Compensação de Exposição (EV+/-)

Compensação de Exposição (EV+/-)

Você provavelmente já deve ter ouvido falar em Compensação de Exposição, ou pelo menos ter visto um botão ou o símbolo universal para essa função, mas não se arriscou muito a utilizar.
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Esse é um recurso muito básico! Inclusive pode ser encontrado em aplicativos de celulares, e você pode estar se perguntando porque eu ainda não havia abordado esse assunto aqui no Foto Dicas Brasil, que é um site voltado a ensinar fotografia para iniciantes, já que faz parte do básico? Simples, esse recurso pode ser resumido em uma frase: Se você precisa de mais luz, compense para mais, se precisa de menos luz, compense para menos.

A questão é que pra você entender exatamente pra que serve a compensação de exposição e, o mais importante, como aplica-la corretamente, você terá que entender funções e técnicas que não são tão básicas assim, e se você domina todas elas, acaba não precisando lançar mão da compensação de exposição.

Percebeu? Então pra quem seria a compensação de exposição? Para iniciantes que ainda não dominam o modo manual, e para aqueles intermediários que até já fotografam no modo manual, mas por várias razões, ainda utilizam alguns modos de cena semiautomáticos como o “P”, “AV” ou “TV”.

A primeira informação importante é que a compensação de exposição não funciona nos modos de cena “Automático”, e nem no Modo Manual, por motivos lógicos já que no primeiro a câmera decide absolutamente tudo por você (o que é péssimo!), e no segundo, é você quem está no controle de tudo (que é o ideal).

Fotometria e Fotômetro

 

Para entendermos o que é a compensação de exposição, precisamos entender primeiro o que é fotometria. Como os assuntos abordados neste artigo já foram escritos por mim de forma mais abrangente e completa, deixarei linkadas as palavras pra você estudar mais.

Bom, Fotometria é a medição da luz na fotografia. Consiste na técnica fotográfica que tem o objetivo de calcular a quantidade da luz que entra na câmera, resultando em uma imagem equilibrada e deixando a foto perfeita, ou seja, “É a quantidade de luz capturada por uma fotografia”.
Já o fotômetro é um aparelho que mede a intensidade da luz, adequando a necessidade específica estipulada pelo fotografo em obter o equilíbrio de luz desejada na fotografia. Existem dois tipos de fotômetros, os embutidos e os externos.

O fotômetro embutido na câmera mede a luz refletida pela cena, calculando a quantidade de luz atingida na pessoa, objeto ou paisagem que está sendo fotografada. Eles são padronizados para calcular e ajustar a imagem para conseguir um tom de cinza médio, que é quando a câmera acredita que esteja correta a exposição.

Exposição-Correta

Caso contrário a sua imagem pode ficar superexposta – com muita luz.

Superxposta

Ou ao contrário, subexposta – com pouca luz.

SubExposta

Cinza 18%

Aqui é onde realmente a compensação de exposição começa a fazer sentido! A sua câmera é projetada para enxergar as cenas como um cinza médio, ou seja, quando sua câmera avalia toda a cena para conseguir uma exposição balanceada (ou “correta”), na “cabeça” da câmera é de 18% cinza, fica fácil entender que isso é um grande problema quando estamos fotografando cenas com poucos contrastes, ou seja, branco no branco, ou preto no preto, porque nossa câmera sempre vai fazer essa medição puxando pro cinza médio, como na foto abaixo em que eu fotografei dois fundos diferentes, um branco e outro preto, nas mesmas condições de luz e no modo automático da câmera.

Modo de Medição

 

Então ela sempre vai puxar a fotometria pro cinza médio? Sim! Mas a forma como ela mede a cena, pode variar de acordo com o Modo de Medição utilizado. Você pode estudar como eles funcionam neste artigo: “Modos de medição”, mas aqui vou abordar o modo matricial que é o padrão da maioria das câmeras e também é o utilizado no modo automático.
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No modo matricial, a câmera irá fazer uma média da leitura da fotometria em toda cena enquadrada, isso significa que se eu tenho um objeto ou uma pessoa com um fundo grande e brilhante como em cenas de neve, você terá 99% de chance da sua neve ficar cinza!
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Botas na Neve – via Shutterstock

 

Nesses casos, a melhor opção é utilizar o Modo de Medição Pontual e escolher um tom neutro da cena, nem preto, nem branco, claro que o ideal seria o tal 18%, mas na ausência dele explicitamente, vale outras cores que possuam tons neutros, o importante é evitar o branco total e o preto total para essa medição.

Como Usar a Compensação de Exposição

 

Já entendemos como funciona a fotometria e como nossa câmera pode medir essa luz, agora vamos entender como a Compensação de Exposição funciona na realidade.
Quando você fotografa alguma cena como as descritas anteriormente, ou seja, com predominância de algum tom muito mais claro ou mais escuro que o cinza médio, a nossa câmera vai interpretar isso de forma errada, e aí nós precisamos dizer pra ela que naquele caso específico, nós queremos que ela superexponha ou subexponha a foto de propósito, por que só assim a fotometria estará correta.

Na maioria das DSLRs, a câmera terá um pequeno botão com um +/- nele. E pressionando esse botão você poderá escolher a compensação de exposição, normalmente se girar algum seletor será possível fazer isso de forma bem simples, mas caso não ache, basta procurar no seu manual aonde se encontra a “Compensação de Exposição”.

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A informação mais importante aqui é que quando girar esse seletor, ele fará isso em “stops”.

STOP

 

Aqui você tem um artigo completo sobre esse conceito: “Pare! O conceito de Stop”, mas porque entender esse conceito é tão importante? Simples, dependendo da Compensação de Exposição que escolher (+ ou -) e do modo de cena que estiver usando (P, AV ou TV), a sua câmera irá escolher um parâmetro diferente para compensar! E caso você não fotografe no modo manual ainda, saiba que tanto abertura, velocidade e ISO, trazem benefícios e malefícios!

E como é feita essa compensação? Em stops, ou seja, cada + ou -, vai representar uma variação de abertura ou velocidade diferente, tomamos como exemplo essa imagem que possuem três fotos que foram feitas exatamente sob as mesmas condições de luz no modo P (Programado – que é aquele modo que sua câmera configura abertura e velocidade e você pode compensar a luz com o ISO).

Quando eu aumento a compensação de exposição em 1 ponto (+1), ele baixa em 1 Stop a velocidade, isso acontece porque quanto mais baixa a velocidade, mais luz eu tenho na minha foto, quanto exatamente? O dobro da anterior!

CompensaçaoFundoBranco3juntas

Repare que a velocidade caiu para 3”2 (mais de 3 segundos!) e como você já sabe, seria impossível conseguir essa foto sem tripé.
E aí você me pergunta? Mas porque você não aumentou o ISO então, que nesse caso, traria um prejuízo muito menor, afinal, essa velocidade é impraticável no dia a dia sem condições especiais de configurações e equipamentos. Simples, eu estou usando um modo semiautomático, desenvolvido para iniciantes que ainda não fotografam no modo manual e por isso, talvez não tenha consciência ainda de opções melhores para fazer.

Eu repeti a mesma foto, nas mesmas condições de luz, só que dessa vez com um fundo preto, e aqui quando eu diminuo em 1 ponto a minha compensação de exposição, a minha câmera aumenta a velocidade em 1 stop, neste caso já seria melhor, visto que velocidades altas não causam prejuízo, mas ainda assim, as fotos possuem baixas velocidades que não seriam possíveis no dia a dia.

CompensaçaoFundoPreto3juntas

Compensação de Exposição nos Modos de Cenas Diferentes

 

Como disse antes, dependendo do modo de cena, a sua câmera escolhe um parâmetro diferente.

