns Cometidos Por Fotógrafos Iniciantes

Todos nós, iniciantes ou não, já cometemos erros comuns que poderiam ter sido evitados, principalmente porque temos o hábito de tentar copiar aquilo que gostamos, o que é natural e pode ser muito bom! Acredito que aprender com os erros dos outros seja o caminho mais curto para o sucesso, já que ainda podemos estudar o que dá certo, só que adicionado da vantagem de economizar nos tropeços 😉

Até hoje recebo muitos emails de leitores que se identificaram com o meu artigo “Erros – Se aproveite das minhas falhas!“, e vários nem são fotógrafos, são de outras áreas criativas! Por isso trouxe o artigo do  James Maher,  fotógrafo de Nova York, cuja paixão principal é documentar as personalidades e histórias das ruas de sua cidade e está bem afinado com os propósitos do Foto Dicas Brasil!

Sempre que eu ensino, eu recebo muitos pedidos para revisar imagens. Com o tempo, eu comecei a notar que a maioria dos erros que eu via vinha do mesmo pequeno grupo de erros que são repetidos constantemente, principalmente por fotógrafos menos experientes.

Por favor, lembre-se que todos esses erros comuns também podem ser vantagens quando feitos de modo correto e com um propósito. Este artigo não é sobre esses momentos, é uma observação sobre com que frequência eu os vejo sendo feitos da forma errada. Como fotógrafo, você precisa construir a base certa de habilidades antes de você poder usá-las com sucesso.

Os Erros Técnicos Mais Comuns

Chinatown à noite, NYC. As cores sutis, mas fortes e naturais.

Chinatown à noite, NYC. As cores sutis, mas fortes e naturais.

1. As cores são muito fortes ou não são realistas

Cores fortes e irreais são frequentemente uma escolha criativa de fantasia. Porém, há uma diferença notável entre quando isto é feito de propósito por experiência, e quando isto é feito por falta de conhecimento ou por um gerenciamento ruim das cores.

A primeira coisa que você precisa é um bom monitor com as cores calibradas. Sem isso, você estará trabalhando cegamente em suas imagens. Eu vejo fotógrafos compartilharem imagens que parecem boas na tela, mas que parecem estranhas para todos os outros. Isto é porque o monitor é o problema. Como você pode retocar uma imagem se você não puder ver as cores ou tons verdadeiros?

Também há uma tendência comum de novos fotógrafos tentarem fazer suas fotografias parecerem pinturas. Mais uma vez, isto pode ser bem feito, mas da forma que eu geralmente vejo ser feita, é quando as pessoas aumentam demais a saturação. Isso pode fazer as cores se destacarem mais em um monitor e serem mais notadas no Facebook, mas isso só faz a imagem parecer falsa. Em uma impressão, as cores vão ficar ainda mais extremas do que ficam em um monitor. Quando você imprime imagens com cores naturais e súbitas, essas cores ficarão incríveis e muito mais fortes do que você imagina. Este visual às vezes pode ser difícil de notar no monitor.

Ao invés de aumentar a saturação, encontre imagens onde as cores naturais na cena já sejam fortes. Encontre um motivo de cores fortes cercado por tons neutros. Fotografe em uma boa hora do dia para deixar as cores ganharem força naturalmente. Ao invés de aumentar a saturação, se você quiser que a imagem pareça uma pintura, sobreponha uma cor específica na imagem. Ou tente criar uma imagem melancólica com cores naturais e súbitas, imprima, coloque em sua parede e coloque uma luz sobre ela, e você verá o quão poderosa essa cor súbita pode ser. Isso pode parecer uma pintura também.

2. As fotos não são precisas o suficiente

Um borrão intencional pode ser maravilhoso, mas para ser um bom fotógrafo, você precisa ter controle de sua precisão. Se você estiver fazendo um retrato, os pontos focais devem ser nos olhos. Os olhos precisam ser as partes mais nítidas de sua imagem, e não o nariz ou a orelha. Além disso, preste atenção no foco na parte de trás em certas situações. É aí que o foco da câmera irá errar aquilo em que você está mirando e ao invés disso se focará no fundo.

Chaminé e Graffiti, NYC.

Chaminé e Graffiti, NYC.