Modo Prioridade de Abertura (A ou AV) – No modo de prioridade de abertura, a compensação de exposição altera a velocidade do obturador. Lembre-se que neste modo, você define a abertura e a câmera fixa a velocidade do obturador correspondente. Se você alterar a abertura, a câmera apenas define uma outra velocidade do obturador correspondente, e não há nenhuma mudança no nível de exposição, ou seja, em princípio, não importa o quanto você mexa na abertura, a sua câmera irá sempre usar uma velocidade que dê a mesma exposição. Neste caso, a compensação de exposição te dá a capacidade de alterar a velocidade do obturador (e o valor global de exposição) enquanto permanecer com a mesma abertura que você originalmente havia definido, é como se você obrigasse a câmera a também mexer na velocidade.

Prioridade de Velocidade (V ou TV) – No modo de prioridade de Velocidade a compensação de exposição altera o tamanho da sua abertura. É basicamente o inverso do modo de Prioridade de Abertura. Você define uma velocidade do obturador e a câmera define uma abertura correspondente. Portanto, a compensação de exposição consegue mudar a exposição, permitindo-lhe mudar esse tamanho de abertura.

E essa variação também se dá em Stops! Não vou cobrir neste artigo como se constrói a escala de abertura, é um cálculo bem divertido, mas seria muita informação. Aqui minha dica é que você fique atento que um stop acima (+1) vai te dar um abertura maior (números pequenos) e um stop abaixo (-1), te dará aberturas menores (números de aberturas grandes).
E além da luz que você está escolhendo (mais, ou menos luz), a abertura influencia a profundidade de campo, que resumindo seria quanto maior a abertura, mais fundo desfocado você tem, quanto menor a abertura, mais coisas em foco você terá em sua cena.

No modo Programado (P) – No modo programado, as câmeras que eu testei a Compensação de Exposição, também alteraram a velocidade do obturador. É possível que a sua funcione de forma diferente, ou talvez você possa alterar isso em algum menu. E Tal como acontece com tantas coisas, esta é uma ótima oportunidade para dar uma boa lida no seu manual 😉

Dicas Finais

 

Quando então a Compensação de Exposição pode ser muito útil?

– Quando estiver utilizando algum modo semiautomático e ainda assim precisar aumentar ou diminuir a quantidade de luz.

– Quando estiver fotografando cenas de baixo contraste, com muito branco ou muito preto.

– Quando a sua câmera informar que a fotometria está correta (o fotômetro estiver marcando no zero), e ainda assim a foto estiver clara ou escura demais para o resultado que você pretende obter.

Bom, fique atendo ao modos P e TV quando estiver em baixas condições de luz, porque a câmera baixará a velocidade, por isso, estar com ela estabilizada em algum lugar ou em um tripé, pode ser a diferença.

E no modo AV, escolher mais luz, pode significar mais desfoque da cena, e nem sempre isso é algo desejado, principalmente em fotos de paisagens.

Exemplos Práticos

 

Esses são os resultados da compensação de exposição de uma cena parada no modo P com um tripé e dois fundos diferentes, um branco e outro preto. As 6 fotos utilizaram o modo de medição matricial e você pode estudar nos Exif´s das fotos como os resultados podem ser diferentes quando se compensa em 1 ou 2 pontos de diferença, primeiro pra mais:

1CompensaçaoFundoBranco_FotometriaCorreta_Low

2CompensaçaoFundoBranco_Fotometria+1_Low

3CompensaçaoFundoBranco_Fotometria+2Low

Depois pra menos:

4CompensaçaoFundoPreto_FotometriaCorretaLow

5CompensaçaoFundoPreto_Fotometria-1_low

6CompensaçaoFundoPreto_Fotometria-2Low

 

Conclusão

 

Todos nós queremos ser capazes de assumir o controle total sobre o processo de exposição, mas por razões diferentes, nem todos podemos assumir o modo manual de imediato, por isso saber como funciona a Compensação de Exposição pode ser a diferença entre ter um foto incrível, ou não.

Espero que o artigo seja útil pra você e que lhe ajude em mais um passo na sua jornada fotográfica. Se gostou, compartilhe e deixe sua opinião aqui nos comentários!

Boas Fotos e Vamos Juntos!

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Imagem destacada – Kansas City via Shutterstock

 

12 Dicas para fotografar Esportes

12 Dicas para fotografar Esportes

Quando pensamos em fotografar esportes, logo vem à nossa mente esportes profissionais, jogos oficiais, e todas aquelas imagens incríveis que estamos acostumados a ver quando grandes eventos esportivos acontecem, mas muitas técnicas fotográficas utilizadas nesses eventos por fotógrafos profissionais, podem ser aplicadas também naquele jogo imperdível do seu filho na escola, ou qualquer outro tipo de foto de ação que exige que você congele uma imagem.

Crianças-jogando-Futebol

Crianças jogando Futebol – Via Shutterstock

 

É muito frustrante quando tentamos eternizar um momento que passa muito rápido, e a foto sai completamente borrada! Primeiro precisamos entender porque isso acontece.

Porque as Fotos Saem Borradas?

Fórmula-1

© efecreata mediagroup

Fórmula 1 – Via Shutterstock

 

A primeira coisa que você precisa ter em mente é da importância de se manter parado, afinal, é o motivo da sua foto que está se mexendo, então estabilização é a palavra de ordem, simplesmente porque mesmo em velocidades mais altas e boas condições de luz,  há uma grande chance da foto sair borrada se você se mexer junto com o seu motivo.

Além da estabilização, o segundo motivo que mais borra as imagens são as velocidades baixas, e isso acontece principalmente quando se está fotografando no modo automático, as câmeras (todos os tipos), vão fazer de tudo pra garantir uma iluminação suficiente para a imagem sair, mesmo que isso signifique que você tenha como resultado uma imagem borrada.

Podemos melhorar e muito, nossas possibilidades de excelentes resultados com as próximas dicas!

Dicas para fotografar Esporte

1. Luz

Pólo-Aquático

© A. Ricardo

Pólo Aquático – Via Shutterstock

 

Sim, quanto mais luz, mais chances de conseguir congelar aquela imagem espetacularmente. Eu, particularmente, acho essa dica a mais importante porque nós temos uma tendência natural de achar que precisamos fazer as fotos nas condições de luz que encontramos no ambiente, e isso não é verdade. Uma vez estava vendo as fotos de um amigo fotógrafo que me mostrou uma cena de uma jogador de beisebol congelado em uma corrida, a foto era realmente linda, mas ele também me mostrou as outras 100 fotos que não deram certo, quando eu perguntei o que de tão diferente ele havia feito pra chegar naquele resultado, a resposta foi óbvia e surpreendente, ele disse que depois de inúmeras tentativas dando errado, por causa das condições ruins de iluminação do local – o jogo se passava em um estádio mal iluminado ao entardecer – ele percebeu que toda vez que um jogador passava exatamente embaixo de um dos holofotes, a imagem saía boa, mas a pose não, então ele passou o jogo inteiro apontando somente para aquele ângulo e disparando quando algum atleta passava ali até conseguir a sua foto histórica!

Perceber as variações, e possibilidades, da luz do local quando você não pode controlá-la, é uma das principais habilidades de qualquer grande fotógrafo!

2. Velocidade

Patinação-no-Gelo

© Paolo Bona

Patinação no gelo – Via Shutterstock

 

Se você já sabe fotografar no modo manual, saberá da importância de ter altas velocidades para congelar um movimento, a maioria das câmeras costumam precisar de velocidades acima de 1/100 para conseguirem congelar um assunto com nitidez, e muitos fotógrafos de esportes indicam que para conseguirem resultados realmente incríveis, você deve usar pelo menos 1/500. Você também pode utilizar o modo de prioridade de velocidade – considerando que você está em boas condições de luz – escolha uma velocidade acima de 1/100, acompanhe o motivo com a câmera e faça a foto! Ah, mas eu só posso fotografar esportes em alta velocidade? Não, e veremos mais a frente.