Para conseguir precisão e reduzir o movimento da câmera de mão, a sua velocidade do obturador precisa estar pelo menos um grau acima de seu comprimento focal. Então, se você estiver com uma câmera full fame com uma lente de 50 mm, a velocidade do obturador precisará ser pelo menos 1/50 de segundo (e provavelmente um pouco mais rápido para ter certeza). Em um sensor APS-C, uma lente de 50 mm seria o equivalente de uma lente de 80 mm e em câmeras micro-4/3, isso seria o equivalente a uma lente de 100 mm, precisando de uma velocidade do obturador de 1/100. Se você estiver congelando o movimento, você precisa de uma velocidade do obturador ainda mais rápida. Para pessoas se movendo em uma velocidade média, eu prefiro 1/320 de segundo.

Considere aumentar o seu ISO às vezes para conseguir fotos mais precisas, principalmente em situações de iluminação mais fraca, mas também às vezes durante o dia. Um ISO mais alto permitirá que você use uma velocidade do obturador maior e uma abertura menor, como a f/16, para garantir que toda a sua imagem fique focada.

3. A composição está errada

Shop, Chinatown, Nova York. Observe a borda direita.

Shop, Chinatown, Nova York. Observe a borda direita.

Se você for Garry Winogrand, então você pode mexer em suas imagens de propósito para dar aquele efeito enérgico. Porém, eu notei que muitos fotógrafos sofrem para manter suas imagens retas. Olhe pelo visor e encontre um quadro de referência para endireitar a sua imagem. Talvez seja um poste, ou uma calçada, ou uma árvore. Preste atenção em quando a câmera pode estar um pouco para baixo no lado direito ou esquerdo. Com frequência será consistentemente o mesmo lado para você, e esta é uma tendência que precisa ser desaprendida. Algumas pessoas nem notam que suas imagens estão bem tortas quando estão editando. Notar e consertar este pequeno defeito pode fazer uma diferença enorme.

Outra coisa que eu notei é que vários fotógrafos não prestam atenção a suas bordas. Coloque coisas nas bordas de seus quadros quando possível para evitar que os olhos do observador saiam da imagem. Pode ser um galho de árvore, uma saída de incêndio, um prédio, qualquer coisa. Corte uma parte de um elemento e coloque-o no canto para ajudar a manter os olhos no quadro. Olhe para o canto direito da imagem acima. Isso faz uma grande diferença.

Às vezes, as composições podem ser simples demais. Simplicidade pode ser algo bom, mas nem sempre. Dê um passo para trás e veja se você pode incluir mais coisas no enquadramento. Crie uma composição mais complexa com mais elementos. Isso pode criar imagens bem divertidas e cativantes.

Além disso, um número surpreendentemente grande de pessoas depende demais de fotografias verticais ou horizontais. É bom ter uma preferência, mas quando eu vejo isso em iniciantes, parece mais que eles ficam desconfortáveis fotografando de outro jeito. Não é como se eles estivessem fotografando duas verticais para cada horizontal, alguns fotografam seis ou mais verticais para cada horizontal, ou vice-versa. Não é de propósito, já que eles fazem isso automaticamente, não importa qual seja a situação.

E o mais importante, eu descobri que as pessoas veem algo interessante, param imediatamente quando notam isso, tiram algumas fotos e seguem em frente. É quase um movimento robótico. Pare quando você vir algo interessante e passe um tempo pensando ativamente na melhor forma de capturar isso. Horizontal ou vertical? Qual é o melhor comprimento focal e onde eu posso ir para conseguir o melhor ponto de vista? Há outros elementos que eu posso incluir no enquadramento? Como está a iluminação?

SoHo, Nova York, NYC.

SoHo, Nova York, NYC.

4. Não está perto o suficiente

Robert Capa disse uma vez, “Se as suas fotos não forem boas o suficiente, é porque você não está perto o suficiente”. Não se distancie demais, como se fosse um atirador. Aproxime-se e use lentes de ângulos maiores (grande angulares). Isto pode funcionar para retratos, paisagens, ou qualquer outro tipo de fotografia. Às vezes, é melhor se aproximar e capturar o que é mais importante de uma cena maior no enquadramento, mas com pouco sentido.

5. O contraste, a exposição, os níveis de preto e branco estão errados

Os tons gerais de sua imagem são vitais, e você precisa melhorar o seu trabalho com o contraste, exposição, níveis de preto e destaques. Sempre tente conseguir uma exposição o mais próximo da perfeição possível em sua câmera. Eu sei que você pode consertar isso depois, e frequentemente você consegue fazer bem isso, mas não é a mesma coisa que conseguir fazer isso certo com a câmera. Além disso, veja se as suas imagens podem estar muito escuras ou muito claras.

Acertar o contraste é difícil. Tome muito cuidado para não exagerar no contraste, já que este é um erro muito comum. Você também não deve adicionar a mesma quantidade de contraste a cada imagem, porque a quantidade de contraste necessária depende da iluminação da cena. Eu notei ambas estas tendências em fotógrafos que usam muito ou pouco contraste. Às vezes isto é culpa do monitor, mas outras vezes a culpa é do fotógrafo 😉

Ter pretos e brancos em sua imagem são coisas boas. Com frequência você irá querer alguns detalhes nas sombras ou destaques, mas você deve ter áreas brancas para chamar a atenção dos olhos, e áreas de preto para fixar a imagem.

6. HDR pesado

HDR em preto e branco, Central Park, NYC.

HDR em preto e branco, Central Park, NYC.

Eu não sou contra o HDR. Eu juro que não sou. Eu apenas veja isso ser usado exageradamente. O HDR pode ser feito sutilmente, e pode parecer incrível quando feito do jeito certo.

Porém, o que eu costumo ver é o HDR feito de modo tão extremo que as cores parecem longe de serem reais. Elas nem parecem falsas, apenas ruins. Não há absolutamente nenhuma sombra ou preto, e nenhum destaque ou branco. Eu já vi imagens inteiras que são apenas tons médios!

Você pode tirar alguns detalhes das sombras e trazer o branco para uma faixa melhor e mais dinâmica. Tente encontrar essa linha fina entre o realismo e o melhor possível. Retocar é encontrar essa linha fina onde uma imagem funciona e não exagerar ou deixar de colocar alguma coisa.

Os Erros Conceituais Mais Comuns

Shoe Store, SoHo, NYC. Observe a consistência nas próximas três fotografias.

Shoe Store, SoHo, NYC. Observe a consistência nas próximas três fotografias.

7. Nenhum alvo

Fotografar belezas, luzes e cores é muito importante, mas às vezes as suas imagens precisam de algo sólido também. Uma ótima fotografia é a mistura de tanto forma quanto conteúdo. Se você puder misturar uma bela imagem com um motivo interessante, você achou um tesouro fotográfico. Pense nos alvos, ideias ou emoções que são retratados em uma imagem. Descubra o que apela a você e desenvolva isso. Pense em qual é a sua voz e desenvolva isso.

Lixo, SoHo, NYC.

Lixo, SoHo, NYC.

8. As fotografias não são consistentes o suficiente

Você pode fotografar muitos motivos diferentes, e você deve testar diferentes estilos, mas organize esses motivos e estilos em grupos coerentes. Tente dar a esses grupos um visual consistente com uma sensação e conteúdo relacionados. A consistência é desenvolvida com a experiência, então quanto mais você fotografar, mais você começará a pensar sobre isso. Preste atenção ao fluxo de uma imagem para outra.

9. Muitas fotos de viagem e poucas perto de casa

Prince and Broadway, SoHo, NYC.

Prince and Broadway, SoHo, NYC.

Muitas pessoas me dizem que só fotografam quando viajam. Não importa onde você mora, ou o quão ocupado você é, é muito importante fotografar onde você vive.

Se você não quiser carregar a sua câmera por aí, então use a câmera do celular. As câmeras dos celulares são muito boas. Agende um horário toda semana, mesmo que seja apenas 20 minutos ou durante um intervalo de almoço, para fotografar algum lugar, qualquer lugar. Fotografe no estacionamento, na esquina, no mercado. Eu prometo que haverá um motivo interessante se você procurar. Mas você precisa sair e separar um tempo para procura-lo.

10. Fotos demais

Não tem problema tirar muitas fotos. Tudo bem mostrar uma fotografia por dia se você fotografa muito, mas edite o seu trabalho e separe as melhores. Ninguém tem tempo de vasculhar milhões de fotografias para encontrar as melhores. As pessoas perderão seus tesouros se elas tiverem que olhar várias imagens não tão maravilhosas pra achar aquela especial.

E todos nós temos imagens “não tão maravilhosas”, mas os melhores fotógrafos fazem o seu melhor para esconderem essas imagens 😉

Faça um favor aos seus espectadores e separe seus tesouros para eles. Você deve fazer com que as pessoas queiram ver mais e não menos, porque se elas quiserem ver menos, podem perder o seu melhor.

Definitivamente erros fazem parte do nosso dia a dia como fotógrafos, iniciantes ou não, estamos sempre em busca de conseguir capturar aquela imagem especial que “falará” por si só a emoção que você quer expressar, por isso não se preocupe em não cometê-los, mas aproveite pra aprender com os erros dos outros e assim ficar mais próximo da sua foto épica!