3. ISO

Futebol-Americano

Futebol Americano – Via Shutterstock

 

Ainda no triângulo de exposição e fotografando no modo manual (Abertura x velocidade e ISO), um grande aliado pra conseguir velocidades mais altas é o ISO! Quanto mais alto for o ISO, mais você poderá aumentar sua velocidade, o que pode ser determinante pra esse tipo de foto. Você já deve ter ouvido falar em ruído, essa é a parte ruim de um ISO alto, mas muitas vezes você nem precisa que ele seja tão alto, 400 ou 800 podem trazer aquela luz que falta pra aquela foto que você tanto espera!

4. Foco

Surf

Surf – Via Shutterstock

 

Muitas vezes nossas fotos saem borradas por causa do foco, é preciso focar cada cena que pretendemos congelar, na maioria das câmeras você precisa primeiro apertar o botão do obturador até o meio – fazendo o foco – e depois terminando de apertar o obturador para finalmente capturar a foto.

6. Modo de Foco

Snowboarder

Snowboarder- Via Shutterstock

 

Desligar o seu auto-foco para AF-C – Nikon- ou AI Servo para usuários Canon, permite que você acompanhe o seu assunto enquanto ele se movimenta ao apertar o botão do obturador, ao invés de ter que voltar a focar durante essa movimentação.

7. Modo de Área de Foco (AF)

Remo

Remo  – Via Shutterstock

 

Você também pode querer mudar os seus pontos focais para dinâmico, para torná-lo mais fácil de manter o foco em seu assunto. Dependendo da sua DSLR, pode haver um número grande de opções quando se trata de pontos AF, assim pode ser bem interessante ler sobre sua câmera e descobrir o que irá atender melhor a sua situação. Eu sugiro que seja Foco Central ou Único.

8. Foco no botão traseiro/AF-ON

Escalada

 

Escalada – Via Shutterstock

 

O botão AF traseiro da sua câmera substitui ter que apertar até a metade o botão do obturador para focar. Isto significa que você é capaz de bloquear o seu foco para facilitar a recomposição, deixando-o livre para mover para a esquerda ou para a direita, sem ter que mudar o foco.

Porém, é preciso se acostumar com esta nova forma de ajustar o foco, mas além dos benefícios que tem para a focagem, utilizar esse botão é ergonomicamente muito melhor também. Com o tempo, ela se torna uma maneira muito mais confortável de segurar a câmera, mudando o equilíbrio de peso para fotos potencialmente mais estáveis também!

8. Modo Burst ou Disparo Contínuo

Vôlei

© Muzsy

Vôlei – Via Shutterstock

 

Esse modo é aquele em que sua câmera dispara várias fotos uma atrás da outra enquanto você mantém o botão do obturador pressionado até o fim. Essa pode ser uma grande vantagem na fotografia de esportes. A maioria das DSLRs podem fazer em média de 3 FPS (frames por segundo – ou 3 fotos por segundo) a 8 FPS, mas modelos mais sofisticados como a 7D Mark II chega a fazer 10 FPS. Como o tamanho dos arquivos são potencialmente altos, a sua câmera terá que gravar as fotos na memória até salvá-las no seu cartão de memória, e isso pode ter impacto no tempo que terá que esperar pra ela estar pronta pra fotografar novamente.

9. JPEG ou RAW? 

Salto

Salto – Via Shutterstock

 

Já ouvi vários fotógrafos profissionais de esportes dizerem que fazem suas fotos somente em JPEG, isso acontece porque a câmera consegue passar uma imagem JPEG para a memória da câmera muito mais rápido do que uma imagem em RAW – que são arquivos potencialmente muito maiores – o que dificultaria a rapidez da gravação dependendo do equipamento. Com certeza é um conselho útil, mas para fotógrafos iniciantes, eu acredito ser uma excelente ideia fazer as fotos em raw, ou pelo menos considerar gravar nos dois formatos ao mesmo tempo, se sua câmera permitir.

10. Panning

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© ZRyzner

Fórmula 1 – Via Shutterstock

 

Panning é uma técnica que se utiliza baixa velocidade para conseguir o efeito de movimento como na foto abaixo. Utilizando um modo de foco contínuo junto com o modo burst, você aumenta bastante suas chances de um grande resultado!

11. Estabilizadores

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Correndo na areia – Via Shutterstock

 

Já que estamos falando de baixa velocidade, então precisamos falar de estabilização de imagem! Muitas câmeras DSLRs possuem estabilizadores em seus corpos e isso pode realmente ajudar em fotos mais nítidas. Também existem vários tipos de lentes com estabilizadores de imagem em seus corpos, principalmente lentes zoom, e minha dica é que se você está entre duas lentes, uma com estabilizador e outra sem, vale o investimento nas lentes com estabilizadores, principalmente se você for iniciante.

11. Tripés

Kite-Boarding

Kite Boarding – Via Shutterstock

 

tripé também podem ser seu aliado pra conseguir nitidez com fotos feitas em baixas velocidades ou com lentes zoom, já que quanto maior for o comprimento focal, mais estabilidade é necessário pra se conseguir bons resultados.

12. Lentes

Asa-Delta

Vôo Livre- Via Shutterstock

 

Uma lente zoom (teleobjetiva) é a escolha usual para este tipo de fotografia. Você provavelmente vai querer uma lente que lhe permita obter close-ups da ação, sem ter que chegar muito perto. Se você está iniciando, uma boa pedida é procurar lentes que possuam milimetragem entre de 200-300mm .  A abertura de sua lente escolhida também terá importância, já que muitas lentes zoom possuem aberturas muito pequenas, consideradas escuras, por isso, a luminosidade nesse caso será determinante. Caso possua uma lente zoom com grandes aberturas como f/2.8, suas chances aumentam exponencialmente. Lentes com “estabilização de imagem” embutido também é uma excelente ideia.

Conlusão

Ginástica-Rítmica

© Taranova

 

Ginática Rítmica – Via Shutterstock

 

Ter uma foto de esporte que realmente seja impactante, exige rapidez, perspicácia e muito paciência! Por isso fique muito atento ao redor do motivo da sua foto, escolha exatamente o que quer mostrar, o enquadramento pode ser a diferença de ter ou não ter uma foto top!

Espero que você tenha gostado, e  que este artigo possa ajudá-lo a conseguir fotos que você nunca tirou antes! E você já sabe, compartilhe nos comentários suas dicas, opiniões e resultados! E se achar que o artigo pode ser útil para outros apaixonados, compartilhe nas suas redes sociais, assim você colabora pra que a gente traga cada vez mais conteúdo pertinente para sua jornada fotográfica!

Boas fotos e vamos juntos!

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Imagem destacada Natação- Via Shutterstock

 

Sua Lente do Kit é Melhor do Que Você Imagina

Sua Lente do Kit é Melhor do Que Você Imagina

As lentes são uma das peças mais importantes, de equipamentos, que sua câmera pode possuir. Uma boa lente, bem cuidada, deve durar décadas, muito mais do que qualquer corpo de câmera digital. É por isso que os fotógrafos profissionais investem tanto nelas, talvez sejam os melhores investimentos que podemos fazer quando pensamos em fotografia profissional…
A questão é: quando estamos começando ou somos apenas hobbystas, já compramos nossa primeira câmera pensando em quando iremos “evoluir” e trocar de lentes?

Para mim, nem sempre é preciso fazer isso!

Primeiro, vamos ao conceito mais simples, o que é uma “lente do Kit”?

O Que é uma Lente do Kit?

 

18-55mm_

Desde o início, as câmeras DSLRs (lentes intercambiáveis) foram vendidas com uma lente de kit para ajudar o usuário a começar a tirar fotografias. A primeira lente de kit foi a 50mm, pela simples razão de possuir o ponto de vista mais próximo ao olho humano, e por ser uma lente relativamente clara e mais acessível para a fabricação. A lente de 50mm foi vendida com a maioria das câmeras como uma lente de kit por décadas até os anos 80, quando as lentes Zoom atingiram a maioridade.