Você tem algum outro erro que você acha que deveria ser adicionado a esta lista?  Também já observou comportamentos que corrigiu? Compartilha com a gente.

Grande abraço e até breve!

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Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

É uma dúvida muito comum entre os iniciantes ou até mesmo para quem tem a fotografia somente como hobby, afinal, é preciso realmente entender de pós-produção, edição de imagens, dominar Photoshop, Lightroom, Picasa?

Sim e não. Será que as melhores fotografias são aquelas tiradas por quem sabe manusear uma câmera melhor do que ninguém? Evidentemente, este fator ajuda e muito para que uma foto saia perfeita no exato momento em que ela está sendo tirada.

Afinal, sem conhecimento sobre as técnicas de iluminação, enquadramento, padrão, cenário entre outros, uma foto só sairia boa somente por força do acaso, né?

Mas a resposta para a pergunta, ainda assim é, depende! Atualmente são poucos os profissionais da fotografia e quase nenhuma agência de publicidade, jornalismo entre outros que usam imagens que dispensam a edição final de uma foto.

E aqui existem alguns motivos para isso, principalmente na fotografia profissional feita em RAW, onde é necessária a revelação digital.

Essa edição final também é feita para melhorar a qualidade da imagem ou até mesmo alterá-la tirando ou acrescentando efeitos, personagens e objetos da foto. Tudo graças às ferramentas de aplicativos criados especialmente para isso como o “Adobe Photoshop”.

Mas se você não pretende vender suas imagens ou usa câmeras compactas, que cada vez mais trazem avanços tecnológicos que processam a imagem final, provavelmente eles serão desnecessários.

Agora, se pretende entrar no mercado fotográfico e se as empresas que contratam os serviços de fotógrafos não deixam nenhuma foto passar sem uma edição, por que não esta edição ser realizada por você mesmo?

Lembrando aqui, que se você trata diretamente com o cliente final, você vai ter que desenvolver essa habilidade, mas eu garanto que quanto mais você dominar seu equipamento e os princípios da fotometria, com menos pós-produção você terá que se preocupar!

Editar uma imagem no Photoshop não é uma forma de trapaça

Ainda gera desconforto em muitos fotógrafos realizar o tratamento de suas imagens antes de enviá-las para seu cliente. Alguns pensam que a foto tem que sair perfeita na hora de tirá-la, e eu me incluo nessa lista, mas a realidade é que nem sempre você tem condições técnicas para isso, às vezes é a lente, ou a câmera, ou até mesmo o lugar que impedem que você obtenha “a foto” de cara, mas meu conselho é que você jamais faça uma foto pensando que depois você pode corrigir, tente acertar de primeira, porque a ideia é sempre melhorar, se você tem um cliente e consegue corrigir 300 fotos, quando você tiver 300 clientes, não vai conseguir.

Eu particularmente, sempre aviso ao meu cliente que eu não manipulo fotos, e sim revelo digitalmente, mas é claro que isso não é uma regra e de comum acordo, podemos manipular as fotos para que o cliente fique feliz.

Eu escuto muito em eventos as pessoas ficarem tranquilas porque sabem que qualquer coisa, eu passo “um” photoshop, e aqui tem que ficar claro que são dois tipos diferentes de trabalho, apesar de hoje em dia estar subentendido que todo fotógrafo domina as técnicas de manipulação, isso não é verdade e nem deveria ser uma regra. São trabalhos completamente distintos! E devem ser cobrados de acordo.

O fotógrafo não tem obrigação de ser designer, mas faz parte do seu trabalho atualmente saber revelar fotos digitalmente, até conheço colegas que sucumbiram à fotografia digital por essa inabilidade, mas que dominavam incrivelmente as revelações analógicas, e naquela época muitas vezes a gente encontrava um “birô” de revelação que fazia um trabalho que você gostasse, mas atualmente ou você faz o trabalho, ou paga para alguém fazer!

Ah, então você não retira a bendita espinha que apareceu no nariz da noiva? Sim, retiro, tenho uma regra pessoal que é manipular aquilo que é transitório. Você às vezes esperou uma vida inteira para aquele momento específico, não vou deixar de colaborar pra sua eterna “boa” lembrança, encaro como generosidade fotográfica 🙂

Mas quando estou fazendo alguma produção em estúdio, por exemplo, e escuto a produtora dizer pra modelo não se preocupar com a roupa amarrotada que eu corrijo no photoshop, eu deixo claro que sim e por quanto, e normalmente um ferro de passar acaba resolvendo a questão 🙂 e se bobear eu me ofereço pra passar!