A década de 80 viu o crescimento da popularidade de lentes zoom. Ao contrário de suas antecessoras que eram mais pesadas e lentas na década de 70, as lentes zoom apresentaram resultados ópticos significativamente melhores em meados dos anos 80. Os consumidores amaram a conveniência das lentes zoom, e elas rapidamente se tornaram a escolha popular para as lentes do kit. Começando com lentes 35-70mm e depois com a lente 28-70mm, mostrando que os fabricantes tornaram-se mais eficiente em fazer lentes zoom.

Com o advento dos sensores cropados (sensores menores que estão nas câmeras consideradas de entrada e semiprofissionais), a lente zoom 18-55mm tornou-se a principal lente do Kit. As lentes do kit são leves e acessíveis, e frequentemente criticadas pela sua construção mais barata, e muitos fotógrafos assumem que as lentes do kit 18-55mm possuem desempenho óptico medíocre condizente com seu status de “lente do kit”, mas isso não poderia estar mais errado …

©Darrell Young

©Darrell Young

Bom, como você deve saber, a lente 18-55mm não é a única lente considerada de Kit, talvez a mais usada atualmente, mas existem no mercado outros comprimentos focais como a Nikon 18-105mm VR e EF-S Canon 18-135mm que também são consideradas de Kit, e são mais versáteis, então já fica a dica: se você for iniciante e puder começar com uma delas, será mais fácil sua adaptação.

E a principal diferença pra quem está comprando a sua primeira câmera, é o alcance da lente, quanto maior o último número, mais fechado será o campo de visão, ou seja, mais zoom terá a sua câmera. E quanto menor o primeiro número, mais aberto será esse campo de visão, enquadrando mais da cena.

Distancia-focal

Então de acordo com a imagem acima, teríamos em nossa lente do kit: 18mm – Super grande angular e 55mm – Normal, o que nos deixaríamos sem zoom nenhum, certo? Não, felizmente!

Pra continuarmos com nosso entendimento, é preciso levar em consideração que estamos falando em lentes de Kit, por isso, também estamos falando de câmeras cropadas, você pode estudar mais sobre o assunto aqui, mas resumindo, as câmeras cropadas (câmeras de entrada e semiprofissionais) possuem sensores menores, e por isso o ângulo de visão também se altera. No caso da nossa lente 18-55mm, é preciso multiplicar o comprimento focal pelo fator de corte do fabricante da minha câmera, por exemplo, na Nikon é 1,5x e na Canon é 1,6x.

Nikon: 18mm x 1,5x = 27mm, e 55mm x 1,5x = 82,6mm – 27-83mm

Canon: 18mm x 1,6x = 28,8mm, e 55mm x 1,6x = 88mm – 29 – 88mm

E de volta à nossa imagem de comprimento focal, agora temos duas lentes que vão de Grande Angular a Teleobjetiva (mais considerada meia tele), o que já torna nossa lente do Kit bem mais versátil.

Outra consideração a fazer é que a maior abertura possível nessas lentes é f/3.5, o que pode dificultar conseguir uma boa foto em situações de pouca luz. Não se esqueça também que esta abertura só estará disponível no maior ângulo (18mm), conforme você der zoom com sua lente, a sua abertura irá diminuir até chegar a f/5.6, o que não é nenhum problema quando se fotografa em boas condições de luz, como de dia. Por outro lado, alguns fabricantes como a Canon, estão equipando suas lentes do Kit com estabilizadores de imagem, o que permite tirar fotos com velocidades de obturação mais lentas do que seria possível. Então, teoricamente, você poderia pegar sua câmera, definir o comprimento focal da lente para 18mm, e tirar uma foto sem tremer a 1/4 ou mesmo 1/2 segundos. Isso é incrível com pouca luz e permite-lhe explorar o potencial criativo de tirar fotos à noite.

Uma das melhores coisas que uma lente de kit pode fazer por você é ajudá-lo a aprender a ser um fotógrafo melhor. Ao saber as limitações do seu equipamento, e aprender o que suas lentes (e câmeras) podem e não podem fazer, a sua capacidade de resolver problemas no local vai disparar. Fotografar no modo manual torna-se uma segunda natureza, e a qualidade das suas fotos sobe exponencialmente.

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© Nelson Tan – Canon EF-M 18-55mm

Se a sua única lente é uma lente de kit, isso significa que você deve sair e comprar uma melhor imediatamente? Não, não tem – não importa o que alguém diz, ou o quanto você pode cobiçar uma lente nova, a sua lente do kit é uma grande lente para começar a usar. Se você estiver em uma posição onde você não pode se dar ao luxo de comprar outra lente, ou você simplesmente não sabe o que comprar, não se preocupe. Você vai se surpreender com o que você pode fazer com a sua lente do kit, uma vez que você sabe como tirar o melhor proveito dela.

O fotógrafo Neozelandês Andrew S. Gibson se orgulha das suas fotos publicadas na revista americana “Practical Photography” de uma jornada feita à América do Sul com sua então lente do Kit, simplesmente porque na época ele não sabia que lente comprar, por isso decidiu ficar com a que tinha vindo com a câmera. Ter suas fotos publicadas, não somente nesta revista, mas em várias outras na época, foi um ponto de virada para ele porque lhe deu a crença necessária para conseguir chegar onde está atualmente.

©Andrew S. Gibson

© Andrew S. Gibson

Já a fotógrafa chinesa Jingna Zhang é uma reconhecida fotógrafa profissional de moda e editorial. Ela é boa, e ela começou sua carreira com uma 350D EOS e uma lente 18-55mm do kit. A qualidade das imagens que ela criou com essa câmera e lente do kit, fabricada em 2006 e por isso ultrapassada pelos padrões de hoje, ainda é muito alta. Dê uma olhada e você verá o que quero dizer.

© Jingna Zhang

© Jingna Zhang

©Jingna Zhang

© Jingna Zhang

© Jingna Zhang

© Jingna Zhang

  Obtendo o Melhor de sua lente do kit

 

Então, como você pode tirar o melhor proveito de uma lente do kit? Uma dica muito legal é pensar na sua lente como duas lentes em uma. Se você tem uma lente de kit de distância focal típica, 18-55 mm, trate-a como uma lente de 18 milímetros e outra de 55 milímetros. A 18 milímetros é uma grande-angular moderada (lembre-se que ela se tornou uma 27mm por causa do fator de corte), que é excelente para paisagens, arquitetura e fotos de natureza. Na outra extremidade temos a 55 milímetros (83mm considerando o fator de corte), que é uma meia tele ideal para fotografar retratos, detalhes ou comprimir perspectivas.

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© Nelson Tan – Fuji XF 18-55mm

Isso não significa que você não possa usar as distâncias focais intermediárias, e há momentos em que você não poderá evitar, mas se você fotografar a maior parte do tempo somente com os comprimentos mais curto e o mais longo, você vai aprender como eles se comportam. As lentes são o “olhos” da sua câmera e dominar o comportamento delas irá fazer suas fotografias melhorarem cada vez mais, inclusive dando a você a habilidade de decidir quando finalmente trocar de lente, e quando esse momento chegar, sugiro a leitura deste artigo: “Evite os 10 Erros Mais Comuns na Hora de Comprar uma Lente”.

Deficiências de lentes de Kit

 

Conforme você evoluir na sua fotografia, provavelmente irá perceber melhor e entender algumas deficiências de uma lente de Kit, mas fique atento, porque isso é algo que você deve considerar depois que esgotou todas as suas possibilidades de fotos com uma lentes dessas, como vimos antes, é possível muita coisa.

Além da abertura que falei mais acima, estas duas deficiências são as principais limitações de lentes de kit:

Distância focal: Você pode achar que 18 milímetros não é grande o suficiente – você precisa de um menor comprimento focal de modo que você possa tirar fotos mais dramáticas ou ter mais enquadramento de uma paisagem, nesse caso, é hora de começar a pensar em comprar uma nova lente grande-angular.