A tecnologia está aí e veio para ficar, se você não fizer, alguém fará, muitas vezes até o próprio dono da foto e isso não é trapaça. Mas é sempre bom anunciar a mudança, por mínima que seja, afinal, o próprio fotógrafo ou um editor de imagens, design gráfico, etc, vão realizar o serviço de tratamento de imagens, além de uma seleção das melhores fotos antes de entregar o produto final. E pode confiar, a satisfação que você proporciona ao cliente é muito maior do que entregar às vezes sem edição nenhuma.

E como em tudo, bom senso, nada de manipular resultados pra campanhas publicitárias enganosas, transformações claramente falsas, etc.

“Body Evolution – Model Before and After”


Photoshop

O photoshop é o programa mais utilizado em edição de imagens. Já criou uma fama em alteração de imagens na rede, mas a verdade é que depende de cada profissional o quanto ele usará a edição da foto para o bem ou para o mal na edição.

Se for usado com responsabilidade, os filtros podem fazer ótimos realces na imagem. Tanto na iluminação quanto no enquadramento dos objetos e pessoas fotografadas.

Alterações leves, nada mais do que aumentar ou diminuir a claridade, níveis de sombra e o brilho da foto.

Mas exageros, mesmo que bem intencionados, já causaram problemas, como no caso do fotógrafo dinamarquês Klavs Bo Christensen, que foi desclassificado de um concurso nacional depois que os juízes pediram e avaliaram a fotografia bruta (o arquivo raw, original).

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

Ou o caso do fotógrafo mexicano Narciso Contreras, que ganhou o prémio Pulitzer em Abril de 2013 e foi demitido da Associated Press após alterar uma de suas fotografias. Além da demissão, todo trabalho de Contreras foi apagado dos arquivos da agência.

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

Uma ótima função para o photoshop é a recuperação de fotos antigas, nada como usar um programa realmente para o bem!

Mas mesmo antes do photoshop as fotos já eram manipuladas nas revelações, ou seja, isso faz parte da natureza humana.

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

Artista Alemão não identificado, A Powerful Collision, 1914

 

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

UnidGrete Stern (argentino, nascido na Alemanha, 1904-1999), Sueño No. 1: Articulos Eléctricos para el hogar, Sonho No. 1: Eletrodomésticos para a Casa, 1948

Instagram, photocaspe, Paint Net, Corel Draw e muitos outros programas e sites ajudam na edição da imagem. Alguns sites como o Instagram é recomendado mais para iniciantes que pretendem apenas melhorar suas fotos nas redes sociais, mas oferece boas alternativas.

O Corel Draw não é um editor de imagens, porém, pode ajudar a finalizar trabalhos iniciados em um programa específico pra isso, como a finalização de um cenário ou anúncio que mescle imagem, letras e desenhos.

Os demais programas não possuem a eficiência do photoshop, mas podem servir para arrumar uma foto de vez em quando.

Aqui mesmo eu fiz um tutorial passo a passo como editar fotos de graça usando Pixlr e neste vídeo ensino a retirar olheiras de maneira mais natural com o… Photoshop!

Bom, eu treino bastante minha pós-produção e uso o Adobe Camera Raw junto com o Photoshop, mas eu indico bastante o Lightroom pra quem está começando, ele realmente ajuda muito, principalmente pra quem precisa fazer pós-produção em muitas fotos ao mesmo tempo, e pra manipular, acredito que o photoshop seja imbatível.

Um pouco de diversão:

Um vídeo que está fazendo sucesso é o do photoshop em tempo real em um Clipe da francesa Boglárka ‘Boggie’ Csemer, que seria um sonho dos profissionais de áudio visual, mas que ainda não é possível, ele foi criação de uma equipe chefiada pela artista Balázs Sánta

E Já são clássicos os erros e exageros cometidos no Photoshop!

Eu sempre que posso acompanho o PS Disasters e vou colocar alguns exemplos aqui que eu adoro, sempre fico impressionada com cada coisa absurda que é “cometida”, mas aí eu me lembro do dia que precisava entregar 315 fotos editadas e que uma das principais estava com uma pessoa cortada ao meio (devido à lente usada, distância, ângulo, coisas que você conhece bem) e não tinha outra opção a não ser retirar a pessoa completamente… e teria sido trágico se depois colocar no ar às 3:00am, eu não tivesse percebido que havia esquecido uma mão sozinha perdida no ombro do contratante…  é, acontece!

Eu ri muito e entendi porque acontece 😛

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

MÃO

 

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

MÃO DE NOVO!

 

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

DUAS MÃOS!

 

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

3 BRAÇOS

 

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

QUATRO BRAÇOS

 

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

PERNA?

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

OLHOS

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

CABEÇAS

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

BOLSA

Photoshop! Afinal, eu preciso disso?

8GB OU 4GB?

E você tem alguma foto em que se orgulha da edição? Ou já “escorregou” como eu? Compartilha com a gente!

Abraços,

Assinatura Simxer - Autora do Foto Dicas Brasil

Erros – Se aproveite das minhas falhas!

Erros – Se aproveite das minhas falhas!

Olá fotógrafo!

Meu foco aqui no Foto Dicas Brasil é voltado pra fotógrafos iniciantes e hobbystas e percebo um crescente interesse de muitos em fazer eventos, ou profissionalmente, ou como treino pra futuramente poder cobrar, por isso achei muito pertinente compartilhar a minha experiência nesse processo, espero que seja útil, aliás, serve pra outras áreas também!

Eu realmente fiquei tentada em colocar um número específico de erros pra escrever esse artigo, mas conforme ia pensando naqueles que eu já cometi, comecei a perceber que foram muuuitos, resolvi então fazer uma compilação daqueles que, quando não repeti ou converti em acerto, me trouxeram maiores benefícios.

Considero a fotografia uma profissão bem peculiar, acredito que se compare até a outras áreas criativas, mas tenho a clara impressão de que o mundo é habitado, em sua maioria, por fotógrafos, e tenho certeza que se você está aqui, também tem uma sensação parecida 🙂

Uma vez decidi que iria fazer um bolo de aniversário (e eu sou péssima cozinheira, já comentei isso antes) e fui pesquisar na internet como se cozinha, confeita e decora um bolo infantil… Tragédia total claro, mas o que mais me espantou foi o fato de ter zilhões de sites ensinando passo a passo como realizar tal façanha e na época me pareceu que o mundo era exclusivamente habitado por confeiteiras, e fotógrafos, é claro! E apesar do meu resultado ter sido pífio, eu tenho total convicção de que só consegui chegar até o fim porque um dos artigos era pontuado com as possibilidades daquilo que poderia dar errado (e muitos passos deram), e isso foi o que mais me ajudou a corrigir e a me preparar para o que podia dar de errado, assim também diminuir a minha expectativa e conseguir ficar feliz com o resultado.

Acredito que devam existir erros comuns pra quem está começando na fotografia profissional e até mesmo aqueles que só a tem como hobby, e vou listar aqui alguns cometidos por mim. Pode ser que você ainda não tenha passado por eles, e quem sabe evitá-los pode ser uma boa ideia.

Vou tentar fazer uma lista dos erros mais técnicos para os mais filosóficos.

BACKUP

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Você está pensando, ahhh isso é óbvio! Fico feliz por você, porque pra mim era mais uma questão de fé, não sei bem em quê, mas era. Então não bastava somente não replicar os arquivos em outros hd´s, eu criei o “saudável” hábito de juntar mais de um evento fotográfico em um único cartão. E como era questão de crença, não de inteligência, eu até acabei nunca perdendo um HD antes de criar o hábito do backup, simplesmente porque antes eu perdi um cartão com 3 eventos juntos! Porque eu não tirei cada evento assim que terminei? Oras, porque eu estava muito ocupada! Não deu tempo e tenho certeza que esse artigo é muito pequeno pra caber aqui todas as minhas explicações que na época pareciam tão legítimas… mas não eram. Bom, passado o desespero inicial e as inúmeras tentativas de recuperação com tutoriais e programas da internet e até com empresas especializadas que pra pagar a recuperação das fotos, eu precisaria vender-todo-meu-equipamento, acabei ganhando de presente do meu sócio – esse sim, um cara super-hiper-mega precavido – um programa chamado Stellar Phoenix Photo Recovery, que recuperou TODAS as minhas fotos!!!! E a felicidade foi tão imensa que NUNCA mais deixei de fazer backup! Tenho vários HD´s e cartões para esse fim, mesmo tendo o programa aqui, porque vai que ele não funciona…

VERIFICAR O EQUIPAMENTO

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Provavelmente você já se esqueceu de alguma coisa, seja lá o que tenha sido, e se estava com sorte, isso só te trouxe um aborrecimento, senão, provavelmente trouxe junto um prejuízo! Bom, eu sofro da “maldição do portal”, ou seja, cada vez que passo por um, seja o da sala, do quarto ou do escritório, eu esqueço absolutamente o que estava pensando sem a menor chance de me lembrar daquela coisa importantíssima que eu jamais esqueceria! E a maneira como finalmente resolvi esses transtornos, tipo ficar olhando a mochila com cara de tacho à procura das pilhas que ficaram no carregador em casa (bom, pelo menos não me esqueci de carregá-las, não é?) foi com os meus imprescindíveis CHECK LISTS!