Por outro lado, se você achar que 55 milímetros não te permite chegar tão perto quanto você gostaria de seu assunto, então você precisa de uma lente com mais zoom. Isso pode acontecer se você estiver fotografando animais selvagens ou esporte, por exemplo. Na minha experiência com meus alunos, aqui talvez seja a maior dificuldade, já que muitos migram de câmeras automáticas ou superzoom, e a proximidade de uma lente com 55mm pode ser meio frustrante, mas acredite, é possível muita coisa com essa distância, você precisa mudar sua visão e se adaptar ao seu novo equipamento e assim, criar também um novo modo de fotografar!

©Gemini

© Gemini

A focagem automática: O foco automático em lentes de kit tende a ser mais lento e mais ruidoso do que em lentes mais caras. Se o desempenho de focagem automática de sua lente kit está prejudicando você, pode ser hora de atualizar, e aqui de novo, acredito que seja uma questão de entender esse atraso e buscar soluções, quanto mais você souber o comportamento exato do seu equipamento, mas poderá prever os resultados e se adiantar às situações, criando assim, condições favoráveis para resultados surpreendentes.

 

Conclusão

 

Canon EF-S 18-55mm

© Nelson Tan – Canon EF-S 18-55mm

A lente é uma parte vital para a sua fotografia, mas ela não trabalha sozinha, ter as melhores lentes do mercado com uma câmera de entrada, não faz muito sentido, como ter uma boa câmera e uma boa lente e fotografar no modo automático, faz menos sentido ainda. Dominar os principais conceitos da fotografia, fotografar no modo manual, saber aplicar cada comprimento focal da sua lente, usar seu equipamento de forma inteligente, fará com que tanto a sua lente do Kit, ou qualquer outro investimento, realmente se justifique.

A evolução do seu equipamento é uma forma de você expressar melhor a sua visão artística, e para chegar lá, você precisa primeiro desenvolver essa visão, e nada melhor do que começar com o equipamento que você já tem!

Bons estudos, boas fotos e vamos juntos!

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Fotos mais Nítidas com a Regra da Reciprocidade

Fotos mais Nítidas com a Regra da Reciprocidade

Você já ouviu falar na regra da reciprocidade em fotografia? Pois então, essa é mais uma daquelas regras técnicas que podem, e muito, ajudar a gente a conseguir fotos mais nítidas, o que normalmente é o objetivo de qualquer fotógrafo.

Como já sabemos, a fotografia é um conjunto de muitas habilidades que somadas entre elas, e não necessariamente todas aos mesmo tempo, permite resultados específicos e situações específicas.

Não confunda os ajustes do triângulo de exposição, ou seja, como trabalhar a nossa fotometria regulando a velocidade, abertura e ISO, com a Regra da Reciprocidade, mesmo que o triângulo exija que toda vez que você ajuste um dos três elementos os outros dois (normalmente) precisam também ser ajustados, matematicamente a Regra da Reciprocidade está relacionada a um número recíproco.

E o que é um número recíproco? O recíproco de um número é o inverso multiplicativo do número ou, por outras palavras, 1 dividido pelo número. Por exemplo, o recíproco de 100 é 1/100.

Esclarecido isso, gostaria de fazer uma analogia simples para entendermos porque a Regra da Reciprocidade pode ser útil para conseguirmos fotos mais nítidas quando fotografamos, principalmente, com lentes zoom ou teles, onde a estabilidade da imagem é crucial para bons resultados… Imagine visualizar um motivo através de um cano de pvc de 1 metro mais ou menos. Você pode firmar os braços, prender a respiração e conseguir bons resultados, agora tente a mesma coisa com um cano de 3 metros de comprimento, o que irá ocorrer é que ele envergará e por mais imóvel que você fique, o final dele ficará balançando. É exatamente isso que acontece com nossas lentes.

Explicado isso, vamos ao artigo que traduzi do fotógrafo americano Nasim Mansurov que acredito ser o mais completo pra você aprender a utilizar a Regra da Reciprocidade na fotografia, e como você já sabe, fiz os ajustes que julguei necessário para facilitar o seu entendimento. Vamos lá?

Qual é a Regra da Reciprocidade na Fotografia?

 

Um dos maiores desafios que muitos fotógrafos encaram é tirar fotos nítidas quando estão segurando uma câmera com as mãos. Muitos acabam com imagens embaçadas, sem entender a fonte do problema, que geralmente é o movimento da câmera. Infelizmente, o movimento da câmera pode vir de várias fontes diferentes – de técnicas de apoio inadequadas até vibrações do espelho e do obturador que podem ser realmente desafiadores e às vezes até impossível de lidar. Embora eu fale sobre os tópicos em artigos separados, eu gostaria de falar sobre a causa mais comum do movimento da câmera: uma velocidade do obturador menor do que a aceitável quando você está segurando manualmente uma câmera. Eu irei introduzir e explicar a Regra da Reciprocidade, que pode ajudar a aumentar muito as suas chances de conseguir fotos nítidas quando você não tem um tripé por perto.

Foto feita sem tripé seguindo a Regra da Reciprocidade - Sony A7R + FE 35mm f/2.8 ZA @ 35mm, ISO 100, 1/40, f/11

Foto feita sem tripé seguindo a Regra da Reciprocidade –
Sony A7R + FE 35mm f/2.8 ZA @ 35mm, ISO 100, 1/40, f/11 – © Nasim Mansurov

O Que é a Regra da Reciprocidade?

Devido ao fato de que nós humanos não conseguimos ficar completamente imóveis, principalmente quando estamos segurando um objeto como uma câmera, os movimentos causados pelo nosso corpo podem mover a câmera e introduzir um borrão nas imagens. A premissa básica da Regra da Reciprocidade é que a velocidade do obturador da sua câmera deve ser pelo menos recíproca à eficácia do comprimento focal da lente. Se você estiver confuso com o que isto significa, não se preocupe – é bem fácil de entender assim que você vir em um exemplo.

Distancia-focal

Digamos que você esteja fotografando com uma lente de zoom como a Nikkor 80-400mm f/4.5-5.6G VR em uma câmera Full Frame, como a Nikon D750. Tudo o que a regra está dizendo é que se você estiver fotografando a 80mm, a velocidade do obturador deve ser pelo menos 1/80, enquanto que se você aumentar o zoom para 400 milímetros, a velocidade do obturador deve ser pelo menos 1/400.

Usar velocidades tão altas deve prevenir o borrão causado pelo movimento da câmera. Por que? Porque há uma correlação direta entre a distância focal e o movimento da câmera – quanto maior a distância focal, mais potencial haverá para o movimento da câmera. Se você tiver lentes zoom, como a lente de 80-400mm mencionada acima, você provavelmente já notou como seu visor fica mais tremido quando você olha com o zoom na maior distância focal, comparado com a menor – isso é porque o movimento da câmera é ampliado a distâncias focais maiores:

Focal-Length-and-Camera-Shake

Você pode ver como o potencial para o movimento da câmera é aumentado com o aumento da distância focal. As linhas vermelhas pontilhadas representam o limite potencial de quanto a câmera pode se mover quando é segurada manualmente, e possui limites muito menores a 80mm do que a 400mm. Isso se dá porque o movimento da câmera é ampliado com o aumento no comprimento focal.

O Movimento da Câmera NÃO é o Borrão de Movimento

É importante destacar que o borrão causado pelo movimento da câmera é bem diferente do borrão de movimento (quando o motivo é mais rápido do que a velocidade do obturador – Panning) – ele geralmente deixa a imagem toda borrada, enquanto no borrão de movimento pode ser apenas do motivo, ou uma porção do motivo borrada, enquanto o resto da imagem aparece nítida. Também é importante destacar que a Regra da Reciprocidade apenas se aplica quando você está segurando uma câmera manualmente – montar a sua câmera em um objeto estável, como um tripé, não irá exigir velocidades do obturador maiores.

Comprimento Focal Efetivo

Por favor, note que eu usei as palavras “comprimento focal efetivo” na definição e forneci um exemplo com uma câmera Full Frame. Se você tiver uma câmera com um sensor menor que 35 mm, ou seja, uma câmera cropada (e a maioria das DSLRs de entrada, câmeras semiprofissionais e câmeras mirrorless possuem sensores menores), você primeiro precisa computar o comprimento focal efetivo, também conhecido como “campo de vista equivalente”, multiplicando o comprimento focal pelo fator de corte. Então, se você usar a mesma lente 80-400mm em uma câmera Nikon DX com um fator de corte de 1,5 x e estiver fotografando a 400mm, sua velocidade do obturador mínima deve ser pelo menos 1/600 de segundo (400 x 1,5 = 600).

Notas e Exceções

Lago-Moraine

Lago Moraine via Shutterstock

 

Embora ela seja comumente chamada de “Regra da Reciprocidade”, ela não é uma regra em si – apenas um guia para a velocidade mínima do obturador para evitar o borrão causado pelo movimento da câmera. Na verdade, como a velocidade do obturador afeta o movimento da câmera depende de diferentes variáveis, incluindo:

A eficiência de sua técnica de manuseio: Se você tiver uma técnica de manuseio ruim, a Regra da Reciprocidade pode não funcionar para você e você pode precisar usar maiores velocidades do obturador. Os equipamentos e lentes variam em tamanho, peso e volume, então você pode precisar utilizar técnicas de manuseio especializadas, dependendo do que você está fotografando. Saber segurar a câmera corretamente, pode ser determinante para bons resultados, sempre!

Resolução da câmera: independente de você gostar ou não, as câmeras digitais estão aumentando em resolução e como nós vimos no caso de câmeras de alta resolução como a Nikon D810, ter mais pixels aglomerados no mesmo espaço físico pode ter um efeito drástico na nitidez das imagens com zoom 100%. Câmeras com resoluções maiores mostrarão mais intolerância ao movimento da câmera do que as câmeras com menor resolução. Então, se você estiver lidando com uma câmera de alta resolução, você pode precisar aumentar sua velocidade do obturador para um valor maior do que a Regra da Reciprocidade sugere.

Qualidade/nitidez da lente: você pode ter uma câmera de alta resolução, mas se ela não for equipada com uma lente de alto desempenho com boa nitidez, você não conseguirá tirar fotos nítidas, não importa o quão rápida é a velocidade do obturador.

Tamanho do motivo e distância: fotografar um pequeno pássaro de uma longa distância e querer que cada detalhe das penas seja preservado geralmente requer uma maior velocidade do obturador do que o recomendado pela Regra da Reciprocidade, principalmente se o motivo precisar ficar nítido com zoom 100% (nível dos pixels).

Estabilização da imagem: este é um fator importante e deve ser explicado separadamente – veja abaixo.

Estabilização da Imagem

A Regra da Reciprocidade fica de fora se a sua lente ou câmera vir com estabilização da imagem (também conhecida como “redução de vibração” ou “compensação de vibração”), porque ela reduz efetivamente o movimento da câmera movendo os componentes internos da lente ou do sensor da câmera. Como a implementação e eficácia da estabilização de imagem depende de vários fatores, incluindo tecnologia do fabricante, estabilização da lente versus imagem da câmera, uso eficaz da tecnologia de estabilização e outros fatores, seu impacto varia muito de câmera para câmera e de lente para lente. Por exemplo, a Nikon e a Canon usam estabilização da lente e geralmente afirmam ter de 2-4 vezes o potencial de compensação nas lentes, enquanto a Olympus afirma ter 5 vezes a compensação em sua câmera mirrorless OM-D E-M1 com sistema de estabilização de imagem no corpo com 5 eixos. Este é um grande potencial para reduzir a velocidade do obturador para números muito menores do que a Regra da Reciprocidade recomendaria.

Praia-Mar-Vermelho

Praia do Mar Vermelho via Shutterstock

 

No exemplo acima com a lente Nikkor 80-400mm f/4.5-5.6G VR, como a lente vem com estabilização da imagem e a Nikon afirma ter até 4 paradas de compensação, você poderia teoricamente reduzir a velocidade recomendada do obturador pela Regra da Reciprocidade em até 16 vezes! Então, quando estiver fotografando a 400mm, se sua técnica de manuseio for perfeita e você ligar a estabilização da imagem, você poderia ir de 1/400 de se segundo (Regra da Reciprocidade baseada em uma câmera Full Frame) para 1/25 de segundo e ainda ser capaz de capturar uma imagem nítida de seu motivo (desde que seu motivo não se mova em velocidades tão altas e cause borrões de movimento). Em tais casos, a Regra da Reciprocidade simplesmente não se aplica…

Aplicando a Regra da Reciprocidade: ISO Automático

Muitas câmeras digitais modernas vêm com um ótimo recurso chamado “ISO Automático”, que permite que você deixe a câmera controlar o ISO, dependendo das condições de iluminação. Algumas implementações de ISO automático são bem simplistas, deixando que o usuário especifique apenas o ISO mínimo e máximo e deixando pouco ou nenhum controle sobre a velocidade mínima do obturador. Outros possuem recursos de ISO Automático mais avançados, permitindo especificar não apenas os limites do ISO, mas também a velocidade mínima do obturador antes do ISO ser mudado. A Nikon e a Canon, por exemplo, possuem um dos melhores ISO Automático em suas DSLRs modernas – além do mencionado acima, a velocidade mínima do obturador pode ser configurada como “Automático”, o que irá configurar automaticamente a velocidade do obturador baseado na Regra da Reciprocidade:

Nikon-Auto-ISO-Sensitivity-Settings

Você pode até mesmo personalizar mais este comportamento, diminuindo ou aumentando a velocidade mínima do obturador relativa à Regra da Reciprocidade. Por exemplo, na minha Nikon D750, eu posso configurar a velocidade mínima do obturador para “Automático”, depois definir o limite uma vez para “Mais Rápido”, o que irá dobrar a velocidade do obturador baseado na Regra da Reciprocidade. Então, se eu estiver fotografando a digamos, uma distância focal de 100mm, a câmera irá automaticamente aumentar o ISO somente quando minha velocidade do obturador ficar abaixo de 1/200. E se eu usar uma lente estabilizada e quiser que a minha câmera tenha uma velocidade mínima do obturador menor, eu posso mover o limite para “Mais Devagar”, reduzindo a velocidade mínima do obturador de acordo com a Regra da Reciprocidade.

Conclusão

 

Lago-Plitvice

Lago Plitvice Via Shutterstock

 

Muitas vezes tudo o que precisamos é nos cercar de técnicas e dicas simples para conseguirmos avançar na nossa jornada fotográfica, é importante considerar que um equipamento bom não consegue bons resultados por si só, é preciso se dedicar a aprender o básico da fotografia de forma consistente e assim, sempre alcançar os resultados que desejamos. Espero ter contribuído com este artigo para você subir mais um degrau na sua jornada fotográfica.

Não deixe de compartilhar sua opinião, aqui ela é sempre bem vinda!

Vamos juntos!

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Artigo original: PotographyLife.com

Imagem em destaque: Buttermere Via Shutterstock

6 Lições Que um Formato Quadrangular Pode Ensinar a Você Sobre Composição

6 Lições Que um Formato Quadrangular Pode Ensinar a Você Sobre Composição

Composição! Responsável por grande parte do resultado da nossa foto.
Claro que nós já sabemos que é preciso estudar as principais técnicas fotográficas como abertura, velocidade e ISO, e que precisamos também dominar a pós-produção pra dar aquele toque especial imprescindível para uma fotografia de qualidade. Agora, tudo isso precisa estar ao dispor de uma boa composição!