Como exemplo, segue abaixo o check list tipico de um dia de workshop de fotografia em grupo, em que a parte teórica é dada em sala de aula e a parte prática é ministrada ao ar livre.

Check list workshop

  1. Projetor 
  2. Cabos (alimentação e vídeo)
  3. Tela projetor 
  4. Extensão
  5. Benjamim
  6. Máquina fotográfica
  7. Bateria máquina fotográfica
  8. Pilhas do flash
  9. Algodão (pra troca de data do banner)
  10. Caneta pilot (pra troca de data do banner)
  11. Óculos
  12. Certificados
  13. Lista de presença
  14. Pesquisa de satisfação
  15. Pen drivers
  16. Conteúdo do projetor
  17. Carregador celular
  18. Sucos
  19. Água
  20. Café
  21. Cafeteira
  22. Dinheiro trocado pros ingressos
  23. Dinheiro do local
  24. Repelente
  25. Blocos
  26. Canetas
  27. Guia de bolso
  28. Chaves de casa

Deu pra perceber que tem de tudo, mesmo que pareça óbvio, eu escrevo conforme eu vou me lembrando e depois vou refinando, sempre preferindo pecar por excesso.  Funciona!

PASSAR ORÇAMENTO OU VALOR SEM BRIEFING

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Existe uma expressão que os arquitetos costumam ouvir que é “frita um projeto aí pra mim”, e eles respondem obviamente que “bolinhos” é que se fritam. Só quem escreve, desenvolve ou cria conteúdos sabe que é humanamente impossível fazer rapidinho qualquer coisa (de qualidade) e talvez uma das maiores bobagens seja “fritar” um briefing.

Simplificando pra quem não está acostumado com o termo, briefing nada mais é do que aquela reunião ou conversa com seu cliente pra descobrir EXATAMENTE o que ele quer de você, incluindo as coisas mais básicas como local do evento, número de pessoas, até as mais importantes como o gosto dele, a expectativa do resultado e às vezes até de como você deve se comportar.

Por exemplo, quando alguém me pergunta se posso cobrir um evento, eu já tenho na cabeça algumas informações básicas pra poder então determinar minimamente um preço do tipo “é a partir de tanto”. Por exemplo:

  1. O que é o evento (casamento ($$$$$), aniversário de 15 anos ($$$$), cobertura de palestra ($$$$), cobertura de uma Copa do Mundo ($$$$$$$$$)
  2. Pra quantas pessoas: 40, 100, 500? Dependendo do tamanho tenho que contratar um segundo fotógrafo ($$$$)
  3. A data, se é de urgência ($$$$), se é pro ano seguinte ($$)
  4. O local se é no Rio ($), São Paulo ($$), Marte ($$$$)
  5. O horário e a duração do evento.
  6. Como essas fotos serão entregues, só DVD, Book ou serão disponibilizadas na internet…

E mesmo com anos de experiência, às vezes na insistência do cliente você cai em umas boas roubadas! Descobri na prática que é melhor desenvolver técnicas investigativas pra descobrir todos os detalhes de um trabalho, do que ter que desenvolver a constrangedora capacidade de dizer pro seu cliente que você cobrou errado, e até lá, você ainda amarga uns prejuízos em nome do seu ego  😉 Ou seja, não tenha vergonha de perguntar!

ORÇAMENTO EVASIVO

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Mesmo depois do briefing detalhado, você pegar aquele orçamento batido e enviar, provavelmente o seu cliente vai perceber que é mais um na sua rede. Eu sei que fazer orçamento dá trabalho, mas acredite, faz parte do seu trabalho também! A minha dica é sempre personalizar.