Você já sabe que existe um mundo de possibilidades e formas de evoluir seu olhar fotográfico estudando composição, e hoje nós iremos estudar mais uma forma que vai ajudá-lo a pensar “fora da caixinha”, para isso traduzi especialmente para você, um artigo do escritor e fotógrafo Neozelandês Andrew S. Gibson, um especialista e apaixonado por esse tema que traz uma proposta no mínimo curiosa: Fotografar em um formato quadrangular, em um mundo onde estamos o tempo todo compondo, ou sendo incentivados a compor, fotos retangulares, esse pode ser um grande desafio!

6 Lições Que um Formato Quadrangular Pode Ensinar a Você Sobre Composição

 

A composição no formato quadrangular é um processo diferente do que com um enquadramento retangular. O benefício de compreender por que isso acontece é que você será capaz de aplicar as aulas aprendidas para melhorar a composição de suas imagens em qualquer proporção. Mesmo se você nunca pretender usar isso, vale a pena brincar com o formato quadrangular apenas por isso.

Vamos dar uma olhada em alguns desses fatores:

1. Equilíbrio

Um quadrado é uma forma perfeitamente equilibrada. Cada lado é igual em comprimento. Usar um formato quadrangular encoraja o olho a se mover pelo enquadramento em um círculo. Isto é diferente do formato retangular, onde o olho é encorajado a se mover de um lado para o outro (no formato de paisagem) ou para cima e para baixo (no formato de retrato). Há muitos fatores que influenciam o modo como o olho se move pela foto, incluindo o uso de linhas, textura, cor, foco seletivo e espaço negativo. Mas a forma do enquadramento é um fator importante.

Nesta paisagem, composta com a proporção de 3:2 da minha câmera de 35 mm, o olho é encorajado a se mover de um lado do outro pela forma do enquadramento e as linhas horizontais:

Paisagemretangular_

Nesta foto de formato quadrado, o olho é encorajado a se mover ao redor do enquadramento em um círculo:

Paisagemquadraangular_

2. Espaço

Espaço negative é o termo usado para descrever o espaço vazio em uma imagem ao redor do motivo. A composição frequentemente é melhorada ao se aproximar do motivo. Mas às vezes você pode criar uma atmosfera ou enfatizar o formato do motivo incluindo espaço negativo ao seu redor. No enquadramento retangular, isto pode ser difícil de fazer, pois resulta em muito espaço vazio. Mas isso pode ser muito eficaz no formato quadrangular.

Aqui está uma foto que eu tirei de um lagarto na proporção de 3:2:

Lagartoretangular

E aqui está a mesma foto editada como quadrangular:

lagartoquadraangular

Qual você prefere? Não há resposta correta – isso é completamente subjetivo. Mas é interessante como a dinâmica da imagem é mudada apenas com uma edição.

3. Simplicidade

O format quadrangular traz uma abordagem simples. Há menos espaço dentro de um enquadramento quadrangular do que em um retangular, portanto, simplificar a composição se torna uma necessidade.

Criar uma composição simples é frequentemente muito mais difícil do que parece. Mas este é um exercício muito útil. Para as suas fotos terem impacto, você deve eliminar o máximo de distrações possíveis. O foco deve ser em seu motivo. Se houver outros elementos dentro do enquadramento que afastem os olhos do espectador do motivo, isso pode diminuir a força da imagem.

A composição desta imagem é a mais simples possível:

SolQuadrado

4. Formato

Quantas formas você pode ver nas imagens abaixo? Há círculos, quadrados, losangos, retângulos e triângulos nessas fotos. O formato quadrangular se apresenta neste estilo de composição. Eu acho que isso é porque o quadrado é uma forma poderosa, que enfatiza outras formas dentro dele. Ligado a isto estão as ideias de equilíbrio e simplicidade. Simplificar a composição enfatiza a forma, assim como colocar formas dentro de um enquadramento quadrangular. Converter para preto e branco as enfatiza ainda mais.

QuadradosPretoeBranco

5. Composição central

No formato quadrangular, você pode frequentemente colocar o motivo no centro do enquadramento para uma composição eficaz. Geralmente muitos fotógrafos tendem a evitar colocar o motivo fora do centro para deixar a composição mais interessante. Mas no formato quadrangular isso não se aplica.

Isso é ainda mais verdadeiro quando a imagem é simples. Quanto menos distrações houver no enquadramento, mais eficaz a composição central se torna. Se o motivo tiver uma forma forte, o espaço vazio ao seu redor enfatiza a forma. E o formato quadrangular providencia o enquadramento perfeito e equilibrado:

Pedraquadraangular

Pedras Via Shutterstock

6. Preto e branco

Retire a cor e o que você tem? Uma imagem que depende do contraste dos tons para ter impacto e que enfatiza elementos visuais tais como linhas, textura e formas. O formato quadrangular e o preto e branco parecem terem sido feitos um para o outro, o que talvez explique sua popularidade com fotógrafos de arte.

Dê mais uma olhada nas fotos deste artigo. Você prefere as imagens coloridas ou as monocromáticas? A resposta pode fornecer a você uma ideia para futuros projetos fotográficos.

Conclusão: Divirta-se

 

Não importa se você fotografa com a intenção de utilizar o formato quadrangular, ou se você volta para imagens antigas para ver se elas podem ser melhoradas se forem editadas como quadrados, o mais importante aqui é se divertir com o processo. Aprecie o desafio de usar o formato quadrangular e suas implicações para a composição. Você irá criar algumas belas imagens e as aulas que você irá aprender sobre composição ao longo do caminho o ajudarão a criar melhores imagens no futuro.

Espero que tenha gostado deste desafio e que você continue treinando para conseguir cada vez mais resultados incríveis na sua jornada fotográfica, cada detalhe é importante para formar um conjunto de habilidades para nos transformar em fotógrafos cada vez melhores, você pode aprender mais estudando os artigos “10 Motivos Pelos Quais Você PRECISA Aprender Sobre Composição“, “10 Regras de Composição Fotográfica (e por que elas funcionam!)“, “Domine a perspectiva como elemento de composição” e “Aprenda a Usar o Ponto de Fuga Como Elemento De Composição“.

Boas fotos e até!

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Imagem em destaque: Noivos via Shutterstock

Artigo Original

Dicas Para Fotografar Aves

Dicas Para Fotografar Aves

Fotografar aves é um verdadeiro desafio, principalmente quando elas estão voando. Porém, é possível tirar imagens ainda mais cativantes de pássaros se alimentando, voando ou cuidando dos filhotes.

Uma bela foto de uma ave é um desafio que vale a pena superar, porque você ficará muito orgulhoso do resultado.

Durante o Voo

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Antes de tentar fotografar uma ave voando, é importante praticar o seu foco, para que você possa tirar imagens nítidas de um objeto em movimento, e que também tenha uma boa composição. Configure o modo de foco para foco contínuo (AI Servo AF Canon/AF-C Nikon), para que a lente possa manter constantemente o seu foco na ave voando. Escolha uma velocidade do obturador rápida, de 1/1000s ou maior para congelar a ação. Use um bom zoom ou lentes teles (de pelo menos 200 mm) para se aproximar da ave. Lembre-se que os motivos menores são mais difíceis de focar, por isso é imprescindível treinar!

Aproxime-se

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Quando você estiver visitando um santuário de pássaros ou zoológico, você pode ter a chance de tirar algumas fotografias impressionantes de pássaros a curta distância. Com paciência e prática, você pode fazer isso em quase qualquer lugar. Você precisa de uma boa lente zoom para se aproximar o suficiente para deixar a imagem interessante. Dê o zoom e foque na cabeça do animal, o que pode não ser possível, mas tente. Caso contrário, você pode se focar no corpo todo. Você pode precisar seguir o pássaro por um tempo até que ele fique parado. Use o flash suave (ou de preenchimento) para adicionar luz às penas do animal e a maior abertura possível para desfocar o fundo (e o primeiro plano, se necessário), para que nada tire a atenção do pássaro.

À Distância

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Quando você estiver na selva e acabar encontrando um pássaro encantador, você precisa estar pronto para capturar essa imagem – mesmo se for à distância. Então, pegue sua lente tele (zoom ou prime) para preencher o enquadramento com o pássaro. Nada torna uma foto mais entediante do que um motivo muito pequeno no enquadramento, então aproxime-se o máximo que você puder fisicamente e use seu zoom (você provavelmente precisará de um tripé, dependendo do comprimento de sua lente, para ter estabilidade e garantir a nitidez). Para alguns motivos, vale a pena se preparar antecipadamente e esperar os pássaros chegarem. Use uma profundidade de campo curta (f/2.8-f/5.6) para manter o pássaro e o galho em foco e desfocar o fundo.

Congele o Movimento

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Pássaros em movimento criam uma imagem impressionante. Você precisa usar uma velocidade do obturador alta (qualquer coisa acima do 1/200) para capturar o movimento do animal, mas ao mesmo tempo, a maior parte do animal deve ficar nítida, então há um contraste entre o embaçado e o nítido. Com um beija-flor, nós podemos escolher 1/400, o que é lento se considerarmos a velocidade em que suas asas se movem. Você pode querer aumentar o ISO para (800-1600), para que você possa usar uma menor abertura (números grandes) para garantir que o pássaro todo fique nítido, exceto pelas asas batendo.

Capture o Movimento

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Mostrar um objeto em movimento é sempre uma imagem ousada, e para fazer isso de forma eficaz, quando for fotografar um pássaro use uma velocidade menor do obturador (cerca de 1/60s). O truque é rastrear o pássaro durante seu voo. Siga o caminho de voo do pássaro e então no momento decisivo, tire a foto. É quase impossível usar um flash nesta situação, então você tem que se posicionar para que o sol providencie a quantidade certa de iluminação. A luz lateral é a melhor, então o início da manhã ou o fim da tarde são melhores para providenciar um contraste visual, detalhamento das sombras e destaques adequados.

Aves Aquáticas

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Aves aquáticas (patos, gansos, cisnes) são motivos interessantes e você pode encontra-las em parques municipais, rios, lagos, no litoral e em reservas florestais. Você precisará de um zoom rápido (100 mm até 300 mm) para se aproximar o suficiente para tirar uma foto cativante, mas não perto o suficiente para espantar os pássaros. Porém, muitos patos e gansos que frequentam parques são mais tolerantes com as pessoas e devem providenciar oportunidades mais fáceis de se aproximar. Fotografar aves aquáticas requer um alto nível de paciência e um tempo perfeito. Para algumas fotos impactantes com ótima luz natural, você deve se posicionar uma hora antes do nascer do sol, fotografar por uma hora ou duas, e depois voltar próximo do pôr do sol. Mova-se cautelosamente e use uma velocidade do obturador de 1/500 ou mais, e talvez configure o ISO em 400 (para disparos mais rápidos). Procure por boas situações com luz de fundo e tente incluir padrões de água em sua foto.

Aves Selvagens

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Algumas aves selvagens, como faisões, pavões ou perus que podem ser encontrados próximos a fazendas e em muitas áreas florestadas. Essas aves podem se mover rapidamente se pressentirem perigo, então seria melhor você usar camuflagem ou se preparar em um esconderijo para tirar as fotos que deseja. No mínimo, uma lente de zoom 85 mm a 200 mm deve ser usada, e o ISO de 100 ou 200 deve funcionar para a maioria das velocidades do obturador que você usará. No início das manhãs da primavera será o melhor horário para fotografar perus selvagens, quando os machos competem pelas fêmeas. O final da tarde é o momento em que os perus encontram uma árvore grande para dormirem durante a noite. Se você tiver sorte o suficiente para encontrar uma árvore dessas, então você pode se preparar por perto no início da manhã seguinte para tirar algumas fotos ótimas quando ele sair da árvore.

Falcões, Águias e Corujas

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Falcões, águias e corujas são aves de rapina, e apresentam um grande desafio, devido à sua natureza atenta e visão aguçada. Assim como com qualquer outro animal na selva, o preparo e a paciência são a chave. Você precisará de uma lente tele extremamente rápida e longa (300 mm) e um tripé com cabeça fluida. Se você puder treinar a si mesmo para reconhecer a “forma do falcão”, você pode frequentemente encontrar essas aves majestosas em árvores enquanto dirige seu carro. Às vezes, esses pássaros podem ser fotografados do carro usando um tripé com encaixe para janela, ou se aproximando cautelosamente para tirar uma boa foto. Quando você for tentar se aproximar de um falcão para tirar uma foto, nunca ande diretamente até ele, pois ele provavelmente sairá voando. Ao invés disso, finja que você não está vendo-o e siga em uma direção que o aproximará do pássaro sem andar diretamente até ele. Um inverno é uma ótima época para capturar imagens de águias carecas, pois elas se concentram em áreas litorâneas ou rios com água corrente. Boas fotos de águias carecas exigirão uma boa lente telescópica, devido às distâncias envolvidas. Quando você for fotografar aves de rapina com o céu como fundo, você pode expor o pássaro a 2/3 de um stop. A medição pontual é recomendada, mas uma medição ponderada ao centro o ajudará a conseguir uma exposição eficaz também.

Configurações Recomendadas

 

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Blue Tit via shutterstock

 

Se você quiser que uma ave fique estática e nítida, então use uma velocidade de obturador de 1/500 ou maior. Escolher o modo de esportes ou a opção “burst” (modo de disparo onde são feitas várias fotos seguidas), normalmente fornecerá fotos mais nítidas. Se você for fotografar um motivo estático (sem movimento), mantenha a profundidade de campo baixa para desfocar o plano de fundo e use o flash, se necessário, para congelar o movimento. Se quiser capturar o borrão, uma velocidade de 1/60 – 1/200 normalmente é lenta o suficiente para capturar o movimento.

Equipamentos Recomendados

 

Turdus

Turdus pilaris via shutterstock

 

Uma  teleobjetiva é exigida, já que nós raramente podemos nos aproximar o suficiente dos pássaros sem assustá-los; e um zoom é recomendado. Estabilização de Imagem (IS/Canon e VR/Nikon) é um recurso útil para manter as fotos nítidas e limpas, e um tripé também é útil (muitas lentes teles longas vêm com um tripé). Camuflagem pode ser usada para você ficar mais “furtivo”. Você pode até mesmo comprar tecidos de camuflagem a prova d’água para cobrir a si mesmo e seu equipamento enquanto se mantém seco e escondido das aves.

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Conclusão

 

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Silhueta de pássaros via shutterstock

 

Fotografar aves requer paciência e habilidade. Se você for um iniciante, experimente motivos mais fáceis, como pombos no parque ou pássaros no zoológico antes de sair para aventuras mais selvagens. Experimente as velocidades do obturador (maiores e menores) até você saber qual fornecerá o efeito que você quer. Também é uma boa ideia ser paciente e deixar os pássaros virem até você. Você não tirará a foto perfeita todas as vezes, mas com a prática você ficará muito melhor. Lembre-se que você precisará preencher o enquadramento o máximo possível com o pássaro para tirar uma foto interessante, então zoom ou teleobjetivas sempre são necessárias.

Então, você costuma fotografar aves? Tem alguma outra dica que funciona pra você? Ah, e como você já sabe, não deixe de compartilhar a sua foto nos comentários, para isso basta seguir esse passos simples de como inserir uma imagem em qualquer comentário do site.

Este artigo eu traduzi do site exposureguide especialmente pra você!

Até breve e ótimas fotos!

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Imagem em destaque: bee-eater via shutterstock