Eu uso a seguinte estrutura nos meus orçamentos (ou como gosto de chamar, Proposta de Cobertura Fotográfica) que sempre mando num arquivo .pdf

1. Uma foto dentro do contexto (a que eu mais gosto do meu portfólio para aquele tema)

2. Descrevo o contexto – Seja ele qual for, procuro imaginar porque o cliente quer fazer aquelas fotos e a partir daí determino a importância, por exemplo em um ensaio de gestante eu posso escrever: “Os ensaios fotográficos de grávidas feitos em estúdio são uma ótima maneira de guardar para sempre esse momento que é único na vida não só de todas as mulheres, mas também de toda família e é nesse clima especialíssimo que procuro registrar todos os ângulos dessa experiência única”…

3. Descrevo o Escopo do trabalho – o que é o trabalho, em quanto tempo será feito, o que está incluído. Exemplo:

i. Ensaio fotográfico em estúdio em até 3 horas, com produção de maquiagem incluída. ii. Todas as fotos recebem tratamento básico do photoshop. iii. 20 fotos para tratamentos mais avançados de photoshop a escolha do cliente. iv. Book com 30 páginas e em média de 45 fotos (abaixo seguem as opções)

4. Descrevo o Cronograma – Exemplo:

i. O Ensaio poderá ser marcado de acordo com a disponibilidade da agenda. ii. As fotos são entregues em até 7 dias úteis para escolha das fotos que receberão tratamento avançado e estas entregues em até 4 dias úteis, totalizando em 11 dias úteis. iii. O Cliente terá até 14 dias para a escolha das fotos do book e o mesmo será entregue em até 30 dias.

5. Depois em itens separados descrevo o investimento e formas de pagamento.

6. E por último, mas não menos importante, coloco uma foto minha  e falo um pouco sobre minha experiência e alguns links dos meus portfólios. Se você ainda não tem experiência, fale da sua paixão pela fotografia e como você trabalha, ou qualquer coisa parecida, mas dê ao seu cliente uma oportunidade de conhecer você minimamente.

FOLLOW UP

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Como você viu, o briefing é trabalhoso e o orçamento idem, e é assim porque justamente você tem interesse em fazer o trabalho! Pra isso você precisa da maior quantidade de informação possível sobre, não só o trabalho, mas também do cliente pra poder criar um orçamento justo que atenda a ambas as partes.

É aqui no follow-up, que nada mais é que retornar pro seu cliente pra saber o que ele achou do seu orçamento, se por acaso está com alguma dificuldade em que você possa ajudar. É nesse momento que você vai ter a maior chance de conquistar ele. É um terrível engano achar que só  mandar um orçamento, que particularmente você acha que á a última Coca-Cola do deserto, vai estar com seu cliente garantido. Bom, só pensamento positivo também não funciona, eu já tentei 🙂

Uma boa técnica é já deixar pré agendado quando que VOCÊ vai ligar pra saber a resposta, dê uns dias pra ele pensar, mas jamais deixe em aberto do tipo, “tá bom, eu espero sua resposta”! O interesse é seu! E provavelmente ele tem outros fotógrafos pra fazer o mesmo trabalho, então vai gostar de perceber que você realmente está interessado. Aliás, prepare-se para renegociar os valores, faz parte também desse processo 😉

CONTRATO

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Sempre feche negócios, por menores que sejam, com um contrato! E dependendo do cliente, o termo “contrato” pode até assustar, então basta explicar que é só um “termo de compromisso”. Já ouvi muitas vezes me alertarem que cliente não é amigo, ou é amigo até acontecer algo de ruim, bom, eu prefiro acreditar que são amigos sim, afinal se você não pode trabalhar com seus amigos, não é com seus inimigos que você irá, né?  😉 E pra que assim permaneça, um contrato sempre é bem vindo.

Você pode baixar aqui uma versão do meu contrato comentado, já que com os anos eu tive que ir melhorando ele porque toda vez que dava alguma coisa errada, eu corrigia na próxima versão. Se você tiver alguma sugestão, sempre é bem vinda!

TERMO DE AUTORIZAÇÃO DE USO DE IMAGEM

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O mesmo caso do contrato (que já tem uma cláusula para o uso de imagem em portfólio). Eu disponibilizei junto com o contrato, uma versão mais abrangente, confesso que o único caso que tive problema, estava sem o termo… e claro que nunca mais deixei de usá-lo 🙂

Essas foram as lições que mais me marcaram nesses anos de fotografia, provavelmente existem muitos outros erros que impactaram na minha carreira em graus diferentes, mas esses definitivamente me ajudaram a conquistar mais clientes e confiança. Que venham os outros e que eu erre só uma vez 😉

Lembrando sempre que críticas, sugestões, correções e opiniões são sempre muito bem-vindas!!

Vamos juntos!

Texto que escrevi originalmente para o  Fotografia-DG